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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Sex | 19.06.09

OSSOS E OSTEOPOROSE

Dr. Luís Romariz

Vou fazer duas perguntas fundamentais aos meus leitores. De que são formados os ossos? Osteoporose é a falta de quê?

Já pensaram? Aposto que a maioria respondeu que os ossos são formados por cálcio, e que a osteoporose é uma deficiência óssea devida à falta de cálcio.

Nada mais errado!

Em primeiro lugar os ossos são formados por uma matriz (espécie de esponja) proteica a qual é posteriormente mineralizada. Daqui já podemos inferir que sem uma boa quantidade e qualidade de proteínas não poderemos ter ossos saudáveis. Para que haja um bom metabolismo proteico é necessário estimulação – exercício – e aporte nutricional. Já referi também o conceito errado de que à medida que vamos envelhecendo precisamos de menor ingestão proteica. Nada mais errado pois os nossos ossos, músculos, enzimas, hormonas e imunoglobulinas são formados fundamentalmente por proteínas.

Quanto à segunda questão, estão provavelmente espantados, a falácia é mais grave pois generalizou-se a ideia de que osteoporose é igual a falta de cálcio nos ossos. Ora a componente mineral dos ossos é formada por cálcio… e mais uma dúzia de minerais – boro, crómio, enxofre, ferro, flúor, fósforo, magnésio, manganésio, potássio, selénio, silício, e zinco. Espantoso!

Então, a osteoporose é a falta de mineralização da matriz óssea proteica – e neste contexto não é apenas o cálcio que está em deficit. Os outros nutrientes também têm o seu papel na osteoformação e na QUALIDADE do osso. Aqui dou preferência à qualidade em detrimento da quantidade. Os ossos têm de ser capazes de responder a vários tipos de stress – carga, tensão, etc. – e os vários minerais contribuem para esta resposta.

A maioria das pessoas pensa que a osteoporose é devida à menopausa e ao envelhecimento, e que pode ser curada com cálcio, TSH ou medicamentos tipo Fosamax, Bonviva, Actonel, etc. Isto é extremamente redutor pois há um variado número de hormonas e elementos que regulam a qualidade do osso.

Tendo já focado a questão do aporte proteico, há que referir que na homeostasia do osso/cálcio intervêm várias hormonas – paratiroide, vitamina D, tiróide, testosterona, progesterona, estrogénios, cortisol, DHEA, vitamina K, e IGF-1 (hormona do crescimento). Todos actuam EM CONJUNTO para a boa saúde óssea, e qualquer tentativa redutora – como tomar cálcio, tomar medicação, etc. – conduz a um osso de má qualidade e como tal à possibilidade de fracturas. Reparem que para que o cálcio possa ser absorvido no intestino é precisa a vitamina D activada. Infelizmente, a minha prática médica diz-me que a maioria dos portugueses são insuficientes nesta vitamina!

Então fazer o quê?

Ingerir proteína de boa qualidade (proteína de soro de leite), efectuar exercícios com pesos, apanhar sol, fazer uma optimização hormonal bioidêntica, comer legumes e usar sal marinho não refinado pois contem todos os minerais de que necessitamos. E NÃO fumar!

Qui | 18.06.09

APRECIE AS REFEIÇÕES

Dr. Luís Romariz

 

Dos seguintes items algo lhe parece familiar?

·        Costumava comer tudo o que quisesse, mas agora tem na memória uma lista de alimentos que lhe fazem mal.

·        Sente-se inchada após uma refeição a ponto de querer alargar a cintura.

·        Evita certos restaurantes ou certos tipos de alimentos.

·        Tem frequentemente gases nos intestinos.

·        Tem obstipação com frequência.

Se tem ocasionalmente problemas com o seu aparelho digestivo, saiba que não está só. O desconforto de aerocolia ocasional afecta de 10 a 30% da população. Ouço frequentemente queixas de doentes sobre distensão abdominal e gases. E sobre embaraço social também.Tudo isto porque o seu aparelho digestivo não está a funcionar como devia!

Felizmente, se a sua situação for igual à de vários dos meus pacientes ao longo dos últimos anos, há muita coisa que pode fazer para minimizar esta situação. Perca alguns minutos com o seguinte questionário:

Ocasionalmente sinto-me inchada após uma refeição.

