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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dom | 09.03.14

LEGUMINOSAS: SIM OU NÃO?

Dr. Luís Romariz

Será que as leguminosas como os feijões devem fazer parte da alimentação humana? Penso que não! Estes vegetais dos quais os amendoins e a soja fazem parte, têm um profundo impacto negativo na nossa saúde. São numerosos os artigos médicos publicados sobre os malefícios destes alimentos, proibidos em países como a África do Sul, por causa da sua potencial toxicidade. Embora muita gente pense que os feijões são ricos em proteínas, a verdade é que as proteínas destes alimentos são de péssima digestibilidade. Apenas nalguns casos em que há uma fermentação exaustiva, alguns dos anti-nutrientes das leguminosas são destruídos. O facto é que as leguminosas (feijões, ervilhas, etc.) contêm menos 63% proteína do que a carne magra, com a agravante de que o nosso organismo não processa correctamente as suas proteínas, ou seja, têm uma má digestibilidade. As leguminosas contêm uma série de anti-nutrientes que diminuem a absorção das proteínas, para além de terem uma baixíssima quantidade de dois importantes aminoácidos – cisteína e metionina. Falemos agora dos níveis de minerais contidos nas leguminosas, nomeadamente do ferro e do zinco. Estes legumes (ervilhas, feijões, lentilhas, soja, etc.) embora tenham um conteúdo em zinco e ferro parecido com os produtos de origem animal, o facto é que o grupo Suíço do Dr. Cook e o Sueco do Dr. Hallberg demonstraram que a sua absorção é apenas de 20 a 25% devido ao conteúdo em fitatos. Isto acarreta que as leguminosas sejam uma má fonte destes minerais. Começamos a perceber que há alguns mal-entendidos acerca do valor nutricional das leguminosas

A lista dos anti-nutrientes destes legumes parece ser infindável, incluindo:

  • Lecitinas. Nomeadamente, a fitohemoaglutinina (PHA) que não desaparece totalmente com a cozedura, passa a barreira intestinal e causa alterações nos glóbulos vermelhos e noutras células. Muitas vezes, este é o início de uma doença auto-imune e aterosclerose.
  • Saponinas. São antinutrientes com algumas propriedades dos sabões, e têm capacidade para abrir buracos no revestimento interno do intestino, bem como nas membranas de outras células, podendo causar hemólise dos eritrócitos.
  • Fitatos. Dificultam a absorção de ferro, cálcio, zinco, magnésio e cobre.
  • Taninos e isoflavonas. Os taninos são amargos e adstringentes tendo um impacto similar aos fitatos. As isoflavonas actuam como hormonas femininas, com todo o mal que daí possa advir, incluindo bócio, tal como foi demonstrado pelo Dr. Ishizuki e colegas bem como pelo Dr. Hooper e colaboradores.
  • Inibidores das proteases. Estas, simplesmente dificultam a absorção das proteínas.

Também há o caso particular das favas, com uma síndrome descrita – o favismo – com hemólise grave que pode ser fatal em crianças. O consumo de amendoins também está frequentemente associado à aterosclerose pois o óleo de amendoim revelou-se tremendamente aterogénico conforme demonstração nos trabalhos do Dr. David Kritchevsky e colaboradores no Wistar Institute em Filadélfia.

Concluindo, as leguminosas são um portento da evolução das plantas no sentido de minimizarem o seu consumo pelos animais. No entanto, provocam um impacto negativo em quem os consome. Basta pensar que durante milhões de anos de evolução não tivemos hipótese de os comer, apenas há pouco tempo aprendemos a cozinha-los. Portanto não são alimentos a que estejemos habituados e que tenham implicado uma resposta adaptativa por parte dos intestinos humanos.

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