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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 27.02.12

COMO DORMIR MAIS PROUNDAMENTE

Dr. Luís Romariz

O sono REM (fase de sono profunda com movimentos rápidos dos olhos) ajuda a aumentar a memória e apaga o stress desse dia. Esta fase do sono é na realidade um dos grandes remédios do stress e um calmante cerebral. De facto, estudos recentes sobre o sono sugerem que a sensação alucinante após uma noite sem dormir é causada por neurónios agitados que não tiveram o seu descanso. Obter um máximo de sono REM é a melhor maneira de evitar o que o bloqueie, e os maiores bloqueadores são os medicamentos. Qualquer fármaco que afecte o cérebro diminuirá o sono REM, incluindo os ansiolíticos, os anti-depressivos, os hipnóticos (para dormir), os anti-alérgicos, os anti-álgicos, medicação beta bloqueante e os estimulantes, café e álcool incluídos. A melatonina, também chamada hormona do sono, é segregada pelo cérebro em resposta à escuridão. A sua deficiência pode diminuir o sono REM, e a toma de suplementos de melatonina pode aumentar o sono REM. Claro que os hábitos de higiene do sono como o exercício físico e a nutrição adequada são um bom complemento. As pessoas com mais de 60 anos são maioritariamente insuficientes em melatonina, Quem tem alterações dos ritmos circadianos – pessoas que dormem de dia, ou viajantes intercontinentais – tira bom proveito da suplementação com esta hormona. No entanto devo alertar para o facto de que mais não é melhor. As doses normais estão compreendidas entre 0.3 e 1 mg, raramente sendo necessário aumentar as doses. Se isto for feito deverá ser por curto período, voltando imediatamente à dose de manutenção.

 

Dom | 26.02.12

WHEY, SAÚDE & GORDURA

Dr. Luís Romariz

No que concerne à saúde cardiovascular as proteinas não são todas iguais, pois a ciência demonstou que a proteína dos lacticinios, e o whey em particular, providenciam uma nutrição excelente para o sistema cardiovascular. Muitas pessoas têm actualmente a consciência de que a ingestão de oleo de peixe e de azeite promove um incremento na saúde cardiovascular; muitas sabem que cortando nos hidratos de carbono, especialmente nos de elevado índice glicémico, faz todo o sentido. Contudo, no que toca às proteinas e até em relação à gordura dos lacticínios, reina a confusão. A paranoia da gordura saturada (animal) e do colesterol tem categorizado infelizmente os lacticinios como gordura inimiga. Certamente que temos um problema com a gordura, mas a sua qualidade interessa. Embora o leite de vaca seja um alimento desajustado ao consumo humano, e salvo as devidas comparações, o leite humano tem mais de 50% de gordura saturada. E ainda assim, é o melhor alimento para os humanos enquanto bébés. O leite biológico de vacas alimentadas a pasto e em liberdade é um bom instrumento nutricional. As proteinas do leite estão cheias de peptidos bioactivos importantes para a saúde cardiovascular: β-lactoglobulina, α-lactalbumina, lactoferrina, immunoglobulinas, proteose-peptona e albumina. Os estudos apontam para a diminuição dos biomarcadores de risco inflamatório como o TNF-α, e a proteína C reactiva. Outros estudos apontam para a diminuiução do mau colesterol em mais de 24%. Cientistas da Escola Médica de Harvard analisaram a ingestão de lacticínios e chegaram à conclusão que as pessoas com maior consumo destes alimentos eram as mais saudáveis. A proteína de soro de leite – whey – é um alimento amigo do coração,  sem igual, pois concentra bioactivos que reduzem a inflamação silenciosa e o peso/massa gorda. Os estudos em humanos mostram que o whey ajuda a baixar os triglicéridos, o colesterol e a tensão arterial. Foi demonstrado que ao simples consumo de 60 gramas por dia durante quatro semanas se associou uma redução de fígado gordo em 20%, de triglicériddos na base de 15%, e 7% de redução do colesterol total.Também se notou uma redução do colesterol LDL – o mau colesterol. Um estudo de 12 semanas que abordou a obesidade, demonstrou uma redução da resistência à insulina – a base da acumulação de gordura. A suplementação com 25 gramas de whey permite às mulheres na menopausa manter a massa muscular e perderem mais peso em comparaçºão com as que não ingerem whey.Um dos compostos únicos presentes no hey é a lactoferrina, reconhecidamente anti-inflamatória e qua tambem incrementa a imunidade. Eu recomendo para perder peso a ingestão de 600 calorias provenientes de proteína (150 a 300 derivadas do whey), 600 calorias com origem nas gorduras (azeite, manteiga, gordura da carne/peixe, natas; não esquecendo  cerca de 6 gramas de ómega-6 e 2 gramas de ómega-3) e 200 calorias provenientes de hidratos de carbono – fruta e legumes. Este regime para além de permitir uma eficaz gestão do peso, é muito saudável.  A ingestão de dois ovos ao pequeno-almoço também demonstrou aumentar a perda de peso em 65%, quando comparada com o mesmo número de calorias provenientes de hidratos de carbono como o pão por exemplo.

