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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 12.07.10

Cara Andreia

Dr. Luís Romariz

Boa tarde,

 

Caros Srs.

 

Eu gostaria de saber se um diabetico fica sem vontade de ter relações sexuais (homem); e se há tratamento para isso?

 

Muito obrigada

 

Andreia ... ......

 

Esta é uma questão muito relevante, à qual vou responder o mais sucintamente possível.

A diabetes causa lesões quer nas grandes artyérias como as coronárias, quer nas mais pequenas. Neste último caso chamamos de lesão diabética microvascular. Com o tempo as artérias vão ficando estragadas e semreacção - disfunção endotelial. A sexualidade masculina está dependente de 3 factores: psicológico, vascular e endócrino. A diabetes afecta quer a irrigação das artérias penianas, quer a produção de testosterona- propicia inclusivamente um excesso de produção de hormonas femininas - estradiol.

O tratamento - que terá de ser multifactorial - depende deste 3 factores e da personalização dada a cada caso, mas seguramente é sempre possível melhorar.Mas são precisos exames e teste para caracterizar completamente o problema.

Seg | 12.07.10

Cara Leitora

Dr. Luís Romariz

Dr. Romariz!
Acompanhou seu trabalho através do blog, sempre fico satisfeita com seus posts, gostaria que me esclarecesse a quantidade ideal para suplementação de óleo de peixe? Ainda, o que tens a dizer sobre o pycnogenol?
Aguardo, por gentileza,
Greice.

O óleo de peixe deve obedecer a alguns critérios. Ter cerca de 700 mg de EPA e 500 mg de DHA. Ter linhanos de sésamo e polifenois de azeite, de forma a poder actuar sobre a enzima delta-5-desaturase impedindo assim a convesão para ácido araquidónico que é o inflamatório mais potente.

Se a nossa ideia for suplementar o cérebro então o DHA deve ser na dose de 1500 mg, mais jogging.

Quanto ao pycnogenol ou extracto de casca de pinheiro marítimo francês, ele actua como medicamento anti-disfunção endotelial e por conseguinte também como anti-disfunção eréctil. Claro que só por si não chega. É normalmente usado em conjunção com a arginina, a SOD, o extracto de romã, etc.

Seg | 12.07.10

ALTERNATIVAS À "PÍLULA"

Dr. Luís Romariz

A “pílula” contraceptiva foi introduzida em 1960 e já foi tomada por biliões de mulheres. Tanto quanto me recordo ainda há muito poucos anos ela só tinha vantagens e nenhuma desvantagem segundo a corrente médica vigente. Cerca de 80% das mulheres usarão este contraceptivo em alguma altura das suas vidas segundo o American College of Cardiology.

Actualmente, a minha opinião é que isto significa uma tragédia pois os benefícios da sua conveniência são largamente excedidos pelos seus graves efeitos secundários. De facto, a utilização prolongada dos contraceptivos orais (OC) conduz invariavelmente ao aumento substancial do risco de desenvolver doenças crónicas. No entanto elas são promovidas como bombons inocentes junto da classe médica. A decisão sobre qual o método contraceptivo a adoptar está inquinada logo à partida. Na minha opinião era bem mais útil fornecer informação qualificada para que a mulher pudesse tomar uma decisão informada.

O ponto-chave a reter acerca da “pílula”, bem como dos patches ou das injecções, é que todos são potentes hormonas sintéticas não bioidênticas, cujos efeitos adversos foram documentados ao longo dos últimos 30 anos. Há outros métodos de planeamento familiar que merecem ser divulgados e ponderada a sua utilização:

  • Métodos Barreira: Impedem que o esperma chegue ao óvulo. Incluem os preservativos masculino e feminino.
  • Métodos Hormonais: Tipicamente, as “pílulas” actuam libertando estrogénios e progestinas no corpo das mulheres de forma a impedir a ovulação. Também aumentam a espessura do muco cervical dificultando a passagem dos espermatozóides.  Estão incluídos os implantes, os injectáveis, e os anéis.
  • Espermicidas: São quimicos que matam os espermetozoides. Podem ser vendidos sob a forma de espuma, geleia, filme ou supositórios.
  • Aparelhos intrauterinos (DIUs): São pequenos, em plástico, com forma de T com um fio na extremidade. Colocado no útero previne a concepção impedindo que o ovo nidifique.
  • Método natural combinado: Neste caso a mulher usa varias tecnicas para determinar quando está fértil em cada mês. No período fertile pode evitar a relação ou usar um método barreira.

Os métodos hormonais têm tanto de cómodo como de risco para a saúde:

  • Aumento do risco de cancro da mama e cervical/uterino
  • Aumento de coágulos sanguíneos e de aterosclerose
  • Osteoporose e hipertensão arterial
  • Cãibras, distensão abdominal, náuseas e retenção de líquidos
  • Dores de cabeça e alterações nas gorduras do sangue
  • Diminuição da libido e dão desempenho sexual
  • Depleção das vitaminas B2, B6, B12, folatos, vitamina C, magnésio e zinco

Se por qualquer razão quiser usar a “pílula” então deverá querer evitar as deficiências vitamínicas que ela provoca. Estas hormonas quimicalizadas também parecem alterar a capacidade instintiva de sermos atraídos para um parceiro, via olfacto.

Concluindo, parece-me que a melhor forma de fazer contracepção é através dos métodos naturais ou do DIU. Claro que não é tão prático quanto a “pílula”, mas é mil vezes mais seguro para a saúde. Se tiver de usar hormonas use as bioidênticas as quais são cópias fieis das que produzimos e o nosso corpo reconhece-as como naturais.

Seg | 12.07.10

OS ANTI-HIPERTENSORES PROTEGEM DO ALZHEIMER

Dr. Luís Romariz

Investigadores da Escola Médica de Mount Sinai descobriram que o fármaco carvedilol, correntemente prescrito para o tratamento da hipertensão, podia ter um profundo impacto ba degeneração da doença de Alzheimer.

Estes estudos são muito promissores, e sugerem pela primeira vez que certos anti-hipertensores já à venda podem influenciar independentemente a memória reduzindo os sintomas degenerativos da doença de Alzheimer. Este benefício foi obtido aparte da actividade anti-hipertensora do fármaco.

Sab | 10.07.10

ANTIOXIDANTES A LONGO PRAZO

Dr. Luís Romariz

Um artigo publicado na edição de Julho da revista médica Nutrition and Metabolism relata os resultados de um ensaio clínico que demonstrou que a suplementação alimentar com quatro antioxidantes importantes melhorou a elasticidade arterial e o colesterol HDL (o “bom” colesterol) enquanto reduzia os níveis de hemoglobina A1c (o maior biomarcador do envelhecimento) que é proporcional ao risco de doença cardiovascular.

O Dr. Reuven Zimlichman e colaboradores no Israel's Wolfson Medical Center envolveram 70 pacientes do Serviço de Hipertensão que tivessem pelo menos dois dos seguintes factores de risco: hipertensão arterial, diabetes, C-HDL baixo, ou tabagismo. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente segundo uma suplementação com 1000 miligramas de vitamina C, 400 unidades internacionais de vitamina E, 200 microgramas de selénio e 120 miligramas de coenzima Q10, ou placebo durante 6 meses. Foram avaliados a elasticidade arterial, as gorduras no sangue, a HbA1c e outros factores antes de começar o tratamento, aos três e aos seis meses.