S

N

Tenho mais de 30 anos.

S

N

Sinto frequentemente com indigestão.

S

N

Algumas vezes tenho gases após comer.

S

N

Ingiro uma ou mais grandes refeições por dia.

S

N

Mais do que 15% da minha alimentação é carne.

S

N

Como rapidamente.

S

N

Sinto-me frequentemente com a energia em baixo.

S

N

PONTUAÇÃO

4+ ‘SIM':  Deverá procurar ajuda para melhorar a sua digestão e obter os nutrientes de que necessita.

2-3 ‘SIM' : Continue a ler sobre digestão e ingira um probiótico.

0-1 ‘SIM': mantenha-se vigilante.

Assim, ingira enzimas digestivas, mastigue bem os alimentos, não mastigue pastilha elástica, ingira probióticos e produtos fermentados!

 

Qua | 17.06.09

ALZHEIMER E VITAMINA "D"

Dr. Luís Romariz

Há vários factores de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer ou de demência vascular. Um crescente número de estudos científicos aponta para a conexão entre estes factores e a insuficiência em vitamina “D”. O Dr. William B. Grant do Sunlight, Nutrition, e Health Research Center (SUNARC) alerta para a necessidade de uma futura investigação sobre a possibilidade de elo entre a vitamina “D” e estas demências.
Níveis muito diminuídos de  25-hidroxivitamina D (colecalciferol) têm sido relacionados com doença cardiovascular, diabetes, depressão, cárie, osteoporose e doença periodontal, sendo todos eles considerados factores de risco de demência ou que precederam a demência. Por exemplo, vários estudos relacionam a perda de dentes com a diminuição da actividade cognitiva (pensamento). Ora a perda de dentes está relacionada com cáries e com doença periodontal, por sua vez ligadas ao deficit de vitamina “D”.

Na minha prática clínica tenho constatado que a maioria dos pacientes tem uma grave insuficiência em vitamina “D”.

Os cientistas começam a entender que a vitamina “D” está ligada à saúde cerebral, pois o cérebro tem receptores para esta vitamina (de facto há 36 tipos de tecidos que respondem à vitamina “D,” incluindo a medula óssea, mama, cólon, rins, próstata, pulmão, retina, pele, estômago e útero. Actualmente sabemos que dos cerca de 30 000 genes do nosso corpo 2 000 são influenciados pela vitamina “D.”



 

Qua | 17.06.09

HEMORRÓIDAS

Dr. Luís Romariz

As hemorróidas não são um tema agradável e pode ser embaraçoso discuti-lo – mesmo que seja com um especialista. Mas são um problema muito comum quer nos homens quer nas mulheres. De facto, de acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e doenças Digestivas, é estimada em 50% a incidência de hemorróidas na população acima dos 50 anos.

As hemorróidas são veias das paredes do recto e ânus que se tornam proeminentes, edemaciadas e inflamadas. Podem formar-se quer interna quer externamente, e podem dar dor e sangramento.
Se tiver hemorróidas dentro do ânus, acima da junção do recto e ânus, significa que tem hemorróidas internas. Se estiverem abaixo desta junção consideram-se externas. Ambos os tipos podem exteriorizar.

As hemorróidas causadas na maioria das vezes por um aumento de pressão, usualmente por obstipação. Outra causa frequente é a obesidade.
Se sangrar do ânus e suspeitar de hemorróidas, saiba que o melhor será consultar um médico pois o sangue põe ser originário de outras causas, nomeadamente cancro rectal. A vitamina D é um dos melhores meios de reduzir o risco de cancro colorectal.

O objectivo principal deverá ser a prevenção das hemorroidas:

·         Coma pelo menos 25 gramas de fibra solúvel.

·         Coma laranjas pois contêm alta percentagem de flavonoides.

·         Faça exercício regularmente.

·         Beba muita água.

·         Tome regularmente um probiótico.

·         Elimine o stress.

Pratique hábitos saudáveis em relação aos intestinos. A maneira mais saudável de eliminar as fezes é a posição de cócoras.