Sex | 24.02.12

DIANÓSTICOS OMISSOS

Dr. Luís Romariz

Uma epidemia de diagnósticos omissos está a dizimar a população, maioritariamente porque o verdadeiro problema, corrigível, imita uma variedade de doenças, e torna-se letal se ignorada: deficiência em Iodo e em vitamina B12. Milhões de pessoas sofrem e eventualmente morrem desta deficiência vitamínica infelizmente comum. Os médicos apontam para esclerose múltipla, Alzheimer, autismo, anemia, depressão, fadiga crónica, ou qualquer outra condição mimetizada pela deficiência em B12. O que é pena é que o problema é facil de diagnosticar, fácil de tratar e de maneira económica. Mas tem de ser diagnosticada antes que seja tarde de mais, isto é, haja lesão nervosa irreversível. O diagnóstico faz-se através de uma análise sanguínea em que se doseia a vitamina B12, tendo em conta que o terço superior do limite que o laboratório apresenta é o mínimo do normal. O Dr. Pacholok, líder mundial em B12 refere que as pílulas de B12 não adiantam se formos deficientes nesta vitamina, poiso aparelho digestivo não a absorve eficazmente. É preferível a via sublingual ou IM (injecções).

Por sua vez a deficiência em iodo, fruto de deficiência alimentar por solos empobrecidos ou por falta de consumo de alimentos marinhos ou fruto da intoxicação por cloro, bromo e flúor, causa uma epidemia de hipotiroidismo subclínico, bem como um aumento de quistos mamários. De facto, se o impacto do iodo na função tiróide é mais conhecido, o seu impacto – sob a forma de iodeto - nas mamas é normalmente ignorado. A seguir á tiróide o tecido que mais capta Iodo é o tecido dos ovários e mamas. O Iodo tem actividade anti-cancerígena e anti-séptica reconhecida. É fácil prevenir esta insuficiência – a deficiência e o seu tratamento é assunto para médicos – comendo alimentos marinhos ou tomando 2 gotas dia de solução de Lugol diluídas em água. Ainda me recordo de um tónico da minha meninice, à base de Iodo, arsénico e vitamina B12 que nos dava uma “animada” sem fim …

Seg | 20.02.12

Olá Dr.

Dr. Luís Romariz

Sigo atentamente a sua página e encontrei várias respostas para muitas questões. Tenho 36 anos e há ano e meio tive cancro da mama. Quando acabei os tratamentos optei pela medicina de prevenção. Fiz Hidrocolon para limpeza do intestino e suplementos do laboratório Douglas, um dos quais vitamina D que ainda tomo (como outros). No incido tive muitas dúvidas sobre o que comer. Cada médico tem a sua teoria: uns dizem para abolir a carne, outros para consumir se for biológica. Uns dizem para comer cereais integrais, outros dizem que é prejudicial por causa das leaninas. O açúcar aboli completamente, mas tenho muitas dúvidas quanto à fruta e legumes que podem provocar elevados índices glicemicos. Uns mandaram-me comer ovos escalfados ao pequeno-almoço, outros não. Decido tirar o melhor que entendi de cada um. O pequeno-almoço é constituído por uma proteína (ovo, fiambre de peru), uma ou duas peças de frutas (ex. maça), um fruto seco, geralmente amêndoa, terminando com chá verde. O almoço e jantar são constituídos por carne (biológica) ou peixe acompanhada com uma salada ou legumes cozidos a vapor. Faço exercício diariamente (caminhada e yoga) e sinto-me bem. Inicialmente as dietas muito restritivas estavam a dar comigo em doida! Mas vejo opiniões discordantes...não sei em quem confiar.

