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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 30.08.10

ADEQUADA INGESTÃO DE ZINCO DIMINUI RISCO DE PNEUMONIA NOS SENIORES

Dr. Luís Romariz

Uma substancial parte de indivíduos residentes em lares tinha baixas concentrações de zinco no sangue, durante o tempo que durou um estudo observacional efectuado pelo National Institute on Aging. Os cientistas descobriram que os que tinham níveis normais de zinco no sangue tinham 50% menos hipóteses de desenvolver pneumonia relativamente aos que tinham baixas concentrações. Os investigadores estudaram a resposta imune a infecções respiratórias em cerca de 600 idosos internados em 33 lares de Boston. Os idosos que fizeram suplementação com 200 UI de vitamina E tiveram 20% menos hipóteses de infecções respiratórias, tais como resfriado e gripe, relativamente aos do grupo placebo. O mesmo foi verificado em relação à suplementação com zinco. Também já sabíamos que níveis elevados de vitamina D diminuíam o risco de contrair gripe. Estes estudos foram publicados no American Journal of Clinical Nutrition.

Seg | 30.08.10

Cara Inês

Dr. Luís Romariz
Caro Doutor Luís Romariz
Tenho lido relatos favráveis à utilização de radiofrequência para tratamentos de flacidez de pele, mas agradecia a sua opinião.
Gostaria também de saber se o ácido hialurónico e o colagéneo tomados em forma de suplementos serão benéficos para pele.
Tenho 50 anos e a pele com alguma flacidez.
Grata pela atenção
M.Inês
A RF tem indicações muito limitadas. Quanto ao colagénio, ele não é absorvido. O ácido hialurónico é-o, mas eu reservaria o seu uso para mesoterapia. Uma boa ideia é a suplementação com optimus e whey.O mais natural é que necessite de compensação hormonal, ou pelo menos um creme hidratante com  progesterona, estriol e DHEA.
Sex | 27.08.10

A MEDICAÇÃO ANTI-HIPERTENSORA PODE ELEVAR A TENSÃO ARTERIAL

Dr. Luís Romariz

Um novo estudo alerta a classe médica sobre o facto da medicação para a hipertensão arterial poder tornar as coisas ainda piores. A medicação anti-hipertensora tem por objectivo alterar números, pois esta doença (a hipertensão arterial) é assintomática. … e muitas vezes os doentes são vistos como números de estatísticas da dita “medicina baseada na evidência” … esquecendo que cada doente é um ser único, e que a maioria das doenças terá como base desequilíbrios! Os fármacos podem actuar por retirar água e pressão ao sistema (diuréticos), por diminuir a frequência cardíaca (os beta bloqueantes), por dilatar as artérias (bloqueadores dos canais de cálcio) ou por bloquear a renina, ou afins, produzida pelos rins. Ora estes produzem esta enzima – a renina – a qual intencional e naturalmente aumenta a tensão arterial de forma a manter o fluxo sanguíneo apropriado. Ora talvez não seja boa ideia assumirmos que sempre que a tensão arterial esteja elevada tenhamos de desligar este sistema corporal que nos mantém o fluxo sanguíneo. Este estudo mostra que muitos doentes hipertensos têm uma renina baixa pelo que dar estes medicamentos piora a situação. Claro que podemos dosear a renina … mas é uma análise cara. Ora uma vez que a renina está baixa em doentes com consumo excessivo de sal ou que são diabéticos, o número de pacientes com terapêutica desajustada é elevado. Curioso é o facto de nós médicos pensarmos que modificando os números da tensão arterial produzimos saúdeO sistema da renina é vital à manutenção do equilíbrio de fluidos corporais e do volume sanguíneo. Se este sistema entra em stress e desenvolve hipertensão arterial deveríamos dar atenção à causa e não ao efeito, assim como face a uma epistaxis traumática nos focássemos no sangue e não no trauma. A disfunção da bomba de sódio/potássio localizada nas nossas membranas celulares causa a depressão da produção renal de renina. Isto pode ser resolvido por requilibrar este sistema quer ingerindo menos sal quer aumentando o consumo de potássio. Por sua vez, deverá haver um equilíbrio entre o cálcio e o magnésio, sendo este o inibidor natural dos canais de cálcio. Mas não há bomba celular que funcione bem se tivermos um deficit na ingestão de óleos ómega-3. Outro estudo explica que os tradicionais factores de risco para a doença cardiovascular não são assim tão importantes quando comparados aos efeitos provenientes da inflamação celular ou de baixo nível. Mais, a adaptação e reparação arterial após instituir uma medicação (vascular remodeling) ocorre cerca dos 18 meses de tratamento, pelo que de pouco adianta a prescrição de uma profusão de medicação apenas para termos os tais números muito bonitinhos… a paciência também é uma virtude.

