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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Sex | 31.01.14

LEPTINA, TIROIDE E OBESIDADE!

Dr. Luís Romariz

É frequente que os indivíduos com sobre peso terem sintomas associados ao hipotiroidismo. Isto é particularmente verdadeiro para as pessoas associadas a dieta io-io que têm dificuldade em perder peso mesmo cortando nas calorias e exercitando-se mais. Há muita confusão sobre o papel da tiróide na obesidade, em parte causado pelo facto das análises hormonais nem sempre se correlacionarem com os sintomas. As alterações da leptina – hormona produzida pelas células de gordura – são frequentemente a causa primária de muitos dos sintomas nas pessoas com sobre peso. A insuficiência em triiodotironina (T3) é frequentemente a causa para a maioria dos problemas da tiróide, sendo outra das causas a falta de nutrientes que permitem a conversão celular da hormona T4 em T3 – vitaminas do complexo B, selénio, zinco, magnésio e iodo. Para compensar os problemas relacionados com a resistência à leptina recomendo:

  • Nunca comer após o jantar
  • Ingerir apenas 3 refeições por dia
  • Não ingerir demasiada comida de cada vez
  • Comer um pequeno-almoço com bastante proteína
  • Reduzir bastante os hidratos de carbono, nomeadamente os de elevado índice glicémico

Os problemas com a leptina criam inflamação, pelo que abrem portas à obesidade e às doenças degenerativas, envelhecimento incluso. A suplementação com óleo de peixe (ómega-3) ajuda a melhorar a sensibilidade dos receptores à insulina e à leptina, assim como o crómio e o vanádio, Finalmente, cuidado com os tóxicos que afectam a tiróide nomeadamente o flúor, o cloro, o perclorato e a soja não fermentada.

Seg | 27.01.14

MODULAÇÃO HORMONAL FEMININA

Dr. Luís Romariz

Tem cerca de setenta anos a polémica sobre se as mulheres devem ou não modular as suas hormonas sexuais. O impacto positivo anti-envelhecimento da modulação hormonal é notório, pelo que as mulheres aspiram a poder fazer as hormonas durante o resto da sua vida. Quando o estudo WHI mostrou que as hormonas não humanas aumentavam o risco de cancro da mama e doença cardiovascular, gerou-se o pânico e a descrença sobre as hormonas. Posteriormente, e face aos benefícios inequívocos, limitou-se a reposição hormonal a cinco anos. Se é um facto que os xeno estrogénios (químicos ou de origem animal) são maus para a saúde, não é menos verdade que os responsáveis pelos efeitos deletérios observados são as progestinas. No entanto, as mulheres que não fazem reposição hormonal vêm a sua longevidade encurtada, e a sua qualidade de vida diminuída. Segundo estudos da Yale School of Medicine, terão morrido na última década, só nos EUA, cerca de 70.000 mulheres, e apenas pelo facto de não fazerem reposição hormonal estrogénica. O hiato entre a baixa de estrogénios, e a diminuição brutal e tendencialmente zero da progesterona, cria as condições para a dominância estrogénica e o consequente aumento do risco de doença cardiovascular e cancro. Os principais erros na prescrição hormonal foram:

  • Prescrição de hormonas sintéticas ou animais em vez de bioidênticas
  • Administração oral em vez de transdérmica
  • Dosagem única em vez de ser personalizada
  • Estrogénios isolados em vez de acompanhados com progesterona
  • Ausência de prescrição de moduladores dos metabolitos dos estrogénios (2OH em Vez de 16OH) como o I3C, vitamina D, Iodo
  • Alimentação ruinosa

Os estrogénios fazem bem mais do que aliviar os sintomas da menopausa. Eles são cruciais para a pele, para o sistema cardiovascular, para os ossos, para os olhos e para os músculos. Modulação hormonal significa elevar as hormonas que estão baixas e diminuir as que estão altas. As hormonas estão todas interligadas. Afinal, somos um só corpo!