 

Eu acho que só precisamos de um pouco de bom senso. Comer  variado, proteico e com gordura saudável. Os H.C. são o nosso problema civilazacional. pelo que é boa ideia ficar pelos legumes e 1 peça de fruta às refeiçoes. Evite os alimentos processados como o fiambre, reponha os seus micronutrientes e equilibre as suas hormonas. Junte o tal exercicio e tem a receita para uma vida saudável.

Seg | 20.02.12

OSTEOPOROSE VS VEADOS

Dr. Luís Romariz

A população de veados em Espanha sofreu um grave problema em 2005, pois os seus cornos ficaram quebradiços a um ritmo alarmante. Os investigadores apontaram para as duras condições desse Inverno que provocaram uma deficiência em Manganésio a qual foi a causa do problema. Isto levou à conjectura que a insuficiência deste mineral possa ser uma das causas da osteoporose humana. A conjectura tem mérito, e pernas para andar. Desde que se soube que as fracturas recorrentes sofridas pelo basquetebolista Bill Walton foram devidas a deficiência em manganésio, o papel deste elemento na saúde óssea ficou sob as luzes da ribalta. O manganésio é necessário para ajudar o cálcio a desenvolver a estrutura apropriada da matriz óssea, bem como para cooperar na absorção do cálcio. Os veados são interessantes porque estão constantemente a enviar cálcio dos ossos para os cornos. A falta de manganésio inibe a formação apropriada dos cornos. Os nossos corpos têm necessidade de manganésio, e uma delas vai para as células gliais cerebrais, as quais têm essa necessidade para poder obter sistemas antioxidantes. Os ossos estão em constante remodelação à medida que osso novo se vai formando e o velho vai sendo reciclado. O manganésio vai sendo aproveitado nesta reciclagem e usado para fabricar osso novo. Contudo, se houver uma necessidade de manganésio noutras estruturas corporais com maior prioridade, este será desviado dos ossos podendo levar à osteoporose. Este elemento é fundamental para a saúde da tiróide – a qual governa todo o nosso metabolismo – através da enzima manganésio dismutase (Mn-SOD). São fontes abundantes os cereais não processados e os vegetais de folhas verdes. A suplementação alimentar é eficaz.

Sab | 18.02.12

Boa Tarde Dr.

Dr. Luís Romariz

Estava a pesquisar sobre hormonas bioidênticas e encontrei este blog, o qual é sem dúvida de muito interesse, pelo que gostaria de o parabenizar . Das pesquisas que fiz encontrei grandes defensores deste tipo de hormonas e também aqueles que são totalmente contra este tipo de tratamento. Tenho 43 anos e de há um ano a esta data que comecei a ter sintomas da menopausa, os quais se têm agravado nestes últimos tempos, em especial os de origem nervosa. Já há cerca de 20 anos que não tomo a pílula, pois fez-me aumentar de peso, e andava sempre cansada. Nos primeiros tempos causava-me também muitas náuseas e vómitos. Descobri há cerca de 4 anos que tenho fibroadenoma na mama, e fiquei desde então com imenso medo de poder contrair cancro da mama. Iniciei esta busca a fim de ver se encontrava alguém com a mesma patologia que eu, e fizesse uso de hormonas bioidênticas , pois os defensores afirmam que se pode tomar sem qualquer risco, ou risco reduzido, e aqueles que são contra afirmam convictamente que acresce e muito o risco de contrair cancro da mama e ginecológico, pois as hormonas mesmo manipuladas nunca se poderão comparar às nossas dado que durante o dia os níveis alteram-se. Também afirmam que a maioria dos cancros da mama são hormono-dependentes e tomar estrogénio, testosterona e progesterona , mesmo bioidênticas acresce o risco de contrair cancro. Também afirmam haver muitos interesses económicos à volta da medicina anti-envelhecimento, e daí esta publicidade toda.
Com apenas 43 anos sinto-me desmotivada, pois a minha qualidade de vida está muito afectada. Como afirmei, os problemas neurológicos foram os que mais me afectaram com os sintomas da menopausa. Antes da ovulação sinto calores, afrontamentos, e parece que o meu corpo todo arde. Na fase que antecede a menstruação tenho ataques de ansiedade, tendo já por duas vezes ido parar ao hospital. Também tenho insónias. Já tive que faltar ao emprego devido aos ataques de ansiedade e mau estar gerado pelos mesmos. Estou medicada, mas não me agrada nada ter que estar constantemente dependente de calmantes. Esta medicação condiciona a nossa vida e tem efeitos secundários péssimos. Gostaria muito que me esclarecesse estas dúvidas, e que me informasse se tem alguma paciente com fibroadenoma, e que toma este tipo de hormonas? Dos testemunhos que li são tudo pessoas sem patologiasem especial. E as que têm os seus ginecologistas proibiram o seu uso. Fico-lhe grata desde já pelo esclarecimento. E mais uma vez parabéns pelo blog.

