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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dom | 29.03.09

ENVELHECIMENTO, EXERCÍCIO E HORMONAS

Dr. Luís Romariz

Cada vez que efectua uma actividade física, coloca uma certa quantidade de stress no seu corpo. No exercício aeróbico, isto significa treinar até ao ponto em que começa a suar profusamente, o que acontece quando o seu coração está a 70% da capacidade máxima e durante um certo limite de tempo. Cada vez que isto acontece, as coisas começam a ocorrer ao nível molecular; particularmente, tornamos as células mais propensas à captação de glicose, diminuindo a quantidade de insulina necessária. Se tiver sobrepeso ou estiver fora de forma, então demorará muito tempo a aumentar a sua temperatura basal e a suar profusamente. Este é um bom ponto de partida para parar o exercício diário. Com o tempo e a consistência no treino, terá de treinar durante cada vez mais tempo ou mais intensamente para começar a suar de forma abundante.
O treino de musculação é bastante diferente do treino de aerobica no que concerne à insulina. Ao formar mais massa muscular, o corpo terá a vida facilitada para extrair glicose ao sangue e assim os níveis de insulina descerão. Independentemente do tipo de treino, os resultados a longo prazo são os mesmos: redução do excesso de insulina.

 
Contudo, há outras alterações hormonais em cena com a musculação e que não ocorrem com o treino aeróbico. Quando exercita os músculos até à exaustão, ocorre sempre algum grau de traumatismo muscular e consequente lesão. Isto desencadeia uma resposta pró-inflamatória para tratar as micro roturas infligidas aos músculos.
Se a resposta inflamatória não for muito exagerada será então desencadeada uma resposta anti-inflamatória que reparará o músculo e lhe dará uma capacidade extra para futuros desafios da mesma magnitude. Parte desta resposta consiste na produção de hormona do crescimento – que é a nossa hormona rejuvenescedora – a qual uma vez em circulação também vai exercer efeitos nos órgãos e na pele. Ora é na intensidade do exercício – “violenta” mas não exagerada (para que se produza um mínimo de cortisol), espaçada no tempo e hormonalmente equilibrada do ponto de vista nutricional (demasiados hidratos de carbono produzem demasiada insulina a qual inibe a produção de hormona do crescimento) que reside a pedra de toque do exercício com sucesso. O mais importante é aprender a “ouvir” o corpo, interpretando correctamente a causa das dores musculares que persistem demasiado tempo. Obviamente que uma suplementação com ómega-3 ajuda a baixar a inflamação muscular.