Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Qui | 22.03.12

OLÁ DR.

Dr. Luís Romariz

Novamente fala dos hidratos de carbono, uma tecla em que tem insistido e explicado muito bem porquê. Tenho, neste âmbito, uma questão: já sabemos que o pão é um dos hidratos de carbono a abolir do cardápio, sobretudo o trigo. Por isso, de vez em quando, sobretudo ao pequeno almoço como uma fatia 'de se ver o sol' de pão de centeio biológico ou espelta. Recentemente descobri num loja de produtos biológicos pão germinado de espelta. Experimentei e adorei. É uma boa opção ao pão em termos de hidratos de carbono se for consumido em pequenas quantidades? E e massa espelta, é uma boa opção, por exemplo, uma vez por semana?

 

A questão é tão pertinente que vou responder de forma geral.

Mais do que o índice glicémico importa a carga glicémica, ou sej, a quantidade que se ingere. Assim, a tal fatia de pão que refere, especialmente se for com manteiga - atrasa a absorção dos HC - não terá grande impacto na usa insulina. O veneno faz mal, mas tambem é uma questão de quantidade ..

Qui | 22.03.12

MANTEIGA OU MARGARINA/CREMES VEGETAIS/ETC.

Dr. Luís Romariz

A manteiga tem sido alvo de má fama ao longo dos últimos 40 anos, especialmente ao nível dos media e sempre com o “beneplácito” da industria dos óleos vegetais. Isto acontece desde a investigação enviesada das décadas de 50 e 60, pois presumiu-se – erradamente – que a gordura gerava doença cardiovascular; a industria das margaridas ávida e rapidamente fez uma campanha em que proclamava que os óleos vegetais, porque naturais, estavam livres deste estigma. A mentira – repetidamente divulgada – pegou até aos dias de hoje! A verdade é que a manteiga é uma boa gordura natural que deve ser expurgada de certos mitos associados. O Dr. Weston Price, um dentista americano, dedicou-se a estudar muitas culturas tradicionais espalhadas pelo mundo num esforço para descobrir a causa das cáries dentárias. Ele conclui que a manteiga era uma óptima fonte de vitaminas liposolúveis, particularmente benéfica para as grávidas e crianças em crescimento. Muitos dos dados do Dr. Price eram tão controversos e inconvenientes que a sua obra não foi levada muito a sério. Contudo, a investigação posterior confirmou os seus dados. A manteiga enquanto gordura natural tem uma elevada concentração de vitaminas A e D, as quais são fundamentais para o normal desenvolvimento do cérebro, sistema nervoso, ossos e desenvolvimento sexual. Numerosos estudos subsequentes relevaram o papel da manteiga na reprodução humana. Ele fez outra descoberta espantosa: a manteiga proporcionava um correcto desenvolvimento da mandíbula e portanto uma boa erupção dos dentes. A gordura do leite de vaca, ricaem vitaminas A,E,D, e K, apenas contem uma boa concentração destas vitaminas, bem como do CLA (ácido linoleico conjugado, tão em moda por ajudar a emagrecer) se os animais forem alimentados a pasto fresco. A elevada concentração da vitamina A proporciona uma boa absorção das outras vitaminas. A manteiga também contem selénio, paradoxalmente numa concentração mais elevada do que o alho – tido como um padrão antioxidante – e iodo elemento relativamente raro na crusta terrestre. A manteiga tem ácidos gordos capazes de combater infecções, e uma boa relação entre ómega-6 e ómega-3 a qual é crucial para a nossa saúde. Finalmente, o colesterol contido na manteiga é matéria-prima para o crescimento e para a reprodução. Resumindo, dos ignorantes  não reza a historia...