S. Pat.

Bom dia!

Obrigado pela sua questão, pois é extraordinariamente pertinente. Vou tentar esclarecer. Em primeiro lugar não acredito que as hormonas humanas (bioidênticas) possam ser más ou fazer mal. Estão connosco há milhões de anos e foram aprovadas pela evolução. Depois, o simples facto de não fazer nada em relação à menopausa já é de mau prognóstico, pois dá lugar a desequilíbrios – dominância estrogénica – por si só causadores de aumento de risco de cancro da mama e ginecológico. Por último, os colegas da ginecologia abordam a terapia pelo máximo de cinco anos porque estão a falar de hormonas quimicalizadas, ou seja, estranhas à espécie humana. Não há hormonas boas e hormonas más, assim como não há hormonas a substituir – caso da insulina e da tiróide – e hormonas que não devem ser substituídas, Hormonas são mensageiros bioquímicos que dão instruções às células, e se estiverem em deficit ou forem alienígenas as instruções estão ausentes ou trocadas. Posto isto, devo acrescentar que devem ser optimizadas todas as hormonas, pois elas estão todas interligadas, e não apenas algumas. Por isso se fala em harmonização hormonal bioidêntica. Do ponto de vista de medicina holística – abordar o doente no seu todo – devemos considerar todos os outros desequilíbrios, nomeadamente os nutricionais. É o caso do magnésio/cálcio, do potássio/sódio, do iodo, das vitaminas B12 e ácido fólico, dos antioxidantes, etc.

Ora os fibrioadenomas, as mamas poliquisticas e outros achaques têm frequentemente origem da falta de progesterona e ou de iodo. Por fim devemos pensar porque é que uma boa parte dos meus colegas não valoriza as queixas das doentes, não as observa num todo, e acha que é tudo psicológico … Eu não trato doenças, muito menos análises ………. Trato pessoas doentes em toda a sua individualidade. Claro que é complicado, moroso nas consultas, mas ainda assim vale a pena!

Sab | 18.02.12

H.C.

Dr. Luís Romariz

Parabéns pela sua página. Fala várias vezes sobre o indice glicémio dos hidratos de carbono que estão também presentes na fruta e legumes. Na sua perspectiva quais são as melhores fontes de hidratos de carbono, aqueles que não nos dão picos de glicémia? E as melhores fontes de proteína?

Boa questão. Os legumes e a fruta têm normalmente um baixo índice glicémico. Claro que há que considerar a carga glicémica, ou seja, a quantidade consumida. Em relação a esta os frutos podem ser fatais, pelo que apenas aconselho uma peça de fruta às refeições. Idealmente, deveríamos manter a glicémia entre os 75 e os 85 mg/dl.

Quanto à proteína, partilho da filosofia chinesa ... tudo que mexe ... já era! Contrariamente à ideia generalizada, o marisco como por exemplo o camarão é uma boa fonte proteica e de astaxantina, para além do iodo. Tenham sempre em mente que quanto mais magra for a p+roteína, menor será o seu poder saciante.