Ter | 16.06.09

WHEY

Dr. Luís Romariz

Médicos locais em Zurique, Suíça, estavam indecisos acerca da maneira como podiam ajudar um determinado homem a ficar mais saudável. Por razões desconhecidas, e apesar da sua óptima saúde, este homem viajara até Gais uma remota aldeia Suíça, na montanha.

Uma vez instalado na aldeia, ele começou a rejuvenescer lentamente. Ele declarou que a sua energia estava a ser amplificada por uma dose diária de um subproduto dos lacticínios chamado de proteína de soro de leite, mais conhecido pela palavra inglesa whey. Pouco tempo depois, passou-se a palavra sobre os benefícios que ele conseguiu com o whey. Estávamos no ano da graça de 1749.
Teria ele ouvido as discussões locais sobre um espantoso ingrediente promotor da saúde encontrado nesta aldeia de montanha? Ou estava consciente da antiga utilização do whey
por parte dos Gregos, vários séculos antes?

De qualquer forma, após a sua visita foi criado um spa de montanha. Outros irromperam pela Suíça, Áustria e Alemanha. A realeza europeia viajou para os spas, esperando ter benefícios iguais aos que ele obteve deste subproduto lácteo.

Esta história ainda hoje tem veracidade pois os benefícios do whey cada vez mais são conhecidos.

Já no ano de 420 A.C. na Grécia antiga, Hipócrates o “Pai da medicina,” recomendava aos seus pacientes as proteínas do soro de leite. E na Europa da idade-média os médicos promoviam o whey como um poderoso tónico. Actualmente sabemos que:

·       Ajuda a promover e regularizar a produção de insulina e a estabilizar o açúcar no sangue após as refeições.

·       Ajuda, e muito, a ter um peso saudável.

·       Ajuda a uma saudável função imune.

·       Acelera o crescimento muscular e impede a falta de músculo em idades avançadas (sarcopenia)

 

 

Em resumo, é um extraordinário alimento/suplemento com capacidade para nos tornar mais saudáveis e impedir a degradação proteica a que ficamos sujeitos com o passar dos anos. È um elemento chave num programa de emagrecimento saudável, e a sua relação custo/benefício é altamente favorável. Torna-se muito mais barato do que bife do lombo. Claro que devemos privilegiar as marcas sem adoçantes e que vendem o produto ao preço de lacticínios e não ao preço de ouro…

Seg | 15.06.09

A VITAMINA ESQUECIDA

Dr. Luís Romariz

A vitamina K tem vindo a ser ligada à saúde dos ossos. Coração e até da próstata, mas as articulações e as cartilagens podem beneficiar de uma suplementação com vitamina K. Esta vitamina que é muito pouco conhecida – a maioria dos profissionais de saúde liga-a apenas à coagulação do sangue – tem vindo a demonstrar papeis nunca antes suspeitados, tais como impedir a calcificação das nossas artérias.

O Professor Vermeer constata que os efeitos benéficos desta vitamina se estendem para além da saúde cardiovascular e óssea. Ele declara “Todas as doenças das cartilagens poderão beneficiar com a vitamina K2.”
A constatação das fontes de vitamina K tais como os vegetais verdes, produtos fermentados (natto e queijo), está a aumentar embora a maioria das pessoas ainda não tenha consciência dos efeitos benéficos e das fontes desta vitamina.
A vitamina K é conhecida como a vitamina esquecida pois é continuamente ofuscada por outros nutrientes mais bem conhecidos ou mais mediatizados. Contudo, esta vitamina liposolúvel é absolutamente essencial para formarmos ossos fortes e saudáveis, pois serve de “cola” que ajuda a inserir o cálcio e os outros minerais na matriz dos ossos. Inclusivamente, alguns estudos apontam para o facto que esta vitamina pode ter uma acção equivalente à dos medicamentos mais usados para a ostoporose, tipo Fosamax, mas sem os seus gravíssimos efeitos secundários.
A vitamina K também é essencial à prevenção da doença cardíaca, pois previne o endurecimento das artérias. Nas cartilagens, ossos, e articulações ela estimula a osteocalcina - uma proteína que aglomera os minerais no osso. Para além da sua conhecida acção pró-coagulante a vitamina K tem outros efeitos benéficos, nomeadamente:
  • Útil contra a doença de Alzheimer
  • Topicamente, reduz a descamação causada por agressão cutânea
  • Interfere com a insulina e com a glicemia (açúcar no sangue)
  • Propriedades antioxidantes
  • Benéfica com os tratamentos do cancro
Há que entender que a vitamina K tem várias formas, nomeadamente a K1 derivada das plantas e abundante nos espinafres, brócolos e couves; e a K2 produzida pelas bactérias amigas que colonizam o nosso intestino. Os alimentos fermentados como o natto e o kefir, têm tipicamente a maior concentração de K2 (menaquiona).
Na falta destes nutrientes é aconselhável fazer uma suplementação com menaquiona.
Sab | 13.06.09