Ter | 20.03.12

PRIMAVERA E RENOVAÇÃO

Dr. Luís Romariz

Num artigo de fundo publicado em Outubro de 2010 foi reportado o avanço na investigação científica sobre a longevidade, efectuado pela geneticista Dra. Cynthia Kenion da Universidade de São Francisco, e sobre a resposta à questão de haver ou não um gene da longevidade nos seres vivos. Ela descobriu ser possível aumentar em seis vezes a longevidade de alguns vermes, apenas ajustando a actividade de certos genes. Também alcançou o mesmo feiro em macacos, e há evidência de que o mesmo se passará com os seres humanos. Em palavras simples, a Dra. Kenyon descobriu que os hidratos de carbono (HC), particularmente os açúcares, afectam do rectamente os genes que regulam a juventude e a longevidade. A redução na ingestão dos H.C. “abranda” o gene responsável pelo controlo da produção de insulina.  A Dra. Kenyon alcunhou este gene de “Grim Reaper” (nome Inglês para a personificação da morte) porque quando não é suprimido a produção de insulina continua inabalável e diminui a longevidade. A supressão deste gene permite o “desabrochar” de um segundo gene chamado DAF 16 e que ela alcunhou de “Sweet Sixteen” (nome da festa muito popular que se realiza em honra da celebração dos dezasseis anos de idade), sendo este o gene que promove a longevidade. Ele envia instruções abrangentes aos genes responsáveis pela reparação e regeneração celulares, pela produção de poderosos antioxidantes internos que fazem diminuir a lesão provocada pelos radicais livres. Estes, que são produzidos quer internamente quer ao nível do ambiente, estão associados a uma série de doenças que vai desde o cancro ao Alzheimer. O gene “Sweet Sixteen” também é responsável pelo aumento dos compostos que asseguram a síntese das proteínas, a imunidade, e o “desligar” dos genes oncológicos. Estas descobertas levam-nos a considerar a restrição à ingestão dos H.C. nomeadamente os de médio/elevado índice glicémico como o pão, os doces, as batatas, o arroz e massas, substituindo-os por saladas e nozes, bem como gorduras saudáveis como o azeite, ovos e peixe. Isto permite a franca diminuição da insulina, a qual está associada a muitas das doenças da actualidade, permitindo a expressão dos genes associados ao rejuvenescimento. Resumindo, a restrição calórica à custa dos H.C. permite aumentar a longevidade e ter melhor qualidade de vida.

Sab | 17.03.12

VINPOCETINA

Dr. Luís Romariz

Há muito tempo que a classe médica conhece as capacidades “miraculosas” da vinpocetina no que concerne ao QI, sendo recomendada a milhões de pacientes. A vinpocetina funciona para o nosso cérebro como uma gasolina de elevadas octanas funciona para o nosso carro. É efectiva contra a fadiga mental e é usada em mais de 50 países, incluindo a Alemanha e o Japão. Funciona como um dos mais poderoros antídotos para os esquecimentos, confusão de pensamento e envelhecimento cerebral. Se não perdermos as capacidades mentais gozaremos a vida na sua plenitude. A vinpocetina é uma força nutritiva quer para a mente quer para o corpo:

  • Ajuda a reduzir os sinais de senilidade e de demência
  • Aumenta o fluxo sanguineo cerebral
  • Suporta a integridade nervosa
  • Diminui o risco de deterioração cerebral
  • Mantém a sensação de bem-estar, afastando os sintomas depressivos

É um medicamento de prescrição médica, e é comparticipado pelo Estado.

Sab | 17.03.12

Boa tarde Dr. Romariz

Dr. Luís Romariz
Sou uma leitora assídua da sua página na Internet e venho colocar algumas questões sobre as suas últimas publicações. Uma refere-se à água que nós consuminos. A da torneira tem cloro e a água da nascente ou mineral compra-se em garrafas de plástico que fazem mal à saúde. Comprar água em garrafas de vidro é quase impraticável pois mesmo que haja não tenho força para as transportar. Entretanto, procurei na Net formas económicas de filtrar a água, e encontrei apenas jarros (em plástico) que através de filtros parecem retirar algumas impurezas da água e o cloro da água da torneira. Será possível aconselhar-me sobre a melhor solução? Será que os jarros, mesmo em plástico (que é diferente do das garrafas) serão uma boa solução?
A outra questão prende-se com o Make-Up. Existe algum biológico? Os que tenho usado, mesmo da farmácia, têm na sua composição alguns dos "ingredientes" que o Dr. desaconselha.
Agradeço a atenção e todas as respostas que tem dado às questões que tenho colocado e que muito me têm ajudado.
Melhores cumprimentos
Inês Soares
 
Por ser pertinente publico este comentário.
Na realidade estamos atolados em tóxicos, e a maior parte vem com a água. Penso que os jarros filtrantes com filtro de carbono, desde que o plástico do jarro seja de qualidade alimentar, pode constituir uma boa opção. Seja criteriosa e consumidora informada na sua compra, pois neste caso o mais barato pode sair caro. Depois use garrafa de metal ou de plástico alimentar com certificação. É certamente um bom investimento.
Quanto ao make-up biológico, ralvez algum dos nossos farmacêuticos queira pegar na ideia. Em Portugal somos tão bons ou melhores  ...
Sab | 17.03.12

REFRIGERANTES CAUSAM DOENÇA CARDIOVASCULAR?

