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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 31.03.14

ÓMEGA-7

Dr. Luís Romariz

Muitas pessoas já têm consciência dos imensos benefícios dos óleos ómega-3, nomeadamente do EPA e do DHA, mas são muito poucas as que já ouviram falar acerca de ómega-7 o qual proporciona ganhos de saúde únicos.

Quando me refiro a ómega-7, refiro-me exclusivamente ao ácido gordo palmitoleico, o qual apaga a maioria dos malefícios do sindroma metabólico, competindo eficazmente e a baixo custo com fármacos caros e poderosos, cheios de graves efeitos secundários. O ómega-7 pode reduzir o risco de diabetes tipo II, prevenir a formação de placa de aterosclerose, aumentar o “bom” colesterol, e diminuir os biomarcadores da inflamação persistente, como a proteína C reactiva a qual está associada a enfarte e AVC (trombose cerebral). Também diminui significativamente o risco de s. metabólico (HTA+TG elevados+adiposidade central+mais aumento do “açúcar”). Enquanto os polinsaturados ómega-3 estão envolvidos no fabrico de eicosanóides anti-inflamatório (hormonas tipo prostagladinas e leucotrienos), o monosaturado ómega-7 tem um mecanismo de acção totalmente diferente, funcionando como molécula de sinalização – lipocina – que se associa a uma eficaz gestão e armazenamento de energia. A ingestão de pequenas quantidades de ómega-7 tem repercussões profundas na resposta corporal à ingestão de energia (alimentos), e na gestão do armazenamento e utilização de energia, batendo-se mano a mano com drogas poderosas usadas para combater o colesterol e a diabetes. O ácido palmitoleico combate:

  • Glicose elevada e resistência à insulina
  • Alterações nos lípidos (triglicerídeos altos e HDL baixo)
  • Tensão arterial elevada
  • Obesidade central (corpo em maçã)
  • Inflamação crónica

A função endotelial que governa a circulação sanguínea nas nossas artérias é positivamente afectada pela ingestão de ómega-7. A placa de ateroma é 47% nais baixa em quem consome este óleo. Na realidade, cerca de 210 mg de ómega-7 são o suficiente para fazer diminuir a proteína C reactiva em 73%. Podemos encontrar este óleo nas nozes macadamia, nas bagas do espinheiro-do-mar, e em cápsulas como suplemento alimentar.