Qua | 22.01.14

INFLAMAGING

Dr. Luís Romariz

Após uma impressionante série de descobertas cientificas, foi revelado qual o principal interruptor que acciona a maioria das doenças crónicas associadas ao envelhecimento. Apelidado de HMGB1, esta molécula proteica despoleta a libertação de citocinas – sinais químicos – as quais promovem a inflamação no nosso corpo.

À medida que a inflamação se acumula, o envelhecimento acelera até ao ponto de se ter cunhado a palavra inflamaging para descrever este quadro patológico, como entidade subadjacente à morte prematura, diabetes, aterosclerose, e cancro.

Logicamente, o passo seguinte consiste na procura de um fármaco que “desligue” o HMGB1, bem como o massivo fluxo de citocinas que ele faz gerar. Após milhares de experiencias, duas substancias emergiram de todas as outras:

  • Chá verde
  • Feijão da China ou feijão mungo

A ideia é interromper a “tempestade perfeita” de libertação das citocinas e o respectivo ciclo vicioso: as citocinas chamam glóbulos brancos, que por sua vez libertam mais citocinas, que chamam …

Esta abordagem ao envelhecimento patológico é uma entre várias, pois sabemos que há outras vias para a inflamação persistente. Para muitas dessas vias também já temos resposta, óleo de peixe (ómega-3), exercício, modulação hormonal, etc.

Degrau a degrau, estou convicto, chegaremos ao nosso objectivo de poder proporcionar mais e melhores anos de vida!

Seg | 20.01.14

EXCITOTOXINAS

Dr. Luís Romariz

O que é doce nunca amarga, ou o sabor que mata!
Excitotoxina é toda a substância capaz de fazer as células cerebrais dispararem impulsos nervosos contínuos, o que condiciona na maioria das vezes na morte dessas células.
Para quem já ouviu dizer que o açúcar faz mal, mesmo não sabendo o porquê, a tendência será usar os adoçantes. Estes, podem ser naturais ou artificiais. Ambos têm uma característica em comum: são nocivos! Os mais utilizados são a sucralose, o aspartame, e a sacarina. Normalmente os adoçantes contêm uma mistura de todos ou de alguns deles. O agave e o xarope de frutose são essencialmente compostos por frutose a qual é um veneno para nós.
A investigação científica mostra que a sucralose (Splenda) é um tóxico ambiental, altamente nocivo para a saúde humana, o qual pode desequilibrar a tiróide, que destrói a nossa flora intestinal em cerca de 50%, contribuindo para um eventual aumento de peso e diminuição da imunidade. Interage desfavoravelmente com medicações como a quimioterapia e medicamentos para o coração. É absorvida pelas células de gordura (adipócitos) ao contrário do que é publicitado. Este adoçante recebeu uma aprovação rápida e “esquisita” por parte da FDA. Vá lá saber-se...$$$... o porquê! As crianças, as idosas e os doentes crónicos são os mais susceptíveis aos malefícios deste adoçante:
• Anemia
• Infertilidade masculina
• Lesão cerebral e tonturas
• Calcificação renal
• Aborto espontâneo
• Alterações gastrointestinais
• Alterações da visão, com enevoamento 
• Reacções alérgicas e aumento de peso
• Etc.
Pose ser feito a partir do açúcar, mas não é açúcar. Aliás, este composto está mais perto do DDT e do agente laranja do que do açúcar. Este tipo de molécula não ocorre na natureza, e embora a publicidade diga que é zero calorias, o facto é que não o conseguimos digerir e muito menos metabolizar. Portanto, a questão de fundo permanece: qual será o impacto de uma molécula afim do DDT ou do agente laranja no nosso corpo?
E o aspartame? Comercializado sob a marca Canderel, e largamente disseminado pelos supermercados sob a forma genérica de aspartame, é o adoçante de eleição na Coca-Cola e outros refrigerantes – ligth – sem açúcar. É um poderoso excitante do sistema nervoso central que se decompõe em ácido aspártico, metanol e fenilalanina. O metanol que por sua vez se decompõe em formaldeído – cancerígeno – e ácido fórmico – insecticida de formigas – provoca cegueira e outras doenças graves. A fenilalanina – normal em concentrações até 4% – quando em excesso torna-se tóxica para as sinapses nervosas.
Mas há um super veneno à espreita na sua comida e na dos seus filhos! Chama-se Mono Glutamato Sódio (MGS) e é usado como intensificador de sabor. É dos tais compostos que a indústria não larga nem por nada, e que tudo fará para o perpetuar. Porquê? Pela simples razão que aumenta o sabor de toda a comida, é barato e torna fabuloso qualquer alimento imprestável. Está em tudo, desde sopas, aos caldos e eventualmente nos alimentos para bebés. Tem a certeza que o seu fiambre não tem MGS? Ou o molho de que tanto gosta? Ou, etc.?
Concluindo, estes compostos causam lesão cerebral permanente e uma miríade de sintomas negativos que urge chamar a sua atenção. Os industriais da alimentação deitam mão a todo o tipo de subterfúgios para esconderem o que colocam nos alimentos. Cabe a cada um de nós zelar pelo que comemos e damos a comer. Cada vez mais é verdade que somos o que comemos. Mas podemos evitar isto ao excluirmos os alimentos processados. Por exemplo, é natural que um hambúrguer tenha MGS, mas um bife que compramos no talho ou o hambúrguer feito em casa certamente não o contêm. Não adianta fazermos programas anti-envelhecimento, mesmo com a medicina de topo à nossa disposição, se não tivermos consciência do que comemos. Será sem,pré um pouco como alguém a tirar água de dentro de um barco, enquanto outro vai fazendo furos abaixo da linha de água.

