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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dom | 09.08.09

COLESTEROL LIGADO À DOENÇA DE ALZHEIMER

Dr. Luís Romariz

Um estudo que seguiu 9844 pessoas, do Kaiser Permanente Northern California Medical Group, durante quarto décadas, identificou que os que tinham um colesterol total maior do que 250 por volta dos 45 anos de idade tinham um risco de desenvolver doença de Alzheimer acrescido em 75%. Aqueles cujo colesterol total se situava entre 200 e 249 tinham um aumento do risco de 50%. Este estudo vai certamente ser usado pelas farmacêuticas produtoras de estatinas (medicamentos para baixar o cholesterol) como arma de arremesso para a redução do risco de Alzheimer. Na realidade as estatinas lesam a prazo a transmissão neuronal e os próprios nervos.

De realçar o ponto de aumento do risco que se situa nos 200, e não nos níveis perigosamente baixos que actualmente são propostos como “saudáveis”. Tenho defendido que o colesterol total, por si só, não nos dá uma ideia dos riscos para a nossa saúde. Parece-me que o grande problema civilizacional do nosso tempo se centra na ingestão abusiva de hidratos de carbono de alto índice glicémico – açúcar, pão, pizas, massa, arroz, farinhas, batatas, doces, etc. – os quais por acção exagerada da insulina são transformados em gordura e “colesterol”. Grande factor de risco cardíaco associado a este mau estilo de vida estão os triglicéridos e nesses as estatinas praticamente não interferem. A caracterização do perfil as lipoproteínas (os vários tipos de “colesterol”) é que nos pode dar uma indicação do risco cardiovascular ou outro. A doença de Alzheimer tem sido apelidada de terceira forma de diabetes, e nesse contexto cabem as anteriores considerações sobre hidratos de carbono e gorduras. Pessoalmente fico preocupado com um colesterol total abaixo dos 160. É que há um facto permanentemente escamoteado à opinião pública e que consiste na chamada curva em “J” na mortalidade associada ao colesterol total. Isto significa que à medida que se vai baixando o colesterol vai diminuindo a mortalidade, até ao ponto em que começa novamente a aumentar – o ramo ascendente do “J”. E entendamo-nos, se o colesterol fosse assim tão mau, a espécie humana já se teria extinguido há uns milhares de anos. O que mudou nos últimos 50/80 anos? A super ingestão de refinados, refrigerantes, doces, frituras, aparecimento da margarina, e o mau hábito de comer qualquer coisa a toda a hora. Passamos a cair como tordos!

Sex | 07.08.09

OSTEOPOSOSE, SEXO E SOL

Dr. Luís Romariz

Qual é o elo comum? 

A osteoporose é uma condicão em que hé uma deficiência na mineralização óssea, ou na qualidade do osso tornando-o propenso a quebrar. O osso é o resultado da mineralização - mais de 12 minerais - de uma matriz proteica - a cartilagem. Esta dá a flexibilidade ao ossos e a mineralização dá-lhe a resistência.

Assim, já sabemos que precisamos de ingerir proteina de alto valor biológico - como é o caso da proteína do soro de leite - e minerais variados. Estes podem ser obtidos pela alimentação diversificada e por usar sal integral - afinal a vida iniciou-se nos oceanos!

Quanto ao tipo de osteoporose podemos distinguir entre:

  • Perimenopaúsica
  • Senil

A primeira está muito mais dependente da diminuição da progesterona - razão pelo que se inicia cerca dos trinta anos de vida - do que da baixa dos estrogénios. A perda da massa óssea estabiliza em baixa ao fim de cerca de 5 anos após a menopausa.

A senil está dependente do aporte proteico e do anabolismo. Vamos deixando que o corpo cada vez faça menos pelo que o metabolismo baixa, e baixa...

Em ambos há uma componente comum importantíssima. A vitamina D.

Teremos pois de ter em consideração este dados, e perceber quão desviados somos da realidade desta doença pela publicidade e pelos laboratórios médicos -OS BIFOSFONATOS são pior do que a encomenda (foasavance, adronat, ácido alendrónico, etc.).

Os lacticíneos podem ser uma faca de dois gumes.

Informe-se. Ingira boa protéina, faça exercícios com pesos, coma diversificadamente, e APANHE SOL.

