Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dom | 15.07.12

COMA MENOS, TREINE MAIS

Dr. Luís Romariz

Invariavelmente, esta é a resposta para quem tem problemas de excesso de peso ou diabetes. Esta sentença impõe imediata e irremediavelmente um ónus sobre os pacientes: culpa sua! Ingerindo menos calorias e queimando mais, ao abrigo das leis da termodinâmica, conduzirá ao emagrecimento e à normalização glicémica. Parece lógico e inquestionável! Mas o problema é que as calorias não são todas iguais. Uma caloria é por definição a quantidade de energia necessária para fazer subir em um grau centígrado, um grama de água. Ora o nosso organismo não se comporta como um calorímetro, caso contrário arderíamos numa explosão de energia. E os diferentes macronutrientes (proteínas, ácidos gordos e hidratos de carbono) comportam-se de diferentes formas e despoletam diferentes respostas fisiológicas e bioquímicas. A restrição calórica que nos leva à saúde e à longevidade, através da activação de genes específicos, só é viável se for nutricionalmente correcta. Quando desequilibrada conduz à doença e à morte precoce. Mais, as respostas fisiológicas adaptativas à restrição alimentar com a conversão da hormona da tiróide na sua variante reversa podem inclusivamente fazer ganhar peso quem esteja a fazer dieta de emagrecimento. Há apenas uma força endócrina que nos faz acumular gordura para os tempos de vacas magras – insulina. Sempre que exageramos no consumo de frutose e de HC despoletamos uma resposta endócrina e bioquímica de transformação do excesso destes em gordura com o seu consequente armazenamento nas vísceras e no interior das artérias. A cronicidade da resposta insulínica em alta desequilibra a hormona leptina – produzida pelas células de gordura (os adipócitos) e que sinaliza ao cérebro a necessidade de comer menos e gastar mais – e abre a porta à obesidade e diabetes 2. Apenas a restrição calórica nutricionalmente validada permite quebrar este ciclo de excesso de peso e diabetes. A resposta fisiológica à ingestão proteica é completamente díspar da que ocorre em relação à ingestão de HC, pese embora o facto de em termos de caloiras serem praticamente iguais (4 Kcal por grama). Enquanto os HC põe em jogo forças de armazenamento, a ingestão proteica gasta cerca de 30% da sua energia para a digestão e integração das proteínas, não tendo impacto na produção de insulina, antes pelo contrário. A dieta de emagrecimento é algo que tem de ser consistente, adaptado e validado. A demanda sazonal por resultados mais ou menos imediatos para mostrar o corpo na praia tem normalmente como consequência uma degeneração corporal nomeadamente à custa da massa proteica. E a pele é composta maioritariamente por proteína …

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.