Dom | 12.01.14

SOJA: POLITICAMENTE INCORRECTO!

Dr. Luís Romariz

Desde há vários anos que escrevo que a soja conforme a conhecemos, é um veneno para a saúde humana. Para além de ser difícil acreditar que haja soja não transgénica à venda, os seus malefícios são vastos, pelo que apenas enumerarei os mais nefastos. Dirão que os Orientais comem muita soja e são saudáveis! Pois, mas é soja fermentada. Nada de leite de soja, iogurtes, etc. Duas curiosidades nos asiáticos: as mulheres têm tradicionalmente mamas pequenas, e os monges têm interesse em consumir soja … pois tira-lhes a libido!
O ácido fítico da soja provoca a inactivação (quelação) do cálcio, ferro, cobre, magnésio e zinco. Ora sendo o magnésio interveniente em mais de 300 reacções no nosso organismo, e imprescindível para a saúde cardiovascular … o cálcio é vital para a polarização celular e para os ossos … sem ferro há anemia … sem zinco não há antioxidantes internos, cicatrização e saúde cerebral … bem como o cobre, etc! 
Mais, os anti-nutrientes contidos na soja inibem a tripsina, enzima que ajuda a digerir as proteínas, portanto não há boa digestão e absorção proteica. 
As vitaminas B12 e D são negativamente afectadas pela soja. Só a vitamina D controla mais de 2000 genes, e a B12 é fulcral para a produção de energia celular… A soja tem altos níveis de alumínio e manganês pelo que pode criar toxicidade no nosso organismo.
A soja inibe a conversão da hormona da tiróide T4 em T3 (a sua forma activa), pelo que compromete o metabolismo e propicia ao aumento de peso por excesso de acumulação de gordura.
A soja provoca disfunção do sistema endócrino, pois os fitoestrogénios nela contidos causam estrogenicidade, com a consequente prematuridade da menarca, e efeminização nos rapazes. Esta verdade está escarrapachada da food database dos EUA, na fundação Weston-Price, e no fantástico livro “The soy ploy”. O maior cego é aquele que não quer ver!

