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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Ter | 03.11.09

NÍVEIS ELEVADOS DE VITAMINA B6 LIGADOS A BAIXO RISO DE ATAQUE CARDÍACO EM MULHERES

Dr. Luís Romariz

Num artigo publicado no American Heart Association Journal Circulation, cientistas de Harvard revelam uma associação entre níveis plasmáticos altos de vitamina B6 e uma redução no risco de enfarte do miocárdio em mulheres.

O estudo incluiu 144 participantes do Nurses’ Health Study diagnosticados com enfarte do miocárdio. As mulheres foram alinhadas segundo a idade, hábitos tabágicos e história prévia de doença cardíaca.

Os níveis altos de piridoxina foram correlacionados com uma maior ingestão de vitamina B6, menor índice de massa corporal e menores níveis de homocisteína. Os cientistas descobriram uma associação estatisticamente significativa entre a piridoxina plasmática e uma diminuição no risco cardíaco. As mulheres com vitamina B6 no percentil 75 tinham um risco ajustado 78% menor das que estavam no percentil 25.

Os autores relatam que os achados são consistentes com o papel da vitamina 6 como cofactor na conversão da homocisteína para cisteína. Esta vitamina também tem um papel importante no transporte do magnésio através da membrana celular. O corrente estudo prospectivo é o primeiro a examinar o papel desta vitamina nos ataques cardíacos em mulheres menopausicas. 

Seg | 02.11.09

VITAMINAS ANTIOXIDANTES DIMINUEM O RISCO DE CANCRO DO ENDOMÉTRIO

Dr. Luís Romariz

O consumo elevado de vitaminas com efeito antioxidante, nomeadamente o beta-caroteno, a vitamina C, e a vitamina E, reduzem o risco de cancro do endométrio (útero), de acordo com uma revisão da literatura médica.

Os autores identificaram 17 estudos dietéticos ligados ao cancro do útero. Os dados de 12 estudos foram examinados para determinar os efeitos das vitaminas referidas sobre o risco de cancro uterino. Cada aumento de 1 miligrama de beta-caroteno estava associado a 12% de redução no risco de cancro uterino; cada 50 miligramas de aumento de vitamina C associava-se a 15% de redução do risco e por cada 5 miligramas de vitamina e o risco diminuía 9%.

Seg | 02.11.09

CURCUMINA E VITAMINA D MELHORAM O CÉREBRO

Dr. Luís Romariz

Um estudo recente publicado no Journal of Alzheimer’s Disease pode levar a novos métodos no que toca à prevenção da doença de Alzheimer. O estudo foi efectuado na Universidade da Califórnia e envolveu a utilização de vitamina D ou a sua associação com curcumina (extracto de açafrão) para estimular o sistema imune e proteger o cérebro contra a proteína beta-amiloide característica desta doença.

Esta protéina deposita-se em placas e está associada a um aumento na lesão cerebral e do stress oxidativo. Esta lesão e stress pode conduzir à morte celular cerebral. De modo a aumentar o desempenho do sistema imune a vitamina D e a curcumina foram incubadas com macrófagos expostos à substância beta-amiloide. Os macrófagos desempenham um papel importante no desempenho do sistema imune.

 

Seg | 02.11.09

ANTIÁCIDOS E AUMENTO DE PESO

Dr. Luís Romariz

Um novo estudo mostra que 70% dos pacientes que tomam medicação anti-ácida à base de inibidores da bomba de protões tais como o omeprazol, Nexium, Pariet, lanzoprazol, etc. ganham em média 4 quilos de peso num período de dois anos.

