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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Qui | 09.07.09

MAGNÉSIO

Dr. Luís Romariz

O magnésio é absolutamente vital para o eficaz funcionamento de numerosos sistemas enzimáticos. A insuficiência em magnésio resulta em muitas e variadas manifestações clínicas, nomeadamente hiperexcitação neuromuscular, cãibras – se estas forem no fim do sono poderão ser devidas a um deficit de potássio –, arritmias e alterações no potássio. A insuficiência crónica dá lugar a hipertensão, aterosclerose, alterações do açúcar no sangue, e alterações no metabolismo ósseo. Como este mineral é predominantemente intracelular, não serve de nada a determinação de Mg no sangue – deve ser pesquisado nos glóbulos vermelhos (magnésio eritrocitário). Sem este mineral não há activação da vitamina D.

A correcção da insuficiência em magnésio faz-se com Mg iónico cerca de 340 a 420 mg por dia.

Qua | 08.07.09

O SOL E OS MITOS

Dr. Luís Romariz

O Sol é fonte de vida! Sobre isso, e sobre o facto de que nós humanos somos seres da luz, que ninguém tenha dúvidas. Os raios solares – UV – tem poder para promover o foto-envelhecimento da pele, e para constatar isso basta sobrepor a pele de um braço numa zona normalmente nunca exposta ao sol. Proteger a nossa pele dos raios UV solares, seja com dispositivos barreira como a roupa, chapéu, óculos; seja com filtros solares – UVA e UVB – também é consensual. O que para mim não é consensual é o absurdo da heliofobia e do protector solar permanente. Antes de vos falar sobre sol, vitamina D e cancro em geral, vou abordar ligeiramente a física.

O luz solar branca é formado por um espectro de várias cores – as cores do arcoíris, sendo que os raios infra-vermelhos e os raios ultra-violetas não são visíveis pelo olho humano. Dos raios UV destaco os UVC que felizmente são totalmente filtrados pela atmosfera da Terra, os UVA – que predominam de manhã e à tarde – que penetram fundo na pele e não dão a sensação de queimar, e os UVB – predominantes entre as 12 e as 16 horas – que penetram pouco na pele e que nos dão a sensação de queimadura pelo que passamos a evitar o sol a partir daí. Estes últimos têm a capacidade de fazer a nossa pele produzir a vitamina D, a partir do colesterol cutâneo. Esta vitamina, que na verdade é uma hormona tem de ser obtida através da exposição solar pois a sua concentração nos alimentos é desprezível, isto é, não a conseguimos obter pela alimentação. Esta vitamina é tão importante que na nossa evolução, à medida que nos fomos afastando do equador fomos clareando a pele.

A hormona D tem dois tipos de acção:

  • Uma tipicamente endócrina, em que a baixa de cálcio no sangue promove a produção de hormona paratiroide que faz tirar cálcio dos ossos, o que leva o rim a activar a vitamina D que por sua vez faz absorver mais cálcio pelo intestino e deposita-o nos ossos – retomando assim o equilíbrio.
  • A outra, autócrina, em que cada célula activa a vitamina para seu próprio consumo.

 

Se no primeiro caso a acção é predominantemente óssea com repercussão sobre a osteomalácia (dores generalizadas nos ossos) e sobre osteoporose, neste último caso a repercussão dos níveis de vitamina D é ao nível do coração, da doença Alzheimer, das doenças auto-imunes como a esclerose múltipla, da capacidade muscular e do cancro – nomeadamente cancro da pele, da mama, do cólon e da próstata. È curioso observar a distribuição do cancro da próstata num mapa dos EUA, pois verifica-se um aumento notório da sua incidência a Norte, onde o sol é mais “débil”.

Os testes comerciais de vitamina D têm cerca de 10 anos, pelo que só agora se começam a tirar conclusões acerca dos efeitos e níveis desta vitamina. Obviamente que nas escolas médicas só agora é que se começa a ensinar sobre a vitamina D! No entanto, os trabalhos irrefutáveis de cientistas como o Prf. De Luca, Dr. John Jacob Cannell. Dr. Cedric F. Garland, Dr. Edward Giovannucci, Reinhold Vieth e especialmente o Prof. Michael Holick dermatologista da escola médica de Harvard, demonstram que tudo o que sabíamos até há pouco era ou errado, ou isso mesmo – muito pouco.

Um estudo muito recente e muito curioso, por parecer paradoxal, revela que as pessoas que trabalham dentro de edifícios têm maior risco de contrair cancro da pele – melanoma – do que as que trabalham no exterior ao ar livre. COMO DISSE?