Qui | 06.08.09

DISPOSITIVO INTRA-UTERINO (DIU)

Dr. Luís Romariz

Apresenta grande eficácia prática, ausência de efeitos metabólicos sistémicos e elevação da taxa de continuidade.Na actualidade cem milhões de mulheres usam o DIU, convertendo-se no método anticoncepcional reversível mais utilizado no mundo: 60 milhões na China, 14 milhões em nações desenvolvidas.

De acordo com o Relatório técnico da Organização Mundial da Saúde, (1987) o DIU exerce seu efeito anticoncepcional de forma variada e pode interferir no processo reprodutivo antes mesmo do ovo atingir a cavidade uterina. O DIU actua sobre os óvulos e os espermatozóides de várias maneiras:
1.Estimula reacção inflamatória pronunciada no útero, por ser um corpo estranho. A concentração de diversos tipos de leucócitos, prostaglandinas e enzimas nos fluídos uterino e tubários aumentam consideravelmente, especialmente nos DIUs com cobre.
2.As alterações bioquímicas interferem no transporte dos espermatozóides no aparelho genital, bem como alteram os espermatozóides e óvulos, impedindo a fecundação.
Por esses mecanismos, há acumulação de evidências que permitem afirmar que um complexo e variado conjunto de alterações espermáticas, ovulares, cervicais, endometriais e tubárias causam a inibição da fertilização.
Os primeiros DIUs modernos (alça de Lippes e espiral de Margulies) surgiram no princípio dos anos sessenta, sendo que no final dessa década se agregou cobre ao plástico do DIU, aumentando sua eficácia e diminuindo os efeitos colaterais, surgindo os DIUs Tcu 200, Cu 7 e Multiload Cu 250. Esses dispositivos causavam menos efeitos colaterais e eram mais eficazes, o que permitiu uma segunda geração de cobre, o Tcu 380A e Multiload Cu 375, sendo mais eficazes e de maior duração.
O Tcu 380A já foi autorizado para tilização durante 10 anos e a previsão é que tenha maior durabilidade. Seu índice de falha é menor que 1 por 100 mulheres/ano. Outro DIU existente no mercado internacional é o DIU libertador de progesterona (65mg/dia) – Progestasert – mas é de alto custo, e tem durabilidade de apenas um ano. Sua eficácia é de 95 por 100 mulheres/ano, sendo o único DIU que reduz a perda sanguínea menstrual. Para substituí-lo, surgiu o DIU de levonorgestrel (LNG-20), que libera 20 mg por dia dessa hormona, com duração prevista de 5 anos e de elevada eficácia (índice de Pearl de 0,2 por 100 mulheres/ano).
Um dispositivo em pesquisa bastante adiantada é o GyneFix, um modelo todo especial, que consiste em fio cirúrgico de prolene com um nó na sua extremidade superior no qual se introduzem 6 cilindros de cobre dando uma superfície de cobre 330 mm2. Os resultados iniciais são bastante animadores com eficácia semelhante ao Tcu 380A, porém a técnica de inserção requer treino especial, diferente dos demais DIUs, porque ele é transfixado no miométrio. Em geral, os DIUs de cobre de segunda geração são mais eficazes e produzem menos efeitos colaterais que os de 1ª geração e os não medicados. As taxas obtidas de gravidez oscilam entre 0,5 – 0,7 por 100 mulheres/ano, são mais baixas que taxas obtidas com os anticoncepcionais hormonais combinados orais, e comparáveis aos implantes e injectáveis.
A Organização Mundial da Saúde, considerou, como critérios médicos de elegibilidade para o uso do DIU, as seguintes categorias:
Contra-indicações absolutas. As condições marcadas com um asterisco são transitórias.
·         Gravidez confirmada ou suspeita
·         Infecção pós-parto ou pós-aborto*
·         DIP atual ou nos últimos 3 meses*
·         Cervite purulenta*
·         Hemorragia vaginal sem diagnóstico etiológico*
·         Tuberculose pélvica
·         Antecedente pessoal de DIP por duas ou mais vezes
·         Cancro cérvico-uterino, do endométrio, do ovário e coriocarcinoma
·         Alterações anatómicas do útero que impeçam uma correcta posição do DIU
 
O uso do método pode apresentar alguns riscos, que habitualmente superam os benefícios.
·         Hemorragia menstrual aumentado (aumento da quantidade ou do número de dias).
·         Pós-parto entre 3 e 28 dias*
·         Risco aumentado de DST (parceiros múltiplos ou parceiro com múltiplas parceiras).
·         Alto risco de contrair HIV.
·         AIDS.
·         Doença trofoblástica benigna.
 
