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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Sex | 31.07.09

O JEJUM E A GORDURA

Dr. Luís Romariz

Após o meu debate na TSF, em 2008, e a série de questões que levantou, haverá muita gente que não sabe o que são os corpos cetónicos, de onde provêm e qual a sua finalidade. Analisemos os objectivos e as prioridades do nosso sistema metabólico par a ver o que acontece. Vou tentar manter a bioquímica no mínimo, portanto não se assustem. O objectivo principal do nosso metabolismo consiste em providenciar “combustível” nas quantidades necessárias e às horas necessárias de forma a manter-nos vivos e a funcionar. Enquanto tivermos alimentos à nossa disposição, o metabolismo trata de os digerir e armazenar. Numa sociedade de abundância como a nossa a tendência para a obesidade é uma constante, contrariamente ao que sempre sucedeu durante a nossa evolução pois alternaram períodos de abundância com outros de fome. Foi assim que a evolução tratou de arranjar sistemas de recurso para as épocas de “vacas magras” – daí a criação da insulina (a hormona do armazenamento). A génese da maioria das razões religiosas para os jejuns está nessa necessidade de “limpar” o organismo de todas as impurezas. O que acontece durante o jejum também acontece parcialmente na restrição de hidratos de carbono.

O nosso organismo em face de hidratos de carbono – mas não só – produz insulina através do pâncreas, e esta leva o açúcar para dentro das células transformando o excesso em gordura. Quando em jejum o organismo faz o percurso inverso – neoglucogénese – e transforma a gordura em corpos cetónicos os quais servem como combustível. Claro que com a continuação do jejum o corpo transforma músculo e órgãos em glicose, debilitando-os. O objectivo do metabolismo consiste em arranjar glicose para o cérebro e para os glóbulos vermelhos que necessitam dela para funcionar.

Assim, o sistema metabólico – centrado predominantemente no fígado – tem dois problemas para resolver:

·       Obter glicose para os tecidos dela dependentes

·       Manter ao máximo a massa muscular

A resposta metabólica consiste em reduzir a necessidade de dependência de glucose tecidular de forma a preservar a proteína (músculo). Entram em cena os corpos cetónicos, provenientes da gordura acumulada, os quais geram a energia precisa às funções hepática e muscular. Ora embora os corpos cetónicos sejam um subproduto da gordura acumulada, são hidrosolúveis (significa que se dissolvem no sangue) pelo que podem constituir uma fonte de energia para vários tecidos incluindo os músculos, cérebro e coração. De facto, o cérebro funciona bem com corpos cetónicos quando não tem glicose para produzir energia, e estes conseguem substituir quase por completo a glicose exigida para o funcionamento cerebral. E os corpos cetónicos são a preferência do coração, fazendo com que este funcione com uma eficiência 28% maior.

A gordura é um combustivel perfeito. Parte dela fornece energia ao fígado para que ele possa transformar proteína em glicose, e a porção não utilizável é convertida em corpos cetónicos  que reduzem a necessidade em glicose, poupando o músculo. Mas, se em vez de jejuar completamente fizermos uma dieta muito pobre em hidratos de carbono podemos manter o fígado em modo de queima de gordura ao mesmo tempo que mantemos a musculatura – isto é, o melhor dos dois mundos. Então, quanto é o mínimo eficaz? Cerca de 60 gramas de hidratos de carbono por dia obriga o organismo a produzir corpos cetónicos – e portanto a queimar gordura a todo o vapor.

Resumindo, o jejum controlado faz o nosso corpo entrar nas suas poupanças – gordura – enquanto o metabolismo praticamente pouco diminui e a libertação de factores e hormonas do rejuvenescimento é maximizada. Se a isto juntarmos cientificamente o exercício de resistência – marcha vigorosa – então teremos uma queima de gordura corporal muito acelerada, na ordem dos 10 a 20 quilos por mês. Ah, e não se assustem quando às vezes acordam e a 1ª urina cheira a acetona. Significa apenas que o jejum de 12 ou mais horas levou à produção de corpos cetónicos e que estão em modo de queima de gordura. Boas notícias!