Sab | 11.01.14

CÉREBRO: ESSE SUPERCOMPUTDOR!

Dr. Luís Romariz

Identificamos um principal culpado pela doença de Alzheimer, pelo AVC e pelo declínio cognitivo associado ao envelhecimento. O nome desta condição chama-se hipoperfusão cerebral, consequência neste caso de um decréscimo do fluxo de sangue arterial que chega ao cérebro. Resulta uma serie de alterações patológicas que diminuem severamente as funções neurológicas.
A maioria das pessoas, à medida que vão envelhecendo sofrem de obstruções ao nível do fluxo sanguíneo cerebral tendo como principais sintomas a perda de memória, a depressão e, a disfunção cognitiva. O impacto a longo prazo revela-se sob a forma de AVC, e demência, e Alzheimer. A reversão desta condição é extremamente difícil, mas não impossível!
O envelhecimento está ligado a um menor fluxo sanguíneo cerebral, e a resultante hipoperfusão causa lesão e morte celulares. A hipertensão acelera a atrofia cerebral, levando ao início de num círculo vicioso no qual a baixa de tensão nestas artérias lesadas causa hipoperfusão, e a hipertensão resultante da passagem do sangue nos vasos lesados também acelera o processo. À medida que o cérebro vai mirrando, vão-se perdendo funções e capacidades cognitivas.
O diâmetro dos vasos sanguíneos capilares cerebrais é tão diminuto, que os glóbulos vermelhos têm de alterar a sua forma para se conseguirem espremer através deles, e mesmo as plaquetas – mais pequenas – correm o risco de entupir estes vasos se algumas delas sofrerem uma agregação anormal, levando a uma trombose cerebral (AVC). Há fatores de risco que concorrem para isto, nomeadamente:
• Homocisteína
• Fibrinogénio
• Proteína C recativa
• Triglicerídeos
A melhor terapia consiste na prevenção à base de nutrientes, hormonas e medicamentos, bem como exercício físico e alteração dos estilos de vida. O exercício cerebral à base de leitura, e novas aprendizagens constitui um bom instrumento terapêutico.
Os fármacos e as hormonas são de estrita apreciação e prescrição médica, mas quanto aos suplementos podemos fazer:
• Vinpocetina
• Vitamina E
• Ginkgo Biloba
• Ácido alfa lipoico
• Carnitina
• Huperizina A
• NAC
• Multivitaminas
• Chá verde
• Gastrodia
• Ómega-3 (EPA + DHA)
Tudo vale a pena para preservarmos o cérebro em pleno. As consequências do declínio cerebral e as sequelas de AVC são algo de tenebroso para os doentes e para os seus familiares mais próximos.

Seg | 06.01.14

O QUE DIZEM OS SEUS OLHOS

Dr. Luís Romariz

Os seus olhos permitem-lhe ver as maravilhas deste mundo, mas sabia que eles também permitem ver para dentro do seu corpo? Pois é verdade. A fundoscopia – técnica médica que avalia os vasos e outras estruturas da retina – pode dar orientações diagnósticas inestimáveis. Pode dar pistas sobre o que se passa no interior do corpo. Eis alguns exemplos:
• Hipertensão arterial: se as artérias da retina ficarem com aparência rígida, com cruzamentos ou voltas, ou tiverem uma aparência acinzentada ou acobreada, ao invés da sua coloração normal que é avermelhada, isso pode dever-se a hipertensão arterial ou a diabetes. Estas patologias podem lesar a retina – com a consequente perda progressiva da visão – causando retenção de líquidos e/ou hemorragias na retina as quais alteram a aparência na fundoscopia.
• Doença auto-imune: vasos sanguíneos bloqueados ou a inflamação de certas estruturas dos olhos podem significar doença da imunidade. Estes problemas podem causar sintomas permanentes da visão, dor, sensibilidade aumentada à luz, olhos vermelhos e inchados.
• Infecção: frequentemente, sinais de infecção viral, bacteriana ou fungal podem dar sintomas ao nível dos olhos. Por exemplo, um crescimento dentro do vítreo pode significar infecção por fungos. E se o branco dos olhos – a conjuntiva – se tornar amarelado? Pode ser sinal de infecção no fígado, ou seja, hepatite. Herpes e SIDA também se podem expressar ao nível dos olhos.
Concluindo: se notar alterações nos olhos, desde dor ou vermelhidão, ou qualquer outro sintoma, fale com o seu médico. Os seus olhos podem estar a querer dizer-lhe alguma coisa!