Sab | 18.02.12

VISÃO E NUTRIENTES

Dr. Luís Romariz

Um artigo publicado na revista da American Medical Association (congénere Americana da Ordem dos Médicos) revela a descoberta (Archives of Ophthalmology) de investigadores da escola médica de Harvard acerca do benefício dos óleos ómega-3 em combinação com a vitamina A para doentes com retinite pigmentosa, uma doença que se inicia com cegueira nocturna e progride para a cegueira parcial, visão em túnel ou mesmo perda total de visão. Os doentes estudados receberam 15 000 UI de vitamina A durante seis anos, e cerca de 200 mg de ómega-3. Esta combinação foi eficaz na manutenção da visão. Concomitantemente sabemos que a vitamina D – há uma verdadeira epidemia de insuficiência – tem a capacidade de promover a preservação da visão. Níveis de proteína beta amilóide, um produto tóxico característico da doença de Alzheimer e reconhecido marcador do envelhecimento, ficam reduzidos nos olhos e no sangue dos pacientes a fazer a vitamina D. A história evolucionaria poderá explicar o elo entre a deficiênciaem vitamina D e as doenças do envelhecimento. A evolução humana teve lugar em África onde os nossos ancestrais estavam expostos  a forte radiação solar e portanto tinham elevados índices de vitamina D. A suplementação com esta vitamina pode melhorar a saúde pública.

Sex | 17.02.12

NÃO CONSEGUE PERDER PESO?

Dr. Luís Romariz

Força, váem frente. Culpeas suas hormonas pelo seu excesso de peso. Nomeadamente, culpe duas hormonas do apetite: a grelina que sinaliza ao cérebro que está na altura de comer, e a leptina que sinaliza a quantidade de gordura armazenada e portanto a ordem para parar de comer e gastar o armazenado. A grelina – produzida no estômago -  é uma “tagarela” pois fala ao cérebro sobre comida de meia em meia hora. Quando estamos com apetite ou cortamos nas calorias, a mensagem chega rápida e furiosamente (dá-me de comer)! Eventualmente o cérebro colapsa e uma caixa de bolachas desapareceem combate. Aleptinatenta contrariar a poderosa acção da grelina dizendo “já chega”. Pára de comer e faz exercício! Mas quando a leptina é produzida em excesso pela ingestão continuada de hidratos de carbono de elevado índice glicémico, o cérebro fica resistente às mensagens e não lhes liga. Infelizmente, cortar nas calorias – as quais não são todas iguais – só diminui a acção da leptina e aumenta a da grelina. Tente ultrapassar isto ingerindo mais gordura saudável, e limitando a ingestão dos hidratos de carbono aos legumes e frutos. Carregue na proteína:1 a2 gramaspor quilograma de peso corporal. Não se esqueça de beber muito chá verde.......................................................... e de fazer exercício.

Seg | 13.02.12

FIBROMIOMAS E DOMINÂNCIA ESTROGÉNICA

Dr. Luís Romariz

O útero é um dos primeiros órgãos a manifestar sintomas quando as hormonas de uma mulher estão desequilibradas. Dois dos mais comuns sintomas uterinos na pré-menopausa são o útero aumentado de tamanho, e os miomas (fibróides) uterinos. As mulheres que sofrem de sindroma pré-mestrual têm frequentemente períodos dolorosos (dismenorreia) os quais são frequentemente causados porque o endométrio – camada celular que reveste o útero – se estende até à parede muscular uterina (adenomiose). Quando ocorre a descamação do endométrio (menstruação), o sangue é libertado na zona muscular, causando dor insuportável. É costume tratar-se esta condição com analgésicos ou anti-inflamatório como o Brufen e o Ben-u-ron, mas a causa – desequilíbrio hormonal – permanece. O problema pode ser frequentemente resolvido optimizando os níveis de progesterona, o que normaliza o crescimento endometrial e a menstruação. A dominância estrogénica – situação em que predomina o estrogénio sobre a progesterona – causa o crescimento descontrolado do endométrio, e sem o equilíbrio mensal do efeito da progesterona, o endométrio não tem a sinalização apropriada para parar de crescer. Nalgumas mulheres isto resulta num útero aumentado o qual comprime os outros órgãos como a bexiga, e frequentemente o aparelho digestivo, causando frequentemente desconforto e períodos abundantes e penosos. Noutras mulheres esta dominância resulta em fibromiomas que podem crescer até tamanhos de uma laranja, causando hemorragias frequentes e períodos abundantes. Normalmente os miomas involuem a partir da menopausa, mas frequentemente removem o útero! Os miomas mais pequenos podem ser tratados sem o recurso a cirurgia, através da optimização hormonal bioidêntica.

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