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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Ter | 19.06.12

VITAMINA D E CANCRO

Dr. Luís Romariz

Os autopres de um artigo publicado na revista médica Journal Dermato-Endocrinology sugerem que a diminuição na produção de vitamina D por parte dos afroamericanos seja a razão pela qual eles têm taxas de mortalidade por cancro mais elevadas do que os caucasianos. Sabemos que a vitamina D tem acção, entre ou outras, anti-proliferativa (freia o crescimento celular desmesurado, o qual é característico do cancro) e pro-diferenciadora (as células cancerosas distinguem-se mal das normais, e quanto menosse distinguirem mais agressivas se tornam). Dado que os afroamericanos têm concentrações séricas de 25.OH-vitamina D 40% menores do que as pesoas brancas, isto pode explicar o aumento na taxa de mortalidade quando comparada entre as duas raças. A pele mais escura dos afroamericanos conjugada com a menor latitude em relação ao seu berço africano, promove uma menor produção de vitamina D, e é curioso notar uma diferença entre os afroamericanos quando se distribui a sua morada pela metade Norte e pela metade Sul dos EUA. A taxa de morte é maior no Norte, pois a produção de vitamina D é menor. Entre os 25 tipos de cancro sensíveis à acção desta vitamina estão os cancros da próstata, cólon, mama, pulmão, e linfomas. Dado que os cancros levam anos até chegar ao ponto em que são detectáveis, as concentrações da vitamina D ao longo da vida são de importância fundamental de forma a reduzir o risco. Níveis de 25.OH-colecalciferol menores do que 30 ng são altamente preocupantes, pelo que aconselho todas as pessoas a fazerem o teste sanguíneo de doseamento desta vitamina, no fim do Verão, e a actuarem em conformidade.