QUE TIPO DE EXERCÍCIO É QUE DIMINUI, EM 40%, O RISCO DE CANCRO?

Dr. Luís Romariz

Os homens com musculatura mais forte, fruto de exercício regular, têm até menos 40% de risco de morrer de cancro quando comparados com os que não fazem este exercício – de acordo com os dados de uma nova investigação.

Os dados apontam para o facto da força muscular ser tão importante como estar magro ou comer saudavelmente quando toca a proteger o corpo de tumores.

Uma equipa de peritos seguiu o estilo de vida de 8 500 homens durante mais de duas décadas. Cada voluntário tinha consultas regulares de avaliação que incluíam testes sobre a força muscular. Os homens que faziam regularmente treino de resistência eram menos propensos a morrer de cancro numa base de 30 a 40%.
Mesmo entre voluntários com sobrepeso, o treino de resistência parecia ter um efeito protector, embora os cientistas concluam que manter um peso saudável era crucial para evitar uma morte prematura.
Mas eles acrescentaram, “À luz destes resultados, é igualmente importante manter uns bons níveis de força muscular.”
É possível reduzir as taxas de mortalidade por cancro promovendo o treino de resistência duas vezes por semana, com o maior grupo de músculos possível.


Devemos pois incluir exercícios de resistência no nosso esquema semanal de treino, e uma das primeiras razões para os treinos diminuírem o risco de cancro está no facto de o exercício promover o controlo da insulina. Também tem sido sugerido que a apoptose (morte celular programada) é despoletada pelo exercício, causando desta forma a morte de células cancerosas.

Conforme tenho frequentemente dito, a minha equipa aconselha o treino de alta intensidade pois é mais eficaz especialmente a libertar hormonas rejuvenescedoras. Muitas vezes é dito que a beleza tem um preço, mas a saúde também não é grátis – temos de fazer por isso, por muito que nos custe fazer exercício físico! 

Sex | 12.06.09

BRINCAR

Dr. Luís Romariz

Todos sabemos que brincar é algo muito importante para as crianças. As brincadeiras estimulam a coordenação motora, reforça o papel dos adultos e ensina a interacção social, e basicamente desenvolve capacidades. Mas, muitas pessoas desenvolveram a ideia de que fazer jogos apenas é importante para as crianças, o que não é verdade.

Brincar é importante independentemente da idade. O historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) uma vez descreveu a nossa espécie como Homo sapiens, “gente sensata”,mas Homo ludens, “gente brincalhona”.

Brincar é importante para a nossa saúde. Muitas das brincadeiras envolvem exercício físico, o que é uma coisa boa, mas há mais benefícios. Brincar alivia o stress e liberta um sem número de substâncias que implementam o bem-estar, especialmente a nível cerebral, o que torna a brincadeira agradável e alivia a tensão através do corpo todo.

Brincar faz bem ao cérebro, também. Brincar active todo o lado direito do cérebro, criando um estado de hiperactividade que muda literalmente a maneira como vemos o mundo.

Brincar unifica o corpo com a mente.  Ao brincarmos, faz-se a ponte entre as sensações físicas e mentais.

Brincar cria laços sociais. Há evidência de que os primeiros laços sociais são desenvolvidos pela brincadeira. À medida que uma criança desenvolve o sentido da sua identidade e começa a reconhecer os outros como seres com uma identidade própria, começa a aprender a brincar e a socializar ao mesmo tempo. Isto não se desvanece à medida que envelhecemos – brincar ainda é uma fundação sólida do nosso comportamento social.