Dr. Luís Romariz

As pessoas que ingerem diariamente bebidas açucaradas têm um risco 20% maior de doença cardiovascular do que os que evitam este tipo de bebidas. Contudo, uma ingestão de menor frequência – duas vezes por semana – não acarreta o mesmo risco. Estes dados foram parametrizados juntamente com outros factores de risco, incluindo o tabaco, inactividade, álcool e história familiar de ataque cardiovascular. Os refrigerantes, por conterem elevados teores de frutose, induzem à neolipogénese (nova formação de gordura sob a forma de triglicéridos) a partir da frutose, induzindo também à hipertensão arterial por aumento da produção de ácido úrico. Estes dados foram baseados num estudo observacional cujo final foi após 22 anos. Por outro lado, conseguiu-se diminuir a inflamação associada à doença cardiovascular, a maior causa de mortalidade no mundo Ocidental, através da suplementação com Q10. Quando se comparam os efeitos de doze semanas de suplementação com 150 mg de Q10 versus placebo em doentes coronários, os biomarcadores da inflamação como a proteína C reactiva, a interleucina-6, a homocisteína e o malondialdeido (um produto da oxidação da gorduras) normalizam nos doentes a tomar o suplemento.

Sex | 16.03.12

AINDA A VITAMINA D

Dr. Luís Romariz

Um importante estudo feito em larga escala examinou a relação entre a suplementação com vitamina D e a taxa de morte em geral. A
maioria dos estudos acerca da vitamina D m relacionado os níveis séricos obtidos através da exposição solar sendo esta a primeira vez que se avalia o
efeito da suplementação. Numerosos estudos e metanálises sugerem uma associação negativa entre a longevidade e a insuficiência em vitamina D; contudo, o efeito da suplementação com esta vitamina em relação à morte em geral ainda não tinha sido estudado. É um estudo importante pela sua dimensão pois foram estudadas durante cinco anos 10.000 pessoas. O estudo prova inequivocamente que a vitamina D oral diminui o risco de morte. Pessoalmente, tenho uma vasta experiência com os doentes portugueses no que concerne à vitamina D. Há anos que os meus pacientes fazem o doseamento de 25-OH colecalciferol, e há anos que verifico que mais de 95% deles apresentam uma insuficiência em vitamina D. E tenho doentes desde o Minho à Madeira, o que já representa uma boa amostra da população. Dada a enorme importância desta vitamina para a sua saúde, sabe quais são os seus níveis? Mas se é leitora deste blog sabe que níveis ajustados de vitamina D previnem a osteoporose e o cancro da mama, já para não falar da doença cardiovascular! No entanto, só o facto de suplementar a sua alimentação com vitamina D corta o seu risco de morte prematura em 50%. Ora, este estudo baseou-se numa “normalidade” de 30 ng/ml para a vitamina D, sabendo nós que menos de 50 ng/ml equivale a um estado de insuficiência D. Níveis adequados, ou seja, maiores do que 70 ng/ml combatem
doenças como:


  • Cancro

  • Hipertensão arterial e doença
    cardiovascular

  • Obesidade e diabetes

  • Esclerose múltipla e demência

  • Envelhecimento e depressão

Mas não se iludam, o sol é insubstituível. Sempre que puder exponha-se durante 20 minutos, em média.