O uso do método pode apresentar alguns riscos, sendo no geral menores que os benefícios.
·         Idade menor que 20 anos
·         Nuliparidade
·         Anemia ferropriva, talassemia, anemia falciforme
·         Pós-parto e pós-aborto de segundo trimestre (inserção antes de completar 48 horas)
·         Mioma ou outros problemas anatómicos que não alteram a cavidade uterina
·         História de DIP sem gravidez anterior
·         Vaginite sem cervicite
·         Endometriose
·         Dismenorreia severa
·         Doença cardíaca valvular complicada (fibrilação auricular, risco de tromboembolismo
 
Uso sem restrições. Condições que não aparecem nas demais categorias. Ressaltadas algumas condições:
·         Mais de quatro semanas pós-parto sem infecção
·         Após aborto de primeiro trimestre sem infecção
·         Idade acima de 35 anos
·         Hipertensão arterial, diabetes, doenças tromboembólicas, doença cardiovascular isquémica, cardiopatia valvular, doenças hepáticas, obesidade e hiperlipidemias
·         Antecedente de gravidez ectópica e Dip com gravidez posterior
·         Cefaleia
·         Doenças da mama
·         Epilepsia
·         Antecedentes de cirurgia abdominal ou pélvica, incluindo cesariana.
 
As associações de duas ou mais condições podem fazer elevar a categoria. Todas estas situações difíceis devem ser resolvidas com a paciente, dando todas as informações de maneira clara e imparcial. Em todos os casos duvidosos é recomendável orientar sobre o uso de outro método e optar pelo DIU somente se não houver outra opção válida disponível.
A taxa de expulsão depende do DIU, da técnica e experiência da pessoa que o está inserindo, do tempo de permanência, da época da inserção e da própria paciente. A expulsão é mais alta nos três primeiros meses de uso. Mais frequentemente o dispositivo é expelido durante a menstruação, e ocorre mais em mulheres abaixo dos 20 anos de idade. As expulsões podem ser parciais, e o achado clínico é a visualização da extremidade inferior do DIU no orifício externo do colo uterino, ou quando os fios estão mais longos que antes. Deve-se ser descartada a possibilidade de uma expulsão parcial ou mau posicionamento do DIU, que se ocorrer deve ser retirado. Outra possibilidade é de infecção, que se for leve pode ser tratada, e se grave, o DIU deve ser retirado. Quando não se observa causa orgânica que justifique a dor, analgésicos e anti inflamatórios são de grande ajuda, ou deve-se retirar o DIU.
SANGRAMENTOS ANORMAL
A maioria das extrações por razões médicas são por hemorragia menstrual exagerada ou prolongada cerca de 40%. Os DIUs medicados com progesterona reduzem o sangramento.
O DIU não é método de escolha para a mulher que tem risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Não se sabe se o DIU aumenta o risco de HIV. Em trabalho recente, o risco relativo foi de 3.1, mas são necessários muitos estudos para confirmar estes achados.
A gravidez é ocorrência rara com os DIUs de última geração. As pacientes devem ser orientadas a procurar serviço médico sempre que houver atraso menstrual. Teste de gravidez e ecografia se fazem necessários.
Em resumo, os pesquisadores concluem que os benefícios do DIU, excedem por larga margem os riscos associados, principalmente quando a selecção e o acompanhamento das usuárias forem feitos criteriosamente. O maior benefício é o não uso de “pílula”, evitando-se assim expor a mulher a xeno hormonas e o consequente risco de cancro da mama e do útero, bem como um aumento no risco de tromboembolismo e de doença cardíaca.
Qua | 05.08.09

AS CAPACIDADES REGENERATIVAS DOS LAGARTOS

Dr. Luís Romariz

É um facto bem conhecido que as salamandrastêm capacidade para regenerar membros após amputação. Contudo, uma variedade do México é capaz de rapidamente regenerar maxilas, pele, órgãos e até partes do cérebro e da medula espinal. Mal a salamandra é lesionada, ela cobre a ferida com uma espécie de células estaminais, as quais crescem até substituir a parte em falta. “Os humanos reparam os tecidos lesionados mas não os reparam na perfeição,” diz Elly do Centro para Terapias Regenerativas na Alemanha. "A salamandra sob certas condições de lesão pode entrar num modo em que se repete o processo embrionário."

