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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Qui | 17.11.11

COMO EVITAR 50% DOS EVENTOS CORONÁRIOS

Dr. Luís Romariz

A Sociedade Europeia de Cardiologia faz uma estimativa de 50% de redução nos eventos coronários se pudéssemos estabilizar as placas macias e vulneráveis. É-nos dito e levado crer frequentemente a crer que as placas de ateroma que aparecem nas angiografias são placas assassinas. Isto só é verdade quando elas são suficientemente grandes para provocar uma paragem do fluxo sanguíneo (durante um espasmo coronário), pois diminuem o aporte de oxigénio ao músculo cardíaco provocando a angina ou enfarte. É aliás a definição de angina instável. É no entanto necessária uma obstrução de 90% para a desenvolver. Este é o tipo de placa predominante numa angiografia, mas há as placas macias, não calcificadas (e portanto não aparentes nos exames) as quais têm tendência para romper – como se de uma borbulha se tratasse – e esvaziar o seu conteúdo que provoca imediatamente um trombo que pára a circulação sanguínea.

A causa derradeira desta rotura da placa é a inflamação dentro dela, a qual degrada o material fibrose que contem o material depositado na parede da artéria. Normalmente há muitos glóbulos brancos cheios de gordura dentro deste material (foam cells) e a isto chamamos o “núcleo necrótico” cujo conteúdo quando se solta provoca a agregação de plaquetas e a obstrução com o consequente enfarte. Estima-se que cerca de 75% dos eventos coronários sejam causados por rotura destas placas macias. Uma vez que não temos imagiologia que nos alerte para este tipo de placa coronária o que significa em essência não sabermos se as temos ou não, não podemos prevenir a sua rotura. Frequentemente, o ritmo de crescimento destas placas é directamente proporcional ao nível de insulina sanguínea, razão pela qual é muito importante uma alimentação com baixa carga glicémica. Outra condição a evitar é a inflamação dentro da placa, pelo que é razoável fazer uma suplementação agressiva com óleo de peixe de forma a diminuir a inflamação conseguindo um baixo quociente AA/EPA. Pela mesma razão a aspirina em baixa dosagem é útil na prevenção da agregação das plaquetas ao material oriundo da rotura de uma placa.

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