Felizmente, há um remédio fácil e eficaz para a nossa privação de brincar: saia e participe!  

Qui | 11.06.09

OS 20 SINTOMAS DE CANCRO QUE AS MULHERES MAIS IGNORAM

Dr. Luís Romariz

Não confie apenas nos testes de rotina para se proteger do cancro. É igualmente importante “ouvir” o nosso corpo e notar se há algo de diferente ou inexplicável.

Eis alguns sinais a que frequentemente damos pouca atenção:

 

1. Respiração ofegante ou ruidosa. Pode ser um dos primeiros sinais de cancro pulmonar.

2. Tosse crónica ou dor no peito. Vários tipos de cancro, incluindo leucemia e tumores pulmonares, podem causar sintomas que mimetizam uma tosse persistente ou uma bronquite.

3. Frequentes episódios de febre ou infecção. Pode ser o caso da leucemia, que diminui a capacidade imune de forma marcada. Ecografia abdominal para avaliar o tamanho do baço.

4. Dificuldade em engolir. Pode estar associado a cancro do esófago ou da laringe. Nalguns casos pode aparecer com o cancro pulmonar. EDA


5. Gânglios linfáticos aumentados no pescoço, axilas ou nas virilhas. Podem ser um sinal de cancro, mas raramente o é quando o aumento é súbito e doloroso. Ecografia das partes moles.

6. Excessivas pisaduras ou sangramentos que não param. Isto reflecte algo de anormal em relação às plaquetas e aos glóbulos vermelhos, podendo ser um sinal de leucemia. Ver o baço.

7. Fraqueza e fadiga.
A fadiga e fraqueza generalizadas. Embora possam estar ligadas a qualquer doença, estes sintomas quando não melhoram nem um pouco com o sono e o descanso podem estar subjacentes a um cancro.

8. Distensão ou obesidade abdominais súbitas. Muitas vezes estão ligadas a um cancro do ovário.

9. Sensação de enfartamento e incapacidade para comer. Este é mais um dos sintomas frequentes do cancro do ovário.

10. Dor pélvica ou abdominal. Pode estar ligada a uma leucemia – por aumento do baço -  ou ao cancro do ovário.


11. Sangramento rectal ou sangue nas fezes. É um sinal comum do cancro colorectal. Faça uma colonoscopia.

12. Emagrecimento inexplicável. É um sinal precoce nos cancros digestivos; também pode estar presente numa metastização para o fígado.


13. Dores de estômago. Pode ser indício de cancro digestivo.

Faça uma endoscopia digestiva.


14. Uma mama inchada, tensa ou avermelhada. Estes sintomas podem indicar um cancro da mama associado a inflamação. Uma ecografia mamária poderá demonstrar a necessidade de uma mamografia.

15. Alterações nos mamilos. É muitas vezes o único sinal de cancro da mama. Atenção aos mamilos achatados, desviados para um lado ou que envaginam.

16. Menstruações super abundantes ou a meio do ciclo. Podem ser sinal de cancro do endométrio. Peça uma ecografia endovaginal.

17. Inchaços ou outras alterações no rosto. Estão muitas vezes associadas a cancro do pulmão.

18. Uma ferida que não cura ou que sangra. Pode estar ligada a cancro da pele. Desconfiar de melanoma se tiver alterações na cor (vermelhos e pretos) e se estiver em lugares de pouca ou nenhuma exposição ao sol.

19. Alterações nas unhas. Unhas sob as quais aparecem pontos negros podem indicar um melanoma. Alargamento das pontas dos dedos com unhas que se curvam pode indicar cancro do pulmão, enquanto unhas pálidas ou brancas podem indicar um cancro do fígado.

20. Dor as costas ou no flanco direito. É muitas vezes a 1ª queixa dos doentes com cancro no fígado. Muitas vezes pode significar um cancro da mama.

Qui | 11.06.09

ESTRATÉGIAS PARA PERDER PESO

Dr. Luís Romariz

A PREVALENCIA DA OBESIDADE DUPLICOU DESDE 1980. Os últimos estudos revelam pela primeira vez, os Americanos obesos ultrapassam em número os que apenas têm sobrepeso. Porque falamos sempre sobre os Americanos?