No final do período de tratamento, verificou-se um aumento do colesterol HDL, e uma redução na tensão arterial e e na HbA1C quando comparadas com a linha de base entre os que receberam antioxidantes enquanto inalterável nos do grupo placebo. A elasticidade arterial também melhorou significativamente no grupo dos antioxidantes. Como possíveis mecanismos de actuação dos antioxidantes temos a inibição da oxidação do ADN pela água oxigenada (H2O2). A coenzima Q10 desempenha um papel fulcral no transporte de electrões ao nível da mitocôndria, enquanto o selénio é determinante sobre o glutatião (o nosso antioxidante major). Os dados deste estudo justificam uma investigação maior pois parecem evidentes os benefícios que estes antioxidantes trazem, e o uso de outros antioxidantes poderá trazer benefícios acrescidos.

 

Ter | 06.07.10

MANTENHA-SE HIDRATADA

Dr. Luís Romariz

Todos fazemos planos para usufruir dos tempos ao ar livre, no Verão. Mas fez planos para se assegurar que se mantém bem hidratada? A desidratação pode ocorrer rapidamente e ser muito perigosa, mesmo fatal. Ocorre quando se perde muita água corporal, ou ocorre uma diminuição na ingestão, ou ambas.

Podemos perder água de três maneiras: através da respiração, do suor e da urina. A diarreia, o vómito e a diabetes também podem ser causas de perda excessiva de água.

Muitas actividades ao ar livre envolvem algum tipo de exercício, e é importante relembrar que a sudação pode conduzir rapidamente à desidratação. Mesmo uma caminhada vigorosa no tempo quente pode fazer perder algo como quase meio litro de água. Actividades mais fortes – volleyball, ciclismo, patinagem – podem levar a maiores perdas de água.

Os sinais de desidratação incluem boca seca, falta de lágrimas, menor sudação, cãibras, palpitações, urina amarelo escura, tonturas, náusea e vómito. A confusão, fraqueza e perda de consciência podem estar pressentes quando há uma desidratação grave. Para a desidratação média recomenda-se ingestão repetida de pequenas quantidades de água ou chá. Não recomendo bebidas energéticas porque contem frutose. A necessidade diária média de um adulto cifra-se em 2 a 3 litros de água; se desidratado terá de ser bem maior. Se aparecerem sintomas mais graves devemos recorrer a um SU. Isto é especialmente válido para os idosos e para as crianças pequenas. Melhor ainda, previna a desidratação fazendo o seguinte:

- Desencorajar actividades extenuantes durante as horas de maior calor, nomeadamente entre as 10 e as 16 horas.

- Privilegie ficar à sombra sempre que possível.

- Use chapéu e vestuário fino e claro.

- Hidrate-se frequentemente. Beba um copo de água antes, durante e após qualquer tipo de exercício.

Não se esqueça de usar protecção solar, e tenha em mente um facto importante: quando temos sede já há algum grau de desidratação. Neste caso o sangue fica mais espesso...Goze o Verão!

Sex | 02.07.10

COMO O I3C BLOQUEIA AS CÉLULAS CANCEROSAS

Dr. Luís Romariz

Um artigo publicado na edição de 29 de Junho de 2010 na revista médica Cancer Prevention Research clarifica o papel do indol-3-carbinol, um composto existente nos brócolos e couve-de-bruxelas, na prevenção de certos tipos de cancro.

Os investigadores experimentaram a acção deste composto em células cancerosas mamárias nas quais o I3C destrói o Cdc25A uma molécula essencial à divisão e proliferação celular. Este Cdc25A  está presente em quantidades anormalmente elevadas nos tecidos cancerosos e associa-se a um mau prognóstico.

O Cdc25A também aumenta o crescimento dos cancros da próstata, fígado, esófago, endométrio e cólon.

Foi testado o efeito do I3C em ratos aos quais lhes foram implantados cancros da mama e houve uma redução de 65% no tamanho dos tumores.

O I3C tem efeitos letais nas células cancerosas e deve ser usado na suplementação  de uma alimentação nutricionalmente optimizada. Na NewAge fazemos sistematicamente a determinação dos metabolitos dos estrogénios na urina e suplementamos com o I3C ou o seu refinado DIM.

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