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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 04.05.15

VITAMINA C E OSTEOPOROSE

Dr. Luís Romariz

Fico triste ao ver mulheres mais idosas com o diagnóstico de osteoporose ou osteopenia cuja terapia proposta assenta na suplementação com cálcio e na prescrição de fármacos chamados bifosfonatos. São abordagens terapêuticas irracionais e perigosas ao problema da degradação óssea que acompanha o envelhecimento. São inúmeros os pacientes que apresentam calcificações arteriais visíveis aos raio-X, bem como calcificações das válvulas cardíacas, fruto da prescrição abusiva de suplementos com cálcio. O cálcio oriundo de uma alimentação normal, e entenda-se como normal uma alimentação livre do consumo de leite, é o suficiente para repor as eventuais necessidades corporais se aliado a uma normalidade nos níveis de vitamina D3 e de vitamina K2. Na maioria das vezes, os tratamentos prescritos para a hipertensão arterial contemplam diuréticos do tipo tiazidas, os quais causam uma perda de magnésio e uma retenção de cálcio. Sempre fui da opinião que a utilização de diuréticos é mau negócio, só se justificando quando há edemas, e neste caso deve-se fazer uma suplementação com magnésio. A matriz óssea incorpora os minerais necessários – cálcio, fósforo, magnésio, silício, boro, e muitos outros – desde que haja as hormonas apropriadas e os nutrientes certos. Claro que a força gravitacional é muito importante, por isso deve ser instituído um plano de exercício com pesos. Ora para haver uma boa matriz óssea é necessário um bom aporte de vitamina C, o que normalmente é esquecido. Acho muito mais assertivo para a prevenção da osteoporose a suplementação com magnésio, silício, boro, vitaminas C, K2 e D3 do que os fármacos da moda e o cálcio, pois os primeiros são perigosos para o próprio osso e para o coração, e o cálcio provoca arteriosclerose. Todos estes são muito mais importantes para obter um osso de qualidade do que a suplementação com cálcio e os fármacos.

A vitamina C é benéfica para os ossos de várias formas:

  • Mineraliza o osso e estimula o crescimento das células formadoras de osso – osteoblastos.
  • Previne a degradação excessiva do osso, inibindo parcialmente as células responsáveis pela sua reabsorção – osteoclastos.
  • Limita o stress oxidativo, que é um dos principais factores do envelhecimento.
  • É vital para a síntese do colagénio.

Quando a vitamina C está baixa, acontece o oposto. Proliferam as células destruidoras de osso e os osteoblastos não se formam facilmente. Os estudos clínicos mostram que há menores níveis de vitamina c nas pessoas que sofreram fracturas em relação ás que não sofreram. Os níveis de vitamina C estão mais elevados nos pacientes com melhor mineralização óssea. Com a carga tóxica a que actualmente estamos sujeitos, os requerimentos em vitamina C tornam-se muito maiores pois esta vitamina é vital para o processo de desintoxicação – inclusive por metais pesados. Os adultos precisam de cerca de 2 a 5 gramas por dia sob a forma de ascorbato de sódio, o que está muito além das RDA que são de 60 mg. Os animais que sintetizam vitamina C fazem-no em doses que em fisiologia comparada seriam de cerca de 13 gramas diários nos humanos. Sob stress, esses requerimentos sobem até aos 100gramas. A vitamina C não é tóxica mesmo em doses altíssimas. A forma lipossomal permite fornecer às células quantidades muito maiores da que se obtém por injecção endovenosa. Resta dizer que a vitamina C é barata quando adquirida sob a forma de pó de ascorbato de sódio, e que é fácil fazer lipossomas de vitamina C em nossa casa. Basta adquirir lecitina, vitamina C, e usar um liquidificador e um vulgar aparelho de limpeza por ultra-sons.