Verdade, e isto tem uma explicação: o cancro da pele (melanoma) está ligado aos raios UVA – os tais que penetram fundo na pele e que predominam de manhã e à tarde – os quais são pouco filtrados pelos vidros. Os raios UVB formadores de vitamina D – e por isso com efeito anti-melanoma – são completamente filtrados pelos vidros dos edifícios e dos automóveis.

Concluindo, devemos expor-nos ao sol entre as 12 e as 16 horas sem protector solar, e durante cerca de 20 a 30 minutos – claro que se deve usar protector no rosto e pescoço – para podermos fabricar as 10 000 UI de vitamina D. Não tomar banho de piscina (o cloro estraga a vitamina D formada) nem esfregar o corpo com sabonete ou gel. Apenas água, excluindo as partes intimas obviamente. Para além disto, devemos usar protecção permanente.

Devemos testar os níveis de vitamina D no fim do verão, de forma a podermos avaliar o nosso risco durante o próximo inverno – e se necessário fazer uma suplementação (difícil dado que não há colecalciferol à venda nas farmácias). Nestes últimos 19 meses – altura em que iniciei os pedidos de doseamento de colecalciferol – cerca de 87% dos meus pacientes são vitamina D insuficientes.

Ter | 07.07.09

A LIPOASPIRAÇÃO – não invasiva

Dr. Luís Romariz

Aparentemente na vanguarda, esta técnica promete – piores são os que a tendo adquirido prometem mais do que o próprio fabricante – retirar de forma indolor e incólume a gordura indesejada. Ficção ou realidade?

Vejamos o que nos diz a fisiologia. Os organismos vivos tiveram de lutar desde o inicio contra a falta cíclica de nutrientes. Como parecia boa ideia poder guardar algum alimento disponível para uma época de “vacas magras” apareceu a insulina. Esta, é a hormona do armazenamento. Mas, como um ser vivo indefinidamente gordo não é viável, foi criada a leptina. Esta hormona produzida pelas células de gordura indica ao cérebro a quantidade de gordura armazenada, a qual quando em excesso leva-o a suprimir o apetite. Simples e eficaz!

Ora o cérebro evoluiu no sentido de dificilmente aceder às poupanças, pelo que na falta da ingestão alimentar recorre a todos os mediadores que causam apetite, e só após cerca de três dias o suprime. Isto é, não faz sentido dar comando de fome quando nada há para comer! Vive-se das poupanças (gordura acumulada). Isto é imutável!

O sítio conhecido para eliminar gordura chama-se mitocôndria, e é a central energética da célula. Degrada as gorduras por oxidação produzindo assim a energia. Isto claro se estivermos em boa forma física!

A gordura eliminada por via hepática (fígado) é uma quantidade desprezível. Como tal, qualquer proclamação que a gordura libertada por lipoaspiração não invasiva é excretada pelos rins, suor, etc. é pura miragem… Claro que é um sonho agradável, mas ainda assim …um sonho! Os triglicéridos libertados dos adipócitos pela lipoaspiração não invasiva vão directamente para os vasos linfáticos e daí para o fígado. Este envia-os ou para os mesmos sítios, ou pior, para a cavidade abdominal onde se passam a comportar como uma autentica bomba-relógio em relação à doença cardiovascular, e ao cancro entre outras.

Mas então estamos a vender frigoríficos no Pólo Norte? Esta técnica, a meu ver poderá fazer algum sentido na eliminação de algumas gorduras localizadas que não foram eliminadas após um programa científico de emagrecimento saudável. E claro que é preciso exercício de cardio para poder queimar estas gorduras nas mitocôndrias das células musculares.

Para cada sonho aparecem os seus vendedores. Sempre foi assim, e sempre assim será! Como dizia o poeta “o sonho comanda a vida.”

Sejamos honestos connosco. Dietas e exercício sem um mínimo de sacrifício são um sonho. A beleza tem um custo, mas a saúde, essa não tem preço!

Seg | 06.07.09

O LIMITE HUMANO

Dr. Luís Romariz

Leonard Hayflick, PhD, um professor de anatomia d a Universidade da Califórnia, conhecido pela sua teoria sobre o envelhecimento – Limite de Hayflick – o qual coloca a longevidade humana em 120 anos, altura na qual demasiadas células são incapazes de se dividir para criar células jovens. Desde a sua teoria original muito se soube sobre o assunto e a sua comunicação no Congresso Mundial de Gerontologia e Geriartria, em Paris, foi elucidativa.