Devido às suas capacidades regenerativas únicas, a salamandra é o centro de estudos de uma equipa de cientistas liderados pelo Dr. Tanaka. O objectivo dos cientistas é interiorizar em futuros tratamentos regenerativos de medicina humana o que aprendem com estas experiências (nomeadamente ao nível da lesões da coluna).

A sua pesquisa envolve experiências que lhes permitem observar de muito perto o processo regenerativo destes animais.

Nem preciso de dizer quão importante é este tipo de pesquisa científica, pois é mais um degrau na subida para a eternidade!

  

Seg | 03.08.09

DEPILAÇÃO

Dr. Luís Romariz

Se há procedimento cosmético aborrecido que tem de ser efectuado por ambos os sexos, esse procedimento chama-se depilação. Poucas pessoas se apercebem de quão ineficiente é o processo de depilação. O barbear diário apenas remove uma pequena fracção do pelo que reaparece em 24 horas. Os que se barbeiam diariamente podem passar 100 horas por ano a agredir a pele da face, e aos 80 anos de idade gastaram 9 meses da sua vida a barbear-se. Os métodos mais modernos também deixam muito a desejar. Tendo consciência de que as pessoas depilam partes do corpo nunca antes tocadas, cientistas europeus desenvolveram um composto tópico que produz os seguintes resultados em ensaios clínicos:

  • Reduz a frequência da depilação nas pernas femininas em 82%
  • Reduz a frequência da depilação nas virilhas em 70%
  • Reduz a frequência da depilação nas axilas em 50%.
  • Atrasa o crescimento da barba persistente em  30%
  • Reduz a densidade da barba em 16%
Para muitas mulheres, especialmente para as mais velhas, os pêlos no rosto são uma tortura e um problema social conotado com o hirsutismo (excesso de pêlo facial ou corporal) e este por sua vez conotado com masculinidade. Todas as mulheres têm imensos folículos pilosos por baixo da pele do rosto, podendo estes ser estimulados pelo simples processo do envelhecimento. Como já expliquei, a diminuição da produção ovárica de progesterona desvia a cadeia de produção hormonal para as supra-renais que “são mais androgénicas.” A substituição hormonal bioidêntica com cremede progesterona devolve ao rosto o aspecto feminino. A cor e a densidade dos pêlos faciais na meia-idade está dependente da genética e portanto de como foram as familiares de cada mulher. O excesso de peso corporal também influencia pois a gordura retém os androgénios, podendo inclusive dar uma calvície do tipo feminino.
A primeira fase do crescimento do pêlo é conhecida por anagenica. Esta fase de crescimento dura cerca de três anos, mas pode variar entre 2 e 6 anos dependendo de cada individuo. Durante esta fase activa o pêlo cresce a um ritmo de cerca de 1 centimetro por mês e o pigmento melanina é produzido em abundância. Segue-se uma breve fase de transição em que para o crescimento, havendo uma retracção do folículo. Isto acontece apenas em 4% do corpo ao mesmo tempo Na fase final ou telogenica o folículo torna-se super activo e reaparece o crescimento o qual expulsa os pêlos mortos, sendo esta fase apelidada de exogenica.
Torna-se claro que a fase em que se deve intervir é a anagenica, e é nesta fase que a decelerina actua. Ela penetra no folículo e atrofia-o. Isto significa que deixa de ter necessidade de se barbear tantas vezes ou fazer a depilação com intervalos tão curtos. Alem disso há mais uma vantagem, pois a decelerina é um produto orgânico.
 
Seg | 03.08.09

Cara Filomena

Dr. Luís Romariz

Boa Tarde Dr.,

Mais uma vez venho pedir ajuda pois todos os conselhos que me tem dado os resultados são óptimos.
A minha mãe diabética tipo 2 (78 anos) toma medicamentos para tensão arterial e para diabetes (comprimidos), passou a tomar para neuropatia Vit.B12 e A.A.Lipoico (orientação dada pelo Dr.) e os resultados são visíveis.
A ajuda que agora peço é para tratar a prisão ventre há algum suplemento que possa ajudar.
Muito obrigado.
Filomena
 