A doença do refluxo gastroesofágico, conhecida anteriormente como indigestão, é tratada tipicamente com estes fármacos que suprimem os sintomas. São funcionalmente viciantes pois é sabido que se nos livrarmos deles a indigestão piora. Também sabemos que o risco de infecção respiratória aumenta enquanto estivermos sob o efeito deste tipo de medicação, dado que o ácido do estômago faz parte da linha de defesa contra os micróbios.
E agora descobriu-se que a sua toma é capaz de causar um aumento de peso. Será porque as pessoas livres de sintomas comem mais? Talvez. Por outro lado, é bem sabido que estes fármacos falham na libertação alimentar de aminoácidos importantes, tais como a fenilalanina, tirosina e triptofano. a partir dos alimentos.  Todos estes aminoácidos são importantes para o nosso humor e para o nosso metabolismo (energia).
É uma pena que se prescrevam estes fármacos com tantos efeitos secundários – diminuem ou anulam a absorção da vitamina B12 – só porque não se faz ideia como libertar naturalmente estes doentes dos seus sintomas.
Dom | 01.11.09

DIABETES E ESTILOS DE VIDA

Dr. Luís Romariz

Um estudo observacional de 10 anos demonstra que alterações do estilo de vida que conduzam a uma perda de peso mesmo que modesta e a um aumento na actividade física, podem prevenir ou atrasar o início da diabetes tipo II.

O endocrinologista Dr. Richard Arakaki, principal investigador no estudo, declarou que não tem sido posta a ênfase suficiente na prevenção da diabetes, e que a nova pesquisa deveria encorajar aqueles que se sentem condenados por uma história familiar ou por outros factores de risco.   

"Se pudéssemos prevenir a diabetes apenas com simples alterações de estilo de vida, isso teria um tremendo impacto,” disse Arakaki, professor na Universidade de Hawaii-Manoa. Temos de atingir as pessoas no “coração” da questão que é a possibilidade de prevenção desta doença. Não é pelo facto da sua mãe ou pai terem diabetes que vai ter necessariamente a doença. Na realidade podemos fazer algo para reduzir o risco.  

O estudo Diabetes Prevention Program Outcomes, publicou no prestigiado jornal médico The Lancet, mostrou que alterações ao estilo de vida como consumir menos gordura e menos calorias, e aumentar a actividade física regular para 150 minutos semanais reduzia o risco de desenvolver diabetes em 34% e atrasava o início desta patologia em 4 anos.

Os médicos também encontraram uma redução de 13% na taxa de diabetes nos que tomavam metformina, um medicamento usado para diminuir a resistência à acção da insulina, e um atraso de 2 anos no início da doença.

Outros estudos também demonstraram que a dieta e o exercício podem atrasar o inicio da diabetes em grupos de risco, embora Arakaki diga que esta nova pesquisa é digna de registo por ser baseada em 10 anos de observação e milhares de pessoas.

A diabetes é uma doença na qual o organismo não usa ou não fabrica apropriadamente a insulina produzida pelo pâncreas, uma hormona que permite que o açúcar (glicose) seja convertida em energia.

Quando a diabetes não está controlada, a glicose e as gorduras acumulam-se no sangue e, com o passar do tempo, lesam os órgãos vitais – retina, coração, rins e cérebro – e levam potencialmente a complicações fatais. A diabetes é a razão major de insuficiência renal, amputações de membros e cegueira, bem como a maior causa de ataque cardíaco e AVC (trombose cerebral).

Os resultados do estudo que envolveu 3234 participantes adultos com excesso de peso ou obesidade e que tinham níveis elevados de glicemia (açúcar no sangue), precursores de diabetes, demonstraram que uma perda de peso de 7% e 150 minutos semanais de exercício; ou o uso de metformina, diminuíam a incidência desta patologia em 51% e 31% respectivamente. Ao fim de dez anos ainda se observava o efeito benéfico destas alterações.

A conclusão é que podemos fazer algo simples para prevenir esta doença altamente incapacitante e fatal a longo termo. Claro que programas de educação alimentar e de exercício não dão resultados palpáveis em quatro anos, e por isso também não dão votos…

Os governantes preferem investir somas astronómicas em medicação – cerca de 75 Euros mensais – e em internamentos ou cirurgias, mas que dão visibilidade de cuidados médicos e … votos.

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