Seg | 23.08.10

SERÁ QUE A MAIORIA DAS PESSOAS TEM UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA?

Dr. Luís Romariz

"A maioria da população consome uma dieta que não é a aconselhável", é a conclusão de um relatório publicado em 11 de Agosto de 2010 na revista Journal of Nutrition. A Dra. Susan M. Krebs Smith e os seus colegas do Instituto Nacional do Cancro avaliaram os dados de 16338 pessoas que participaram no estudo NHANES. Foram examinados os consumos de vegetais, frutos, legumes, amidos, frutos secos, leite, carne & peixe, gorduras e feijões. Com excepção dos grãos, a maioria falhou na ingestão adequada dos consumos mínimos recomendados para cada um dos outros grupos. Os alimentos-lixo, calorias vazias de valor nutricional tais como gorduras sólidas, açucares, álcool, etc., foram consumidos em excesso por mais de 90% das pessoas. Esta análise indica que a população apresenta um deficit de consumo de legumes e grãos integrais, e que a maioria tem uma insuficiente ingestão de fruta, leite e gorduras saudáveis. Este panorama negro apela à intromissão activa das agencias governamentais na nutrição das suas populações, pois a escalada das doenças associadas a deficiente nutrição está-se a tornar incomportável.

Seg | 23.08.10

A ACTIVIDADE FÍSICA REDUZ O RISCO DE MORTE PREMATURA

Dr. Luís Romariz

Um estudo recente demonstra que a actividade física, mesmo quando ligeira, como a marcha ou ciclismo, pode reduzir substancialmente o risco de morte prematura. O estudo combinou os resultados de outros grandes estudos sobre o impacto da actividade física quer ligeira quer intensa. Embora mais exercício seja melhor, os benefícios de até pequenas actividades foram enormes neste grupo de pessoas. A boa notícia é que não é preciso ser-se um viciado em exercício físico para obter resultados na saúde. Bastam  30 minutos diários de exercício de moderada intensidade cerca de 5 dias por semana, para reduzir o riso de morte prematura em 19% … enquanto com actividade em todos os dias da semana se obtém uma redução de 24%. O exercício físico é uma das melhores armas para aumentarmos os nossos índices de saúde. Tipicamente, o benefício começa pela redução da resistência à insulina, e avança com a perda de peso. O nosso corpo está programado para trabalhar no seu melhor quando estamos com o peso ideal, o qual varia de pessoa para pessoa. Carregar quilos extra aumenta inevitavelmente o risco de doença degenerativa, e fazer exercício cria o efeito oposto – ajuda a reduzir o risco de doença e aumenta a nossa longevidade. Isto passa-se porque normalmente a causa subadjacente ao excesso de peso é uma dieta errada e uma falta de exercício físico as quais levam à resistência à insulina e à leptina. Assim, o treino físico põe em marcha uma espiral de saúde, enquanto o sedentarismo faz o oposto. Entre as doenças mais facilmente tratadas pelo exercício figuram a doença cardiovascular, a diabetes e a depressão. E se quer dar a desculpa de não ter possibilidade de frequentar um ginásio, desengane-se pois basta andar a pé! No entanto, também é fundamental fazer alongamentos e treino de equilíbrio.

