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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

12.01.12

HORMONA QUE AJUDA A PERDER PESO


Dr. Luís Romariz

Uma hormona produzida no intestino e capaz de controlar o apetite pode ajudara diminuir o peso excessivo, a controlar a tensão arterial e os níveis de colesterol. Esta hormona conhecida como GLP-1 ou glucagon-like peptide-1, é segregada no intestino quando nós comemos de forma a sinalizar ao cérebro que deve parar com o apetite. Recentemente, foram obtidos resultados espectaculares nos doentes diabéticos tratados com esta hormona, tornando os pacientes menos esfomeados, colocando a questão da sua possível utilidade no tratamento da obesidade. Num estudo com 6 000 doentes os pacientes que tomaram esta hormona durante um mínimo de 20 semanas tiveram uma boa redução no seu peso corporal, o que foi reportado na revista médica British Medical Journal (BMJ).  Também se notou uma melhoria na tensão arterial, no colesterol e no controlo dos açúcares. Alguns doentes referiram vómitos, náuseas e diarreia como efeitos laterais do tratamento. Embora isto não conduza à alteração das práticas nutricionais adequadas, ainda assim representa um grande avanço na luta contra a obesidade.

11.01.12

15 MINUTOS DE EXERCÍCIO DIÁRIO AUMENTAM A LONGEVIDADE


Dr. Luís Romariz

Um mínimo de quinze minutos diários de exercício pode aumentar a longevidade até mais três anos, segundo o parecer da Sociedade Germânica de Neurologia e AVC. Um programa regular de exercício pode reduzir o risco de AVC (trombose cerebral), doença cardiovascular, cancro e diabetes. O conselho baseia-se num estudo sobre 4000 000 participantes cujo estado de saúde foi regularmente observado durante oito anos. Os quinze minutes diários mostraram-se de uma surpreendente contribuição positiva para a melhoria da saúde destas pessoas. A taxa de mortalidade nestas pessoas foi 14% inferior em relação às que foram inactivas. Extrapolando os resultados para um período de trinta anos obteve-se o resultado de aumento na longevidade e mais uma substancial redução na doença cardiovascular e cancro. A conclusão foi de que quanto mais nos exercitamos menores são as probabilidades de ficarmos doentes. Se a este tipo de exercício juntarmos o treino intervalado com a diferenciação de tipos de exercício, bem como o exercício de resistência de alta intensidade – bastam 10 minutos por dia – obteremos ganhos de saúde e de longevidade muito substanciais e para lá das nossas melhores expectativas. E palavra mágica em tempos de crise … fazer este exercício é absolutamente grátis.

09.01.12

Deficiente progesterona


Dr. Luís Romariz
Boa tarde,
Tenho 36 anos e deixei de tomar a pilula com 30, altura em que fiquei grávida do meu primeiro filho. Desde o nascimento do meu filho que deixei de conseguir tomar qualquer tipo de pilula, sentia muitas dores de cabeça e mal estar.
Antes da gravidez tive alguns episodios de enxaqueca com aura e após a gravidez tive um único episódio há já 3 anos. Devido à aura de enxaqueca, após o nascimento do meu segundo filho em 2010 optei por colocar um DIU.
Desde a colocação do DIU a minha menstruação ficou alterada, mas tinha sido avisada que isso podia acontecer nos primeiros meses. Cointudo, desde há 2 meses que a minha menstruação é abundante e muito longa (cerca de 15 dias), fiz há pouco tempo uma ecografia em que foram me detectados quistos nos ovários.
Visto não poder tomar a pilula devido à enxaqueca com aura, será que existe alguma forma de tratamento dos quisto dos ovários e desregulação hormonal consequente com hormonos bioidenticas?
Obrigada,
A. Silva
 
Parece-me um caso típico de deficiência em progesterona. Deverá consultar o médico.
 
09.01.12

Intolerância alimentar


Dr. Luís Romariz

Olá Dr.
Antes de mais um BOM ANO 2012.
Pretendo fazer um teste de intolerância alimentar, porque há muitos anos que me aparecem umas bolhas nas plantas dos pés e palmas das mãos e também fico facilmente com a zona abdominal inchada e com uma sensação de peso e desconforto.
Não tenho peso a mais, pois peso 48kg e meço 1.52.
Como resido em Viseu gostava que o Dr., me aconselha-se um bom laboratório e se souber qual o preço em média deste teste.
Cumprimentos.
Carla

Olá Carla

O melhor teste é o A200.