Qui | 30.07.09

CÉLULAS VICIADAS EM HIDRATOS DE CARBONO

Dr. Luís Romariz

Se pensa que os hidratos de carbono não causam dependência, e acha que é fácil prescindir de os ingerir, reflicta novamente sobre o assunto. Uma das razões para ser difícil prescindir deles prende-se com a produção de serotonina – hormona cerebral que dá uma sensação de conforto e bem-estar – razão pela qual algumas drogas psicotrópicas como a sibutramina têm efeito no sobrepeso. Outra razão tem a ver com o metabolismo e a vida. Um laureado com o prémio Nobel, o cientista alemão Otto Warburg, demonstrou que as células cancerosas não produzem energia da mesma forma que as células normais. As células cancerosas obtêm energia, não como as células normais o fazem através da oxidação mitocondrial (as mitocôndrias são as centrais de produção de energia celular) da gordura, mas sim por um mecanismo primário de produção de energia a partir da quebra da glicose no citoplasma (a parte liquida da célula). Este metabolismo diferente por parte das células cancerosas é chamado de efeito de Warburg.  Warburg pensou que esta diferença seria o que causa o cancro, e embora seja verdade que as pessoas com elevados níveis de insulina e de glicose tenham maior propensão a desenvolver cancro, a maioria dos cientistas acha que esta será uma consequência. Assim, quando restringimos o suprimento de glicose as células cancerosas ressentem-se e o crescimento tumoral abranda – especialmente nas formas mais agressivas de cancro.

O nosso organismo só precisa de glicose para surtos rápidos de energia, como uma corrida ou levantar um grande peso, e para a energia gasta pelo cérebro e pelos glóbulos vermelhos. O combustível normal é a gordura! 

Qua | 29.07.09

OBTENHA OS MELHORES RESULTADOS PARA A SUA PELE

Dr. Luís Romariz

 Os dermatologistas dizem que verá os melhores resultados de um gel, creme, ou loção antiaging se seguir estes conselhos:

 

1.     Use protector solar diariamente. Para prevenir o foto-envelhecimento pelos raios UV, os quais podem acelerar os sinais do envelhecimento, o protector solar é fundamental. Deverá ser aplicado nas partes expostas especialmente no rosto e nas mãos. Um creme hidratante antiaging com protecção UVA e UVB e fps de 15 é o suficiente.
 

2.     Evite o bronzeado. Bronzear a pele, expõe a pele aos raios mais nocivos UVA que aceleram o envelhecimento cutâneo, causam rugas, manchas, e pele avermelhada.
 

3.     Hidrate, hidrate, hidrate. Isto retém a agua na pele, o que só por si ajuda a eliminar rugas finas e dá uma melhor aparência e imagem mais brilhante e jovem.
 

4.     Teste os produtos, mesmo os que têm rótulo “hipoalergénicos.” As pessoas interpretam muitas vezes mal o significado de hipoalergénico, e pensam que estão livres de uma reacção alérgica. Apenas significa que a hipótese é menor. Teste uma pequena quantidade no antebraço durante 4 a 5 dias. Se não houver reacção poderá aplicar no rosto.

 

5.     Limite o número de produtos. Usar muitos produtos na pele, tende a irritar a pele. Para melhores resultados use dois produtos e dê-lhes tempo para actuarem.
 

6.     Dê tempo ao tempo. Apesar das pretensões que os produtos de beleza reclamam, o que é facto é que eles não têm efeitos do dia para a noite. Muitos cremes necessitam de um mínimo de três meses para se ver os efeitos. COMPRE UM PRODUTO HONESTO!

 

7.     Use os produtos segundo as indicações. Nem mais, nem menos! Alguns têm constituintes que são lesivos se aplicados em excesso. Aplicar produto a mais também pode obstruir os poros ou efeitos indesejados.
 

8.     Evite produtos que “picam”. Produtos que “queimam” ou “picam” não são sinónimo de que estão a fazer efeito, muitas vezes e tão apenas estão a irritar a pele.
 
 

9.     Continue a usar, s quer ver resultados. As pessoas pensam muitas vezes que uma vez obtidos os resultados que queriam podem parar de usar o produto. Para continuar a ter resultados é preciso manter a aplicação.
 

10.  Não suplemente com procedimentos “faça você mesmo”. Os consumidores acham que podem usar de forma caseira kits de lasers ou botox. Este procedimento é muito perigoso Segundo a FDA.

Se seguir estes conselhos e escolher uma linha de beleza “honesta” que não lhe prometa mundos e fundos e que seja BIOLÓGICA, poderá ver bons resultados ao fim de alguns meses. Afinal, o tempo até passa depressa!