Seg | 06.01.14

DECISÕES PARA O ANO NOVO, EMAGRECIMENTO E AFINS

Dr. Luís Romariz

O senso comum diz que quem tem excesso de peso come demais e exercita-se pouco ou nada. Isto não é bem assim, pois na realidade as “calorias” Não são todas iguais e há vários factores, nomeadamente hormonais, que concorrem para promover a obesidade.
Esta, está primariamente relacionada com a ingestão de açúcares, nomeadamente a frutose, levando a um descontrolo hormonal ao nível da insulina e da leptina, descontrolo esse que se vai repercutindo na tiróide, o qual pode ser agravado pelos desequilíbrios entre os estrogénios e a progesterona, próprios da menopausa e climatério.
Para se ficar com excesso de peso tem de haver uma resistência à leptina, pois é esta hormona produzida nos adipócitos (células de gordura) que sinaliza ao cérebro que estamos “cheios” e que devemos parar de comer e gastar o excesso. O excesso de açúcar também bloqueia a queima de gordura alterando o nosso metabolismo, através do aumento da reverse T3 da tiroide, para um estado de baixa energia. Entramos assim, num ciclo vicioso em que não adianta muito comer menos, pois isso só diminuirá ainda mais o metabolismo. Os açúcares, nomeadamente a frutose, têm a capacidade para iniciar e perpetuar este mau estado metabólico através da resistência à leptina, promovendo a formação de gordura e a impossibilidade da sua queima nas mitocôndrias. Para além disto, a taxa de absorção da frutose vai aumentando progressivamente desde os 50% nas pessoas magras, para os 100% nos obesos. Mais, promovem a glicação – fenómeno que mais nos envelhece – sendo também neste caso a liderança assumida pela frutose. O mal estará então na fruta? Não de todo, embora algumas variedades de maçãs, pêras e ameixas devam ser comidas com parcimónia. O mal está nos refrigerantes, nos sumos – ainda que caseiros – e no açúcar de mesa (doces) pois metade dele é frutose.
Então, como poderemos ultrapassar esta doença e cumprir os votos de ano novo? Primeiro que tudo, reduzindo o consumo de açúcares e também através do jejum intermitente. Este, ao contrário do jejum clássico, promove desde o seu início a perda de gordura e o aumento sa sensibilidade à insulina e à leptina, estabilizando os níveis hormonais da tiróide. Só o facto de não comermos o pequeno-almoço ou de o adiarmos, prolonga a queima de gordura que normalmente ocorre durante a noite. Então, quais as vantagens deste tipo de jejum? 
• Há muito que sabemos que a restrição calórica nutricionalmente optimizada aumenta a longevidade. Recentemente supomos que o jejum intermitente tenha o mesmo poder.
• Aumento da sobrevivência ao cancro em cerrca de 30% – talvez mais se associarmos uma dieta alcalina.
• Emagrecimento saudável e diminuição do risco de doenças metabólicas associadas à diabetes, tal como a insulino resistência.
• Aumento na produção de hormona do crescimento (a hormona do rejuvenescimento) em cerca de 1000 a 2000 por cento.
• Melhoria da actividade cerebral e neuronal.
O facto de nos exercitar-mos impede ou minimiza a perda de massa muscular associada ao jejum, e associando o exercício à suplementação com mais de 500 mg de vitamina C, bem como ao consumo de polifenois – especialmente os do chocolate negro – aumentamos a produção de energia nas mitocôndrias. Claro que o leitor mais ciente destas matérias pode questionar que se ingerir farinha, arroz, ou batata, as quais não têm frutose, ultrapassa estes problemas. Puro engano, pois parte desta glicose é convertida em frutose, no nosso fígado!
Poderemos monitorizar os progressos através do doseamento do ácido úrico, da balança – melhor da composição corporal – e da tensão arterial a qual deverá baixar nos hipertensos. Dito isto, o ácido úrico é um bom preditor de desenvolvimento de obesidade, diabetes, resistência à insulina, e fígado gordo. Se tiver mais do que 7, o risco de desenvolver estas patologias, bem como hipertensão arterial, aumenta significativamente. Conjuntamente com a insulinemia, a glicémia, a HbA1c e a leptina, podemos ter uma melhor perspectiva do futuro da nossa saúde.