Quem o costuma fazer no Norte é o laboratório Endoclab, mas penso que eles trabalham para outros laboratórios da anélises. Pergunte-lhes.

09.01.12

HIPOTIROIDISMO TIPO 2


Dr. Luís Romariz

Janeiro é o mês da tiróide, portanto é bom podermos discutir a sua patologia e o impacto das doenças da tiróide sobre a nossa saúde. Mas afinal o que é a tiróide? É uma glândula em forma de borboleta, que se situa na face anterior do pescoço e que regula o nosso metabolismo. É causa frequente de ganho de peso, fibromialgia e outras maleitas, passando frequentemente sem diagnóstico preciso. Embora raro o hipertiroidismo, que aumenta o metabolismo, acaba normalmente em hipotiroidismo. Este que é muito mais frequente, causa alguma letargia, ganho de peso, aumento do “mau” colesterol, doença cardíaca, fibromialgia e alterações ginecológicas, bem como algum graus de impotência. O hipotiroidismo classicamente depende de um ataque auto-imune que vai destruindo a tiróide aos poucos e por surtos. O seu diagnóstico é validado através do doseamento sérico da TSH. Mas há um outro tipo de hipotiroidismo – tipo 2 – que é desconhecido da maioria dos médicos e que tem a ver com a resistência à acção da hormona nos tecidos onde é suposto actuar (tal como a diabetes tipo 2 diverge da tipo 1). De facto, diversas patologias como o stress, a dieta desequilibrada, doenças crónicas, e os tóxicos ambientais fazem com que haja uma resistência celular à conversão de T4 em T3 (a forma activa da hormona) e uma ocupação dos receptores das células por uma forma diferente da hormona – a reverse T3 – tornando os doentes em alvo fácil das manifestações do hipotiroidismo e pior do que tudo sem terem um diagnóstico preciso. E não adianta dizer que a TSH está dentro dos limites da normalidade pois no hipotiroidismo tipo 2 a TSH está sempre dentro desses limites. Quer o tipo 1, quer o tipo 2 são frequentemente subestimados, andando os doentes muitos anos sem serem devidamente diagnosticados e portanto sem o devido tratamento. Para além do diagnóstico eminentemente clínico – desde sempre se diagnosticou e bem o hipotiroidismo com base em critérios clínicos – os doseamentos das hormonas tiroideas (rT3 incluída), do complexo vitamínico B, do selénio e zinco, do ferro e ferritina, bem como a medição do tempo dos reflexos (nomeadamente o Aquiliano) podem ser muito úteis no diagnostico diferencial entre os dois tipos de hipotiroidismo. Muitas vezes só após uma vida de sofrimento é que os doentes obtêm a devida cura para os seus males. Portanto se sofre de diabetes, depressão, aumento das gorduras no sangue, fadiga crónica, fibromialgia, Alzheimer, Parkinson, enxaqueca, stress, ansiedade ou excesso de peso considere consultar um médico que possa descartar o hipotiroidismo como causa subadjacente.

09.01.12

O Inverno D


Dr. Luís Romariz

Os níveis de vitamina D caem bastante durante o Inverno, comprometendo a imunidade, o sistema cardiovascular, os ossos, o metabolismo, e acima de tudo aumentando o risco de morte em geral – nomeadamente sobre os idosos. Os estudos médicos apontam para uma diminuição na mortalidade geral em 29% quando temos níveis correctos de vitamina D. A insuficiênciaem vitamina D é mais comum mundialmente do que se pensa, e mesmo os países tropicais não escapam à epidemia. A “normalidade” laboratorial varia entre os 20 e os 100 nanogramas por mililitro mas os valores abaixo dos 50 nanogramas são manifestamente insuficientes, sendo que eu prefiro que os meus pacientes apresentem valores próximos dos 80 nanogramas por mililitro. As doses de 2 000 dia são perfeitamente seguras como suplementação e adequadas de uma forma geral. Os estudos em obesos e pessoas com excesso de peso demonstram que a conjugação de vitamina D e cálcio – cerca de1 grama por dia – têm um impacto bom na diminuição do volume da barriga – gordura visceral – o qual está associado a doença cardiovascular. Por sua vez, uma boa ingestão de cálcio "desliga" os genes responsáveis pela fraqueza.

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