Sex | 16.03.12

FIBRILAÇÃO AURICULAR

Dr. Luís Romariz

A fibrilação auricular é uma alteração do ritmo cardíaco (arritmia) na qual a aurícula esquerda se contrai tantas vezes que mal consegue expulsar o sangue para o ventrículo esquerdo, donde por sua vez o sangue segue para todas as partes do corpo. Esta condição envolve uma má função eléctrica subadjacente aos factores que regulam os batimentos cardíacos. As medicações usadas para tratar este problema pouco o conseguem corrigir. Esta condição pode levar a AVC (trombose), pelo que frequentemente se usam anticoagulantes para impedir e prevenir a formação de trombos. O risco de AVC é sete vezes maior nos pacientes com esta patologia. Quando o coração está em forma reage bem ao stress e retorna aos batimentos basais após este ter cessado. NAS situações em que se verifica um declínio na saúde cardiovascular os batimentos de base podem tornar-se rápidos e/ou irregulares, o que tende a piorar com o aumento das necessidades de oxigénio. No princípio, esta condição pode apresentar-se como um desconforto no peito. O problema pode agravar-se com o aumento das necessidades, exercício incluído. As condições que proporcionam o aumento de peso e dificultam a sua perda são factores chave que contribuem para o desenvolvimento da fibrilação. Esta desenvolve-se gradualmente com o passar do tempo. Por outras palavras, varias deficiências nutricionais concorrem para o desenvolvimento desta patologia. Os estudos apontam para o facto desta patologia ocorrer mais nos indivíduos com baixos níveis de DHA – uma das gorduras do óleo de peixe – pelo que a suplementação com este tipo de produto é da máxima conveniência na prevenção desta e de outras patologias. O DHA funciona como um anti-inflamatório primário, e eu recomendo vivamente a ingestão de óleo de peixe (EPA+DHA) na dose de um grama às refeições. A fibrilação está associada a problemas estruturais das artérias, que por sua vez reagem à inflamação provocada pelo excesso de peso.

Qua | 14.03.12

COMPLEXO B E LONGEVIDADE

Dr. Luís Romariz

Um estudo em 1747 pessoas maiores do que 65 anos seguidos durante8 a9 anos mostrou que os indivíduos com os níveis mais elevados de complexo B tinham uma redução na mortalidade em geral na ordem dos 26%. Foi dada particular relevância às vitaminas B1, B3, B6 e ácido fólico. O simples facto de que o complexo B desempenha tantas tarefas biológicas é a melhor razão para nunca deixarmos diminuir os seus níveis. A vitamina B12 é um nutriente à parte, dada a sua relevância e as particularidades da sua absorção. A nossa alimentação moderna enferma de falta das vitaminas B, especialmente se comer demasiados alimentos processados. Estas vitaminas são consumidas mais rapidamente face ao stress e são perdidas pelo suor durante o exercício. Dado serem solúveis na agua – hidrosolúveis – precisamos de as consumir frequentemente de forma a fazer face às necessidades em energia requerida pela vida. Quando uma pessoa tem complexo B em quantidade suficiente, a sua energia e humor estão no auge. E para alem disto aumenta a longevidade.

Qua | 14.03.12

PROTECÇÃO ANTIOXIDANTE CEREBRAL

Dr. Luís Romariz

Segundo a investigação recente publicada na revista médica Neuroscience, apesar de inúmeros estudos sugerirem que a desregulação do metabolismo lipídico (das gorduras) cerebral contribui para os processos de envelhecimento e Alzheimer, este metabolismo lipídico não foi suficientemente avaliado em toda a sua extensão no que concerne ao envelhecimento cerebral. Uma abordagem lipídica demonstrou que antioxidantes mais co-factores mitocondriais (como por exemplo, o Q10), associado ao treino cerebral (números, xadrez, charadas, etc.), atenua as anormalidades lipídicas no córtex frontal de forma interligada aos desempenhos cognitivos (da inteligência). Foram observadas diminuições dos ácidos gordos palitoleico e nervonico – relacionados com erros de aprendizagem – e aumentos dos polinsaturados quando se adicionou antioxidantes à dieta. Os antioxidantes protegem as gorduras cerebrais (afinal de contas a maior parte do cérebro é formada por gordura) da desnaturação. Devemos pois prestar muita atenção ao nosso consumo de Q10, magnésio, complexo B, zinco e iodo, pois todos eles interferem na qualidade e quantidade das mitocôndrias – as nossas centrais de energia corporal. A suplementação com óleo de peixe, nomeadamente o DHA, fornece a maior parte das nossas necessidades em nutrientes cerebrais.

Pág. 1/2