O envelhecimento ocorre porque as moléculas biológicas complexas das quais todos nós somos feitos tornam-se disfuncionais com o passar do tempo, à medida que a energia para manter a sua estrutura vai diminuindo. Desta forma, as nossas moléculas devem ser reparadas ou substituídas frequentemente pelos nossos próprios sistemas de reparação.” Estes, também sofrem a influencia do tempo pelo que o balanço é a favor da acumulação de moléculas disfuncionais levando às alterações que reconhecemos como características do envelhecimento. Isto só acontece após a maturidade reprodutiva, pois de outra forma a espécie pereceria.

Os comentários do Dr. Hayflick estão de acordo com o meu pensamento em que a energia é fundamental à vida, sendo a sua conservação a prioridade número um do ser humano. A energia é requerida por cada uma das mais básicas funções celulares, incluindo os processos de reparação e rejuvenescimento corporal. As células necessitam de capacidade antioxidante e anti-inflamatória de forma a se auto-protegerem do desgaste e desta forma reduzirem a quantidade de moléculas a ser reparada. Os nutrientes que ajudam no processo de reparação são essenciais à auto-reparação. A produção de energia pode e deve ser mantida à custa de exercício físico regular. Este é que vai determinar a quantidade de “centrais de energia” (mitocôndrias) necessárias a cada organismo. Quantas mais e maiores tivermos, mais energia produziremos e esta conjuntamente com as matérias-primas da alimentação optimizada ajudarão à reparação e rejuvenescimento celulares. Optimizando as nossas hormonas estamos a dar instruções às nossas células para repararem o nosso corpo, iludindo de certa forma o limite da pós-procriação.

Embora tudo isto soe cientificamente bem, quantos de nós estão dispostos a abandonar o comodismo e encetar a via da longevidade e rejuvenescimento? Infelizmente, muito poucos!

Dom | 05.07.09

Cara Susana

Dr. Luís Romariz

Tenho um tio com 64 anos a quem foi diagnosticado este ano a doença de Alzheimer. Num espaço muito curto de tempo, a doença do meu tio progrediu de uma forma muito rápida, não sendo actualmente capaz de resolver uma subtracção básica do tipo 30 menos 3.

 

É possível, através da medicina anti-envelhicemento “travar” a progressão desta doença, ou até mesmo melhorar as capacidades intectuais e de memória duma pessoa? Estou a perguntar isto, porque caso seja possível, gostaria muito que o meu tio tivesse essa oportunidade...

Infelizmente, uma vez instalada a doença, pouco ou nada há a fazer. Mas há coisas que se bem não fazem mal também não.

Como O Alzheimer está dependente da glicação - sendo considerada a 3ª forma de diabetes - uma dieta baixa em hidratos de carbono pode ajudar, pelo menos a atrasar a progressão da doença. Quanto a suplementos, eu faria a benfotiamina, a vitamina B6, e o ácido alfalipoico 300+300.

O exercício pode ajudar. Lamento pois gostaria de lhe poder dar boas notícias!

 

Dom | 05.07.09

Cara Maria Ascenção

Dr. Luís Romariz

Antes demais gostaria de felicitá-lo pelo seu excelente blog, sempre actual e principalmente, muito útil.
A razão de eu lhe escrever, deve-se ao facto dos meus filhos (adolescentes)  irem em breve para o Reino Unido e sendo este um dos locais da Europa com mais casos de Gripe A, e embora não esteja muito preocupada com este tipo de gripe, gostaria de lhe perguntar se devem tomar algum tipo de prevenção (suplementos, por ex.), para além daqueles que já mensionou á alguns tempos atrás.
Grata pela atenção

Maria Ascenção

 

De facto, para além dos cuidados que já publiquei em relação à prevenção da H1N1, pouco mais há a fazer. 

No entanto reforço a ideia de que as nossas imunoglobulinas são feitas de proteína e portanto a proteina de soro de leite poderá ser uma boa arma nesta luta. O Biogaia é muito bom a aumentar as defesas, mas precisa de algum tempo de actuação...

Espero que tudo corra bem com os seus filhos.

 

  

Dom | 05.07.09

Cara Manuela Paiva

Dr. Luís Romariz

Comentário:

Gostaria que me indicasse um plano alimentar correcto do ponto de vista nutricional em termos de quantidade de alimentos, tipo de alimentos e quantidade de refeições diárias, com vista a um emagrecimento saudável.

 

Como calcula, um plano desses tem de ser adaptado à realidade de cada uma. Não se referiu ao seu peso e à sua altura e idade, de forma a poder ter uma ideia do que necessita. Não sei se os seus hábitos alimentares passam por uma alimentação compulsiva ou se come demais.

