A hipertensão arterial (TA >140-159/90-99 mmHg) é uma doença insidiosa e devastadora que ameaça a população em envelhecimento. Se você for um adulto tem um 1/3 de hipóteses de vir a ser hipertenso. Se tiver mais de 60 anos, então é 50%. Também há uma grande hipótese de você não saber que sofre de HTA, pois ela é frequentemente apelidada de assassino silencioso – sendo um grande fator de risco para doença cardiovascular, AVC (trombose, insuficiência renal, e aneurismas. Mesmo subidas moderadas podem ter um enorme impacto: cada aumento de 20/10 mmHg acima dos 115/75 mmHg dobra o risco de doença cardiovascular.
A evidência mostra-nos que bem antes de se prescreverem medicamentos para baixar a tensão arterial se pode optar por abordagens naturais efectivas, com grandes benefícios e nenhum efeito secundário. Perder peso, diminuir a ingestão de sal e seguir uma dieta hipoinsulínica (baixa em hidratos de carbono de absorção rápida) já é meio caminho andado (redução de 5.5 mmHg na sistólica, e 3.0 mmHg na diastólica) para controlar a tensão arterial. Considera-se uma tensão normal aquela que está entre 120-139/80-89 mmHg e hipertensão quando osvalores são maiores que 160/100 mmHg. A pré-hipertensão é considerada com valores maiores que 120/80 mmHg, respectivamente máxima e mínima. Os estudos apontam para a relação causal da elevada ingestão de sal (o nosso organismo está desenhado para poupar sal não para a sua abundância) mas factores como a alta ingestão de açúcares também são determinantes.
A nossa abordagem nutricional inclui a eliminação do trigo e dos amidos que levam frequentemente a descidas de 20-40 mmHg e à correcção de distorções no lípidos (redução nos triglicéridos, colesterol LDL e aumento do HDL) bem como à redução da inflamação silenciosa. Também são eliminadas as margarinas e outras gorduras hidrogenadas, bem como os óleos alimentares à excepção do azeite. Aconselha-se um aumento na ingestão de sementes e ómega-3. A ingestão de fibra solúvel e de bagas também é de grande importância.
Propomos alguns suplementos para optimizar o controlo da tensão arterial:
· Vitamina D através da supressão parcial da hormona renina
· Coenzima Q10, os estudos apontam para uma descida de 16.6na máxima e de 8.2 na mínima
· Extracto de casca de pinheiro marítimo Francês e extractos de bagas, com proantocianidinas e bioflavonoides capazes de baixar a TA em cerca de 7.3mmHg e estabilizar a função endotelial, bem como a espessura da parede arterial e a diabetes
· Magnésio, reduz a máxima em cerca de 8.6 mmHg e a mínima em 4.8 mmHg
· Ómega-3, a ingestão de cerca de 3 gramas de EPA/DHA proporciona reduções de cerca de 2 mmHg quer na mínima quer na máxima
· Resveratrol inibe a enzima de conversão da angiotensina e aumenta o óxido nítrico (que faz dilatar as artérias)
· Melatonina, a hormona do sono é capaz de fazer baixar a tensão arterial nocturna em cerca de 6 mmHg
A ausência virtual de HTA em certas culturas sugere que esta está relacionada com o tipo de vida moderno, pelo que é possível reverter a situação com uma alimentação correcta, exercício físico e suplementos naturais. A prescrição de medicação, embora possa ser necessária, é sempre um mal menor. Neste caso devemos evitar os diuréticos pois têm um efeito anti-fisiológico (retiram água ao sangue). Não se pode estar simultaneamente hidratado e desidratado. Estes fármacos têm efeitos indesejáveis perniciosos como a redução do HDL (colesterol bom), aumento dos triglicéridos e do colesterol total, aumento da resistência à insulina e risco de diabetes, e aumento do ácido úrico.