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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 08.12.08

DESILUSÃO NO TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE

Dr. Luís Romariz

Imensas mulheres ─ e alguns homens ─ gastam biliões no consumo de medicação para os ossos sob o falso pretexto de que se a tomarem durante bastante tempo não sofrerão de osteoporose.

Os medicamentos em questão são conhecidos como bifosfonatos. O maior vendedor destes fármacos é o fosamax/fosavance, fabricado pela Merck ─ o mesmo que fabricou o Vioxx que matou uma data de pessoas. Devemos confiar neles? Outros nomes comerciais destes medicamentos incluem o Actonel, e o Bonviva (Roche).
Uma recente torrente de informação negativa acerca destes fármacos está finalmente a vir à luz do dia, conseguindo até alarmar as instâncias governamentais que tanto crédito lhes têm dado, incluindo dor crónica, fibrilação auricular (uma condição potencialmente fatal), e em muitos casos uma necrose aséptica da mandíbula (ou seja, necrose do osso da queixada).
Após 15 anos de utilização não há evidência suficiente para os classificar como seguros e efectivos. Claro que a saúde dos ossos é muito importante; tomar bifosfonatos não produz ossos mais fortes e mais saudáveis ─ muito pelo contrário.
Em 7 de Janeiro de 2008 a FDA (departamento governamental que regula os medicamentos nos EUA) emitiu um aviso sobre os bifosfonatos dizendo que havia a possibilidade de “causarem dor severa e incapacitante nos ossos, articulações e músculos.” Isto para medicamentos que supostamente deverão tirar as dores dos ossos…
A FDA explica que as dores podem ocorrer em dias, meses, ou anos após a toma destes fármacos. Mesmo a interrupção do tratamento não faz regredir rodos os casos.  
Pensem nisto ─ como é que uma medicação que supostamente deve fazer bem aos ossos pode causar dores ósseas incapacitantes? Estes medicamentos promovem a inflamação silenciosa e uma de deposição anormal de cálcio nos ossos, que na densitometria parece aumentar a densidade mas que não passa de uma miragem, pois as biópsias ósseas revelam um osso inchado, caoticamente desorganizado, e mais frágil do que o osso saudável. Em 1997 ficou claro para as autoridades de saúde que um estudo da Merck demonstrava um aumento de 50% no risco de fibrilação auricular com o uso do Fosamax. E os estudos com os bifosfonatos de infusão intravenosa mostram um risco de 150% para a fibrilação auricular.
Curiosamente os investigadores Japoneses avisaram em 2000 para o risco acrescido de necrose da mandíbula em pacientes que tomavam o Fosamax, mas as instâncias de saúde não quiseram acreditar.
Uma boa saúde óssea reside numa alimentação saudável, suplementada com cálcio, num programa de exercício físico, e numa exposição solar capaz de aumentar os níveis de vitamina D.
A harmonização dos factores hormonais nomeadamente a testosterona, a progesterona e os estrogénios, é fundamental.