Postos estes considerandos, e de forma geral, podemos pensar em dois cenários:

  • Excesso de peso (obesidade) considerável, isto é, mais de 10 quilos do seu peso ideal.
  • Sobrepeso

No 1º caso só uma dieta de rotura a poderá ajudar. Esta, é de prescrição médica absoluta e tem de obedecer a um plano de supervisão de 3 consultas no 1º mês. Neste caso pode-se perder 10, 15 ou mais quilos.

No 2º caso, e partindo do princípio de que a sua tiroide e ovários funcionam bem, dverá comer 3 refeições por dia privilegiando o pequeno almoço que deverá conter ovos e outras boas fontes proteicas. Estão proibidos os açúcares, bebidas que não a água ou chá verde, pão, batatas, massas, arroz, etc. Apenas 1 peça de fruta por refeição e muitos legumes. Carne magra ou peixe 200 gramas. Azeite 2 colheres de sopa por dia, Suplementar com óleo salmão ou de sardinha. Sal marinho NÃO  refinado.

Espero que estas indicações lhe possam ser úteis, mas se quiser especificar o seu caso poderei melhorar o plano.

Dom | 05.07.09

Cara Maria José

Dr. Luís Romariz

Gostaria de fazer a pesquisa sobre o nível hormonal etc (tenho 54 anos) numa lógica idêntica à  apresentada no programa da Oprah conforme sabemos. Realizar uma consulta com uma médica como aquela que vimos no referido programa televisivo e que, há 25 anos, realiza este tipo de diagnóstico com grande sucesso, é possível em Portugal? Bioidênticos manipulados em farmácias, de acordo com uma prescrição específica e individual, já se faz em Portugal? Tudo o que vi no programa parece fazer sentido, até a questão dos riscos que existem, seja nesta seja noutra terapia de substituição hormonal.... o que faz pensar ser melhor nada fazer!

Devo dizer que essa tem sido a minha opção; cuido da minha alimentação e a questão da qualidade da ingestão proteica é uma coisa que me tem preocupado. No início, com sintomas de calores e suores frios, com insónias, decidi tomar as isovaflonas de soja (Estrofito Forte) e a verdade é que tudo melhorou (efeito placebo??)....deixei de sentir os calores e passei a dormir melhor....depois deixei de tomar e sinto, de facto, uma grande alteração ao nível da minha estabilidade emocional: tenho dias difíceis!  A agressividade e irritabilidade passou a fazer parte de alguns dias em que é necessário muito autocontrolo....e esforço!!! Nem sempre com bons resultados! O que fazer? 

Agradeço a ajuda!

 

O seu caso – preocupações incluídas - é típico da menopausa. Vamos por partes!

Não fazer nada face à menopausa: é uma das piores atitudes a tomar pois o corpo está em desequilíbrio hormonal, com dominância estrogénica, e dentro desta com dominância de estrona.

Fazer isoflavonas de soja ou outros estrogénios alienígenas é a pior opção. Pelo facto de ser de origem vegetal não significa que seja bom – há muitos venenos de origem vegetal. Tudo que for diferente das hormonas humanas, seja de origem vegetal, animal ou sintética (laboratório) funciona como uma chave falsa. Os receptores hormonais são como fechaduras e as isoflavonas de soja podem ter-lhe aliviado alguns sintomas da menopausa, mas terão outros efeitos adversos – muitos dos quais só mais tarde se poderão avaliar.

Quanto à aposta na optimização hormonal com hormonas bioidênticas – rigorosamente igual ás que a espécie humana produz – essa é do meu ponto de vista a melhor opção. Mas terá de fazer alguns exames de base que avaliem o estado das mamas e do endométrio, bem como a metabolização dos estrogénios. Depois como sabe, as hormonas sexuais devem ser preferencialmente feitas por via transdérmica e em ciclos que mimetizem o mais possível o que eram os ciclos naturais da mulher – e feitos sob medida.

Tanto quanto sei, em Portugal só eu é que faço essas avaliações e as respectivas terapias – arranjei uma farmácia que faz os manipulados sob a minha prescrição, e com a qual tenho tido sucesso desde iniciei a medicina antiaging. Como não utilizo este blogue para propaganda, vou enviar-lhe o nº telefone para poder inteirar-se dos programas à sua disposição.

  

Dom | 05.07.09

A SUA ALIMENTAÇÃO PREVINE A DEPRESSÃO?