Seg | 06.01.14

ESTOGÉNIOS NOS HOMENS

Dr. Luís Romariz

O estradiol é um subproduto da testosterona o qual é produzido naturalmente no nosso corpo. Em pequenas quantidades, ajuda a regular a produção e alguns efeitos agressivos da testosterona, promovendo ao mesmo tempo a saúde cerebral, óssea e sexual. Mas quando em excesso, o estradiol pode suprimir a testosterona provocando um quadro de hipogonadismo masculino com diminuição do desempenho sexual, aumento de massa gorda, perda de musculatura, aumento da próstata e aumento do risco de doença cardiovascular. Infelizmente, este é o quadro que actualmente enfrentamos. A combinação do nosso estilo de vida e as más escolhas alimentares do dia a dia, aliadas ao uso de medicamentos e de poluentes estrogénicos como o BPA dos plásticos ou da água, são uma das causas de elevação do estradiol. Na realidade, vemos homens com mais estrogénios do que as mulheres, e à medida que estes sobem a testosterona desce, causando aumento das mamas nos homens! E é esta elevação do estradiol que causa o desequilíbrio na relação T/E e comuta o estado anabólico para catabólico. A relação ideal será de 50:1, sendo a testosterona medida a sua fracção livre. Mas podemos intervir positivamente nesta relação:
• Emagrecendo! As células de gordura, especialmente as da barriga, produzem estrogénios por conversão da testosterona. Elimine o álcool, o trigo, os lacticínios comerciais (têm hormonas), a soja e os açúcares especialmente sob a forma de sumos ou refrigerantes.
• Reduza a exposição aos plásticos, e nunca os aqueça com alimentos. Não use garrafas de plástico com água, especialmente no Verão.
• Reduza ou elimine os medicamentos como os inflamatórios, estatinas, anti-hipertensores, e antidepressivos.
• Aumente a ingestão de crucíferas como os brócolos, as couves, e o aipo. Estes vegetais têm compostos que eliminam os estrogénios. Considere suplementar a alimentação com DIM.
• Optimize os níveis de vitamina D, bem como dos ómega-3.
• Optimize os níveis do zinco, pois funciona como inibidor da aromatase (enzima que converte testosterona em estradiol).
• Faça exercício físico.
Concluindo: enquanto a testosterona é a hormona dos masculina, um pouco de estrogénio é necessário para compensar e fazer de nós verdadeiros machos!

Seg | 06.01.14

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Dr. Luís Romariz

Estudo europeu destaca ligações entre exposição à poluição do ar por longo prazo e mortalidade
Há poucos estudos europeus sobre a poluição do ar, a longo prazo e a mortalidade associada. O estudo ESCAPE com mais de 30000 pessoas envolvidas, estudou a poluição atmosférica a vários poluentes. A exposição atmosférica do ar constituído por partículas finas foi associada à mortalidade por causa natural, mesmo dentro de valores abaixo do actual limite legal. Tal como os outros tóxicos, é difícil fazermos a correlação entre eles e seus os malefícios, mas que eles existem, isso é um facto.