Ter | 28.07.09

MASCULINIZAÇÃO NA MULHER PERIMENOPAUSICA

Dr. Luís Romariz

 

Na menopausa declinam os níveis de estrogénios, mas não até zero. Geralmente o estradiol – o principal estrogénio – diminui até níveis de 15% de anteriormente, e a estrona baixa cerca de 50%. A androstenediona, uma hormona produzida nas supra-renais e parcialmente no ovário em menopausa é convertida pelas células de gordura corporal em estrona, a qual é parcialmente convertida no fígado em estradiol. Desta forma percebe-se que a mulher menopaúsica tenha uma dominância estrogénica, através da cadeia metabólica das supra-renais.   

Assim, quando a progesterona está em quantidades deficientes, a cadeia de reacções metabólicas da biosíntese dos esteroides faz-se através da via alternativa da DHEA – supra-renais – o que leva a um predomínio dos androgénios em relação à síntese esteroide via progesterona. Esta será a provável causa para o aparecimento de pelos faciais e para a calvície de padrão masculino que ocorre nas mulheres mais velhas. Uma evidencia a favor desta tese é que quando se suplementa a progesterona em falta isso leva, com tempo, ao desaparecimento dos pelos faciais e à restauração do cabelo.

Seg | 27.07.09

Cara leitora

Dr. Luís Romariz

Exmo. Sr.Dr. Luís Romariz:
Tenho 37 anos, sexo femenino, não tenho filhos.
Li o Seu Post sobre Q10.
Gostaria de saber se também me aconselha a toma desta coenzima?
No entanto, já tentei comprar o ubiquinol nas farmácias, mas, não conhecem!
O que me sugere em relação à toma e em relação ao facto de não encontrar em farmácias?

Com os melhores cumprimentos.

Carla Pereira

 

Não sei se o Q10 ainda está à venda nas farmácias. O ubiquinol é muito recente e nunca esteve à venda. Dado o preço dos suplementos vitamínicos, eu mando fazer um polivitamínico e antioxidante com tudo o que entendo ser necessário. Sai mais barato, e não há outra forma, infelizmente. Vou-lhe mandar a direcção da farmácia que o produz para o seu mail.Talvez lhe possam fornecer.

Seg | 27.07.09

O EXERCÍCIO MELHORA O FÍGADO GORDO

Dr. Luís Romariz

O aconselhamento a fazer exercício físico aos doentes com “fígado gordo” não alcoólico conduz a benefícios para a saúde independentes das alterações no peso. Este distúrbio é a forma mais comum de doença hepática crónica nos países desenvolvidos. Está associada à obesidade, insulino-resistência e diabetes tipo II, e caracteriza-se por ter enzimas hepáticas elevadas. Estes pacientes são correntemente encorajados a alterar o peso através da alimentação, mas quando são encorajados a ser activos pelo menos durante 150 minutos por semana, eles apresentam melhorias no perfil enzimático e outros índices metabólicos, não ligados à perda de peso. À medida que a taxa de obesidade faz uma escalada mundial, a doença do fígado gordo torna-se uma epidemia com consequências desastrosas, nomeadamente para o coração. Tal como o nome sugere trata-se da acumulação de gordura no fígado. Só tardiamente é que há sintomas como fadiga ou dor abdominal. Nos homens está ligado à falta de libido e à impotência, pois transforma a testosterona em estardiol. Esta gordura conduz a inflamação hepática crónica e muitas vezes a cirrose hepática. Um estudo publicado no European Journal of Gastroenterology and Hepatology em 2006 demonstrou que após 3 meses de nutrição adequada e exercício moderado havia uma melhoria na história desta doença. Qual é então o melhor exercício para esta patologia? À cabeça é o exercício de resistência como a marcha vigorosa. Adicionalmente o exercício com pesos completa o quadro.