Sex | 20.08.10

OS PERIGOS MORTAIS DAS TAC

Dr. Luís Romariz

Temos tentado o impossível … desde acesas discussões com alguns colegas até apresentar provas irrefutáveis que convençam os doentes de que as TAC são perigosas e que devem ficar reservadas para casos excepcionais. O facto é que os raio-X aumentam o risco de cancro. A exposição das células à radiação ionizante não é segura, e abusamos dela constantemente. Nós, médicos, pedimos exames de raio-X a toda a hora, sem nunca nos preocuparmos em perguntar aos doentes sobre a sua história de exposição às radiações. Claro que também é verdade que se não o fizermos podemos ficar expostos a processos por má prática ou negligência. Já devem ter reparado que em muitos dos relatórios de outros exames se aponta para a possível realização de uma TAC, só para se esconder o facto de não termos uma certeza absoluta sobre o exame actual. Assim, chutamos a bola para a frente e ficamos livres de futuras responsabilidades. Isto para além dos custos da realização das TAC. Não é raro os doentes exigirem uma TAC, como se isso pudesse resolver os seus males, e o medo de aborrecimentos ou o absurdo de ter de responder às queixas absurdas faz com que pactuemos com a prescrição deste exame. Comparada com os vulgares raio-X a TAC tem uma dose enorme de radiação da ordem das centenas ou milhares de vezes! Fazem-se TAC’s para colonoscopia virtual – de interesse altamente discutível – e para a avaliação das calcificações coronárias – e que depois obrigam sempre a ouros exames para conclusões acuradas. Expomos assim o ADN dos nossos corpos a radiação potencialmente mutante. Já tenho alertado para o facto das mamografias poderem induzir cancro da mama, precisamente aquilo que tentam diagnosticar … irónico! Os estudos mostram que as TAC emitem quatro vezes mais radiação do que o que se pensava, e já era perigosamente elevado. Outro estudo do National Cancer Institute mostra que as TAC contribuem para o aparecimento de 29-000 novos casos de cancro e cerca de 15.000 mortes. A National Academy of Sciences relata que mesmo pequenas doses de radiação X podem causar cancro, progredindo o risco com o aumento das doses de radiação. A TAC total emite uma dose radioactiva de cerca de 900 radiografias pulmonares. As crianças são muito mais vulneráveis à radiação X do que os adultos. Um dos efeitos mais perversos das radiações é a lesão celular das artérias com a consequente aterosclerose, o que é sabido desde 1944. Estima-se que 35% dos casos de cancro da mama sejam causados pela exposição às radiações. Não quer isto dizer que se prescinda de exames de ponta, mas podem ser substituídos pela ressonância magnética e ou pedidos com um critério muito mais apertado. O adequado exame clínico ainda é a melhor hipótese de diagnóstico pois os exmes complementares são isso mesmo … ajudas à história e exame clínicos.

 

Qui | 19.08.10

CÉREBRO E COMPLEXO B

Dr. Luís Romariz

As vitaminas B6, B12 e ácido fólico nutrem as células cerebrais. Mas há muito a saber sobre a relação entre estes nutrientes e a força do cérebro. Um estudo com 1800 seniores americanos maiores que 60 anos mostrou que níveis baixos de destas vitaminas estavam associados a sintomas de demência e dclinio cognitivo. Nas mulheres, os níveis baixos de folatos estavam associados a depressão. A depressão afecta as funções cerebrais.

Qua | 18.08.10

MAIS SOBRE A VITAMINA C

Dr. Luís Romariz

Investigadores biomédicos descobriram mais razões para comer muita fruta e vegetais – combate ao cancro e melhoria do humor. A publicação da revista Cancer Research, mostra que a vitamina C pode ajudar a prevenir o cancro e a limitar o crescimento das células tumorais. O Professor Margreet Vissers disse que mostra a primeira evidência da associação entre a vitamina C e o crescimento tumoral. As pessoas com cancro gastam mais vitamina C do que é habitual, pelo que os seus níveis tendem a ser menores. Ingerir vegetais e frutos como a laranja, kiwi e pimentos pode prevenir a formação de tumores e aumentar a resposta à quimioterapia.

Por sua vez médicos da Universidade de McGill relatam os resultados de um estudo publicado na revista Nutrition em que se relacionou uma melhoria do humor de doentes hospitalizados que ingeriram suplementos de vitamina C. Estes estudos foram realizados com 500 mg de vitamina C associados ou não a 1000 UI de vitamina D.

