CESSAÇÃO TABÁGICA
A cessação tabágica reduz o risco de doença cardiovascular, mas os seus benefícios só são aparentes 20 anos depois. Isto decorre de um estudo de 16 anos em que se fez a associação entre o tabagismo e o risco de doença cardíaca em mais de 10000 pessoas. Mos fumadores, a redução do numero de cigarros também diminuiu o risco cardiovascular. Actualmente, 60% dos fumadores têm um risco aumentado de morte prematura. Claro que estes dados não reportam as lesões conducentes ao cancro do pulmão, nem ao número de casos de disfunção eréctil. De facto, é enorme a percentagem de homens fumadores que apresentam algum grau de dificuldade no desempenho sexual. Por outro lado, as alterações da oxigenação dos glóbulos vermelhos perduram para além de algumas horas após se ter consumido o ultimo cigarro. Estas alterações condicionam alterações patológicas no endotélio arterial e venoso, com a consequente aumento no risco de trombose cerebral (AVC), doença hipertensiva, de perfusão do miocárdio, e de varizes. Os antioxidantes em doses elevadas são muito úteis, mas muito mais importante é a cessação tabágica.