Dr. Luís Romariz

A depressão é um factor de risco bem conhecido em relação à doença coronária. Os factores dietéticos que resultam em baixos níveis de ácidos gordos ómega-3 não só aumentam o risco de doença coronária, como podem causar depressão.
Investigadores mediram os níveis de EPA (ácido eicosapentanoico) e de DHA (ácido docosahexanoico) nas membranas dos glóbulos vermelhos – teste que prescrevo por rotina na minha prática antiaging – e avaliaram sintomatologia depressiva num estudo com cerca de 1 000 adultos padecendo de doença coronária. À medida que os níveis de EPA e DHA subiam, os sintomas depressivos aliviavam. A prevalência de depressão variava desde 23% nos participantes com os níveis mais baixos de ómega-3 até aos 13% naqueles em que esses níveis eram mais elevados.

Comentando este estudo, direi que os ácidos gordos ómega-3 são essenciais para uma função cerebral óptima, estando incluída a regulação do humor e da depressão. De facto, esta evidência é tão convincente que muitos peritos aconselham os profissionais de saúde a determinar os níveis de ómega-3 nos seus doentes portadores de depressão. Aconselho a leitura do livro The Ómega-3 Connection do Dr. Stoll’s psiquiatra da faculdade de medicina de Harvard, onde se pode entender a relação entre ómega-3 e depressão.

A pesquisa mostra que as concentrações plasmáticas de DHA estão associadas a baixas concentrações de serotonina, a qual por sua vez está associada a depressão e suicídio. A deficiência em ómega-3 leva a uma menor produção de dopamina e a um menor fluxo de sangue no cérebro, bem como a uma diminuição de 35% numa enzima (PS) ligada a efeitos antidepressivos. Se tem sintomas depressivos os seguintes itens podem ajudar:

  • Optimize a sua alimentação, o que inclui peixe azul, marisco e suplementação com óleo de salmão ou sardinha. Elimine a maior parte dos cereais e açúcares, dado que estes aumentam a insulino-resistência, a qual está ligada a depressão (e diabetes).
  • Faça exercício, pois o exercício regular é uma das “armas secretas” para combater a depressão.
  • Adopte técnicas de controlo do stress.
  • Optimize os níveis de vitamina D. Aproveite o sol, olhe que é grátis!

 

Sab | 04.07.09

MITOS DO EMAGRECIMENTO

Dr. Luís Romariz

Dos mitos associados à perda de peso o mais recorrente é: o emagrecimento é uma simples questão de comer menos e fazer mais exercício. NADA MAIS ERRADO!

Na minha prática clínica tenho consultado pessoas que se esfalfam a fazer exercício, e o muito que conseguem é uma tonicidade muscular aumentada. O exercício pode inclusivamente atrasar a perda de peso. As “calorias” podem ser diferentemente metabolizadas segundo as pessoas, dependendo de uma variedade de factores. Variáveis como o nível de stress, ou até os hábitos respiratórios, podem ter impacto na forma como o organismo processa as calorias. Adicionalmente, o exercício a mais pode ter o efeito oposto, levando o corpo a manter um peso indesejado. Isto acontece porque no over-training o corpo entra em stress e produz cortisol em excesso cronicamente o que leva à deposição de gordura e à perda muscular. A palavra-chave é moderação e personalização.

Também devemos ter em conta que tão importante como a quantidade é a qualidade dos nutrientes. Claro que contar “calorias” não é suficiente. Há o caso de uma atleta da maratona que não conseguia perder peso, apesar do seu regime de treino intensivo, e apenas ingerir 1 400 calorias por dia. Isto porque adicionalmente ao seu over-training, tinha o problema da relação dos macro nutrientes pois ingeria sobretudo hidratos de carbono, e era deficiente em gorduras essenciais. Quando nos privamos de ácidos gordos essenciais a nossa taxa metabólica decresce. Adicionalmente, os ómega-3 essenciais a uma saúde óptima, melhoram a resposta insulínica, neurotransmissores e outros mensageiros químicos. De facto um dos sintomas da privação de ómega-3 é o aumento de peso.

As dietas proteinadas são capazes de fazer perder gordura sem haver perda de massa muscular e sem causar problemas para a saúde. Mais uma vez teremos de perceber que as dietas equilibradas cumprem dois objectivos:

·        Fazer a transição de uma dieta de emagrecimento para uma situação de estabilidade

·        Manter um peso saudável

Nunca é demais dizer que o excesso de peso é uma das maiores causas de inflamação silenciosa, e portanto de doença cardíaca, Alzheimer, AVC, etc.

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