Dom | 26.07.09

Cara Maria Ferreira

Dr. Luís Romariz

Ola mt boa noite sr.Dr. Luis Romariz. Agradeço imenso pelas dicas. Vou fazer as analises que me aconselhou. Irei tomar tb o magnesio e o Q10, mas surje uma pergunta, esta medicação faz engordar? É que o meu IMC é de 27. Tenho sobrepeso, mas eu sempre me conheci assim, ja nasci com 5 kg. Ng da minha família é diabetica. Fiz o TGC apos refeição e foi de 115. Tb tive que extrair a vesícula de urgência (há cerca de 2 anos)devido a uma pancreatite aguda, interfere com em alguma coisa? Estou receosa, Pois só agora recentemente atravéz de um e-mail que recebi tive conhecimento que posso desenvolver diabetes ( nunca nenhum médico me informou de tal nem me prescreveu alguma dieta). Devo confessar que estou mm com receio, que já possa ser um pouco tarde de algumas asneiras feitas!!!! Fico a pensar no que o Dr. disse e concluo, que ainda não tive a sorte de encontar um médico que realmente se interesse. Se me der algum contacto da clinica onde trabalha mt provavelmente o visite, ja com os resultados das analises clinicas que me aconselhou. Grata pela atenção, e o que está a fazer com o seu blog é um serviço público de mt valor. Bem haja Maria Ferreira

 

Claro que a diabetes está relacionada com o IMC, mas este é um índice pouco fiável! A prova de tolerância à glicose sendo normal e se a sua insulina for normal afasta o espectro da diabetes. Mas se retirar da sua alimentação todos os hidratos de carbono de médio/alto índice glicémico - açúcar, doces, pão, farináceos, batata, massa, arroz, etc. - e aumentar a sua ingestão proteica - ovos, carne e peixe, etc.- poderá ver o seu sobrepeso diminuído, e desta forma o risco de diabetes. Nunca coma entre as 3 refeições, pois está a aumentar a insulina e o risco de sobrepeso e diabetes. Um pequeno almoço bem proteico é fundamental. Se não conseguir comer ovos, queijo, ou iogurtes pode optar pela proteína de soro de leite que é altamente eficaz. Eu e a minha família usamos a proteína da Garnell. Poderá , caso ache oportuno, contactar esse fornecedor pelo 964241756. Se me enviar o seu mail, terei todo o gosto em lhe fornecer um menu.

 

Dom | 26.07.09

CÓLICA RENAL

Dr. Luís Romariz

Cerca de 10-15% dos adultos serão diagnosticados com cálculos renais durante a sua vida. Uma vez que se tenha uma crise de cólica renal, a hipótese de recorrência é cerca de 70 a 80%, e quanto mais novo for na data da 1ª crise, maior será o seu risco de recorrência. Tipicamente, uma pedra no rim é o resultado de uma super saturação de minerais e sais ácidos na urina, tais como cálcio e ácido úrico, os quais cristalizam e formam massas sólidas. Isto pode acontecer por não ingerir água suficiente, e se a urina for ou muito ácida ou muito alcalina. Certos medicamentos também podem promover a formação de cálculos urinários, nomeadamente o Lasix (furosemida), e o Xenical, entre muitos outros. Muitos cálculos contêm cristais de vários tipos, com o cálcio como ingrediente-chave. Contudo, normalmente predomina um tipo de cristais, e a sua determinação ajuda ao diagnóstico da causa subjacente. O tipo mais frequente é o oxalato de cálcio, compreendendo 75% de todos os casos. O oxalato encontra-se nalguns frutos e vegetais, mas o fígado é o grande produtor. Se pensa que a melhor estratégia para evitar as crises é abolir a ingestão de cálcio, essa não é uma boa ideia, porque normalmente o cálcio da dieta liga-se ao oxalato, e ajuda a excretá-lo pela urina. Outros tipos de cálculos e as causas subjacentes incluem:

·        Estruvite, mais frequente nas mulheres, são na maioria o resultado de infecções urinárias.
·        Ácido úrico, são um produto do metabolismo das proteínas
·        Cistina, representam uma pequeníssima percentagem
Dois factores de risco no desenvolvimento de cálculos renais incluem a hipertensão arterial e os problemas digestivos (dispepsias). Normalmente não há sintomatologia até o cálculo se mover para o uréter – o tubo que liga o rim à bexiga. Nesse caso são comuns os seguintes sintomas:
  • Dor no flanco ou lombar, debaixo das costelas
  • Crises dolorosas de 20 a 60 minutos, variando em intensidade
  • “Ondas” de dor irradiando do flanco ou região lombar para o baixo abdómen e testículo
  • Urina turva, sanguinolenta ou com mau odor
  • Dor ao urinar ou persistência da vontade de urinar – urgência em urinar
  • Náuseas e vómitos
  • Febre e arrepios indicam uma infecção do trato urinário
A dor é resultante da distensão dos tecidos acima da localização da pedra, dado que ela bloqueia a passagem da urina. Para o diagnóstico é importante a recolha e análise de qualquer cálculo, bem como uma urina de 24 horas e uma radiografia. Há dois alimentos que contribuem de forma particular para a formação de oxalatos – a soja, e a cerveja. Outros podem incluir:
  • Espinafres
  • Chocolate
  • Morangos
  • Trigo
  • Frutos secos
Uma dieta com elevado teor em açúcar também pode contribuir para a formação de pedra dado de o açúcar interfere com a absorção do cálcio e do magnésio. Os alimentos processados – ricos em sal – aumentam o teor de cálcio e de oxalato na urina.
Provavelmente a medida mais eficaz para a prevenção desta patologia consiste na ingestão abundante de água. Uma boa maneira de saber se estamos bem hidratados é verificar a coloração da urina – que deve variar entre um quase transparente até uma ligeiro amarelado. No Verão juntam-se frequentemente dois factores de risco: o calor e a consequente desidratação e a ingestão de cerveja. Cuidado com os refrigerantes os quais estão carregados de fósforo. Finalmente, saiba que embora possa parecer paradoxal, o exercício tem acção preventiva na formação de cálculos.
Sab | 25.07.09

MENOPAUSA PRECOCE E O SOBREPESO

Dr. Luís Romariz

A MENOPAUSA PRECOCE, E O SOBREPESO aumentam dramaticamente o risco de cancro do endométrio – especialmente antes dos 45 anos – em cerca de 6 e 20 vezes respectivamente. A obesidade é um risco bem conhecido de cancro do endométrio, mas poucos dados quantificaram este risco em mulheres mais jovens. Os investigadores avaliaram 421 mulheres (idades entre 20 – 54 anos) com cancro do endométrio e que participaram no Cancer e Steroid Hormone Study, e um grupo de controlo com 3159 mulheres sem cancro. As participantes foram escalonadas segundo o sei índice de massa corporal (IMC)

Independentemente da idade da menopausa, as mulheres com cancro do endométrio eram mais propensas as sobrepeso ou obesidade. Nas que tiveram uma menopausa muito precoce, antes dos 45 anos, as mais obesas tiveram um rico acrescido de vinte vezes. Infelizmente não se soube quais das mulheres afectadas tiveram ciclos anovulatórios crónicos – ciclo em que falta a progesterona – um factor de risco para o cancro do endométrio. Contudo, o estudo demonstra claramente um risco aumentado segundo a massa gorda e a idade da menopausa. Obviamente que a substituição com progesterona – hormona bioidêntica – poderia ter conduzido a um desfecho menos desfavorável no caso das menopausas precoces.

Sex | 24.07.09

AUMENTO DA LONGEVIDADE ATRAVÉS DA RESTRIÇÃO CALÓRICA

Dr. Luís Romariz

Um regime alimentar de restrição calórica mas com nutrição optimizada foi dado a um grupo de macaco, enquanto outro grupo servia de testemunho.

A restrição calórica de cerca de 30% aumentou a longevidade de muitos animais, mas estava por provar ser efectiva nos primatas. Este regime alimentar está associado a uma significativa redução do risco de doenças crónicas e envelhecimento — nomeadamente diabetes, cancro, e doença cardiovascular.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do  Wisconsin verificou que os macacos submetidos a restrição calórica tinham 1/3 do risco de morte prematura relacionada com o envelhecimento; as taxas de cancro e de doença cardiovascular eram 50% menor que no grupo testemunha; mais, 42% do grupo de controlo  — mas nenhum do grupo de restrição calórica — desenvolveram prediabetes ou diabetes. Como esperado, os macacos em restrição calórica tinham muito melhor sensibilidade à insulina, menor peso corporal, muito menor massa gorda, e menor declínio na massa muscular.  Também tinham a massa cinzenta cerebral melhor preservada nas zonas do cerebro associadas a tarefas de funções executivas.

Este estudo demonstra de forma convincente que a restrição calórica sustentada tem um impacto altamente positivo na saúde e no desenvolvimento do envelhecimento.

Afinal, “DE LAUTAS CEIAS ESTÃO AS CAMPAS CHEIAS.”

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