 

Ter | 17.08.10

ENVELHECER GRACIOSAMENTE

Dr. Luís Romariz

Pode abrandar a sua taxa de envelhecimento e afastar o espectro da doença cardiovascular, cancro, e diabetes cumprindo algumas regras:

  • Radicais livres. Limite a sua exposição a estas moléculas extremamente reactivas que atacam as suas celulas e lesam o seu AND. Afaste-se do fumo, margarinas e afins, churrascos e poluição ou radiação. Os frutos e vegetais limitam os danos, mas os pesticidas e herbicidas aumentam os seus malefícios exponencialmente.
  • Inflamação. É um actor principal no processo do envelhecimento e responsavel pelas doenças cardiovasculares e pelo cancro, assim como Alzheimer. Coma uma dieta Mediterrânea modificada e ingira suplementos de óleo de peixe (ómega-3). Dê atenção ao resveratrol (uva e vinho), ao chocolate negro e às bagas. Outra maneira de baixar a inflamação é fazendo exercício.
  • Glicação. É o resultado da ligação não enzimática entre a glicose e as proteínas da maquinaria celular. Afaste-se de tudo que seja passível de ser transformado em glicose, excepto fruta e vegetais. A glicação leva à formação dos produtos avançados da glicação (AGE’s) responsáveis pelo envelhecimento. É através da hemoglobina glicada que medimos a taxa de envelhecimento. Cozinhe o mais possível ao vapor.
  • Stress. Inicia a cascada de libertação de hormonas catabólicas – cortisol – que nos matam…Pratique meditação e técnicas de relaxamento.

Embora ainda não possamos evitar a morte, podemos seguramente abrandar o envelhecimento e o aparecimento das doenças a ele associadas:

  • Hipertensão arterial
  • Obesidade
  • Diabetes
  • Dislipoproteinemias (colesterol alto)
  • Doença cardiovascular
  • Cancro

De todas as moléculas capazes de infligir grande dano a fructose é um potente inductor da inflamação. Restringa o seu consumo aos frutos. Finalmente, mas não menos importante, obtenha níveis altos de vitamina D.

Seg | 16.08.10

FÉRIAS E ASNEIRAS

Dr. Luís Romariz

Nestas férias aproveitei para observar os hábitos alimentares dos portugueses, pelo menos dos que almoçaram e jantaram no hotel.

Comecemos pelas bebidas. Raramente vi pessoas a beberem exclusivamente água. Poucas foram as que beberam vinho. Algumas bebiam cerveja, aí até eu pequei algumas vezes, mas o grosso bebia refrigerantes, sumos e uma mistura arrepiante constituída por cerveja e “seven-up” – pior é impossível!

Infelizmente, ninguém consegue explicar que é muito mais salutar uma cerveja do que a mesma quantidade da mistura referida. É que os refrigerantes estão cheios de frutose a qual se converte inexoravelmente em gordura, deixando pelo caminho um rasto de hipertensão arterial e um cheirinho a diabetes…!

Passemos então à comida propriamente dita. Quase não há português que se preze, pobre ou rico, que em face do sistema buffet não aproveite… é sempre a aviar, que até é pecado deixar comida. Vai de tudo desde o pão, até às saladas – que servem de indulgência – que precedem as pratadas das várias especialidades gastronómicas tão portuguesas. Depois claro, os doces pois o que é doce nunca amargou. Feitas as contas, em cima dos joelhos, eram refeições para passarem facilmente das 1200 Kcal. Apenas um pouco mais das necessidades diárias (numa só refeição). Garantidamente cerca de 200 gramas de gordura extra por dia. E isto sem contar com gelados e outras bebidas consumidas fora das refeições. Esta gente nunca ouviu falar de obesidade, diabetes, s. metabólico, doença cardiovascular, trombose cerebral, etc.

O exercício ficava-se por uns banhos de mar e muito descanso. Pois, férias são para isso mesmo – comer à fartazana e descansar o máximo possível. Já se trabalha demasiado durante o ano, embora normalmente sentados 6 a 8 horas por dia!

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