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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Qua | 10.10.12

PODEMOS CONFIAR NA SAÚDE?

Dr. Luís Romariz

NIM! Se por um lado temos dos melhores profissionais e mais bem preparados, como se demostra com a avidez de os contratar por países terceiros, quanto aos medicamentos a conversa infelizmente é outra. Ao fim de 33 anos a exercer medicina identifico dois problemas que potencialmente minam a confiança. Por um lado é a dita medicina baseada na evidência e as consequentes guide-lines (orientações); por outro, é a ânsia de vender medicamentos sem olhar aos seus efeitos secundários. Traduzindo estes pensamentos: nada pode substituir a clínica e o julgamento do médico. Trata-se na realidade de uma arte pois não há doenças, antes há doentes com a sua individualidade. Os resultados dos estudos, baseados sempre na estatística, apenas nos deverão servir de orientação. Sabemos infelizmente que muitos deles, porque são pagos ou subsidiados pela indústria farmacêutica, são distorcidos para que a matemática abrace os desideratos dos laboratórios que vendem os fármacos. Chega-se ao ponto de encobrir a verdade sobre medicamentos que matam, na ânsia de obter lucros astronómicos. As grandes farmacêuticas sabem que quando algo corre mal a opção é deixar correr o marfim e vender, pois no final se as coisas lhes correrem mal a soma das multas e indeminizações é incomensuravelmente menor do que os lucros obtidos. Infelizmente, isto não é retórica! Passo a explanar. Já tinha vindo a lume que a maioria, se não todas, as grandes farmacêuticas norte americanas, deturpava estudos médicos e fazia textos a seu belo prazer pondo-lhes a autoria de médicos reconhecidos os quais nada tinham a ver com o assunto pese o facto de receberem dinheiro para tal! São os chamados gostwriters!!! Agora ficamos a saber, porque houve acusação com condenação, que laboratórios como a Merck Sharp & Dome e a Pfizer e a Glaxo Smith Kline, que foram postos à venda continuadamente fármacos que mataram milhares de pessoas e cujos efeitos eram perfeitamente conhecidos dos laboratórios que os produziam. Casos como o Vioxx – que aumentava o risco de ataque cardíaco em 500% -, Avandia, Risperdal e Bextra, não foram infelizmente acidentes de percurso, antes sim peças de uma estratégia continuada que não respeita a vida humana, tão-somente o lucro. A FDA – órgão Norte-americano que regula os medicamentos apenas se interessa pelas poderosas farmacêuticas. Ficamos a saber isso através de uma impressionante entrevista dada por um dos seus pares – e que ainda está nos quadros da FDA - o Dr. David Graham. Entre outros reparos o Dr. Graham declara que a FDA apenas se preocupa em verificar se as alegações de que determinado fármaco faz bem a uma determinada patologia se verificam. Quanto à segurança do medicamento, deixa a prova para a própria farmacêutica. Está-se mesmo a ver! Aos médicos é sistematicamente negada esta informação. Nunca ouvi qualquer DIM dizer mal dos seus medicamentos, como seria de esperar. A literatura médica e os estudos internacionais são sistematicamente patrocinados pelos laboratórios, e a informação independente mal chega aos profissionais de saúde. Alguns medicamentos como os que são vendidos para fazer baixar o colesterol, e medicação para a osteoporose fazem mais mal do que bem, mas continuam a ser paulatinamente vendidos!

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