Olá Filomena
O 1º grande suplemento é ÁGUA, cerca de 3 litros por dia. Pode ser natural, em chá verde sem açúcar, etc.
Depois tem a fibra solúvel tipo Benefibra ou outra (compare os preços) e o Biogaia 5 gotas em jejum.
Tenha a certeza de que a sua mãe ingere a quantidade de proteína necessária, pois caso contrário nada funciona no nosso organismo.
Se tiver dúvidas mande um email.
Dom | 02.08.09

ACTIVANDO A IMORTALIDADE

Dr. Luís Romariz

 O papel da telomerase na facilitação da reprodução celular imortal é cientificamente bem conhecido e está bem estabelecido na literatura médica. A introdução de telomerase em placas laboratoriais de culturas de células humanas transforma as células em envelhecimento em células imortais, sem as transformar em células cancerosas. Têm sido desenvolvidas pequenas moléculas activadoras da telomerase e pelo menos um suplemento alimentar está a ser comercializado para o tratamento do envelhecimento. Estes compostos são eficazes e seguros? Esta questão foi colocada a dois peritos na matéria.

Argumentando a favor está o Dr. William H. Andrews, PhD, presidente e CEO, da Sierra Sciences, na Geron Corporation onde foram isolados pela 1ª vez os genes da telomerase.

No campo oposto está o Dr. Michael D. West, PhD, que foi o fundador da Geron Corporation, e é actualmente o COE da BioTime, Inc, a qual se concentra na biologia das células estaminais.

A favor: há actualmente evidências convincentes de que a longevidade de uma pessoa é ditada pelo número de vezes que as células humanas se dividem. Apesar do facto das células reprodutoras se poderem dividir ilimitadamente, uma vez transformadas num embrião, transformam-se em células em desenvolvimento com tempo um limitado de vida (limite de Hayflick – embora este possa ser ignorado na pele pelos derivados da vitamina A). Quando este limite é alcançado, a células e as suas progenitoras perdem a capacidade para se dividirem e entram num estado de senescência. Esta limitação é mediada pelo comprimento dos telómeros – região periférica do gene – o qual vai diminuindo à medida que a célula se divide, até ao comprimento em que cessa a possibilidade de divisão. Recentemente, foram desenvolvidos medicamentos que podem aliviar, abolir ou reverter este destino inevitável ao activarem uma enzima chamada telomerase, a qual pode ajudar a manter o comprimento dos telómeros. Um deles, o nutracêutico chamado de TA-65, já está à venda e várias pessoas já se inscreveram para beneficiar das suas acções. Infelizmente, este medicamento também transporta consigo a possibilidade de poder promover o crescimento de um cancro pré existente. Assim, entramos na velha questão, “damos um medicamento curativo embora com com riscos a uma pessoa que está a morrer, ou simplesmente deixamos a pessoa morrer porque o tratamento é muito arriscado?” O potencial do TA65 aumentar o risco de cancro é real, mas é muito mais real o facto de que a pessoa irá sofrer da doença do envelhecimento.

Contra: recentes avanços na biologia celular e molecular têm permitido compreender a maquinaria molecular do envelhecimento humano. Muitos cientistas acreditam que a razão para a repressão desta imortalidade se encontra na forma sem limites como se reproduzem as células do cancro. Imaginem um automóvel automático numa auto-estrada, e que o acelerador está encravado no máximo. Isto seria similar à activação dos oncogenes que levam as células cancerosas a dividirem-se rapidamente. Agora imaginem o mesmo carro mas sem o travão. O milagre seria acabar o combustível. Agora imaginem que este carro adquire a capacidade de ter combustivel de forma ilimitada (activação das telomerases). Então o desastre seria inevitável. Uma célula humana normal pode transformar-se numa cancerosa pela introdução de oncogenes (acelerador avariado), interrupção da supressão destes genes (avaria nos travões), e introdução da telomerase (combustível infinito).

O lado negro do programa anti-canceroso da natureza é o envelhecimento das nossas células, até morrermos. Claro que este programa está a ser implementado com duas condições:

  • Limite temporal de cerca de um ano de tratamento
  • Limite de idade, isto é, a partir de uma idade em que o risco possa compensar o beneficio

Vivemos na fronteira de conseguir adquirir uma longevidade impensável, e os ensaios irão continuar. Todos os limites que possam tentar impor serão ignorados, pois o prémio é perseguido desde sempre – a Imortalidade.

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