Primeiro porque é o país com maior número de população/estudos credíveis, e em segundo acabam por ser importados para Portugal, com algum atraso temporal o que nos pode dar algum tempo para reflectir sobre os malefícios deste tipo de vida. O resultado da guerra contra a obesidade é uma pesada derrota. Têm sido descurados os achados que indicam que há uma resposta positiva quando se usa em conjunto a optimização hormonal com hormonas bioidênticas, certos medicamentos de prescrição médica, nutrientes e alterações dos hábitos de vida.

A razão porque estas estratégias de perda de peso não têm tido a atenção devida deve-se ao facto de terem sido implementadas isoladamente, falharem frequentemente as expectativas das pessoas obesas ou com sobrepeso. Convenhamos que é muito dificil “catequisar” as pessoas para alterar o seu estilo de alimentação, exercício, etc, em que os resultados são seguros mas lentos, em detrimento de umas dietas ou “pílulas mágicas” em que rapidamente se vê o fiel da balança a descer – não importa à custa do que for – e já se cabe no tal fato de banho ou nos calções de que tanto gostamos. Acabada a época balnear, que até é curta no nosso País, tudo volta ao antigamente e uns vestidos mais largos ou uma roupa mais Outonal disfarçam minimamente. Francamente ainda não vi uma mulher com sobrepeso estar preocupada com a sua saúde, antes com a asua aparência!

O excesso alimentar está associado à distensão do abdómen. O que se esquece é o que acontece após o excesso de gorduras e açucares terem deixado o aparelho digestivo e terem entrado na corrente sanguínea. As pessoas das sociedades modernas sucumbiram à propensão patológica para ingerirem excesso de “calorias” durante o dia, e às vezes durante a noite. O resultado do excesso de ingestão alimentar espelha-se no facto de que o nosso sangue está crónica e permanentemente cheio de açucares e gorduras. Esta exposição constante resulta numa resistência à insulina, num stress oxidativo aumentado (excesso de produção de radicais livres/oxidantes), inflamação vascular, activação das plaquetas (com a consequente tendência para a formação de coágulos), e como somatório um aumento substancial do risco de diabetes,  ataque cardíaco ou “trombose cerebral”.

Esta sobrecarga crónica de açucares e gorduras no sangue tambem contribui para o aumento de peso e posterior obesidade. Isto é, o sangue nunca está livre de um excesso de nutrientes como seria desejável entre as refeições. A menos que se tomem resoluções, a maioria das pessoas estará num estado pós-prandial (após refeição) permanente. Na nossa sociedade moderna não somos capazes de ter o estômago vazio. Entre as refeições estamos sempre a comer qualquer coisa, seja uma maçã, um bolo, uma bolacha, umas pipocas, um chocolate, um gelado, etc.
E o pior é que a maior parte deste snacks é sancionada pelos nutricionistas e pelos meus colegas médicos. Às vezes até duvido que estes médicos tenham alguma vez aberto um tratado de fisiologia e de bioquímica…

Assim, estamos num estado de hiperinsulinemia crónico (aumento sanguíneo da insulina) e daí à diabetes e ao sobrepeso é um passo!
A ingestão de fibra solúvel antes das refeições – cerca de 25 gramas – ajuda a normalizar a resposta insulínica. Convem não esquecer que pessoas que têm uma glicemia e triglicéridos normais em jejum, ainda assim têm frequentemente um excesso pós-prandial (de 3 a 6 horas) de glicose e gorduras. Os quatro passos para reverter a carga pós-prandial são:

  • Redução da ingestão calórica á custa de refinados (doces, pão, pipocas, etc) e óleos ómega-6 (óleos vegetais)
  • Bloquear  a absorção rápida dos açucares com fibra solúvel
  • Inibir a abosorção dos açúcares, seja com inibidores das enzimas, seja com acarbose.
  • Optimizar as hormonas, tendo em conta que as hormonas não bioidênticas (caso dos anticoncpcionais) podem levar a aumento de peso, e que o hipotiroidismo fruste é uma realidade muito mais frequente do que se pensa – meça a sua temperatura de manhã e ainda na cama. Se tiver 3 leituras em dias seguidos abaixo de 36.5º C muito provavelmente terá um hipometabolismo. A testosterona impede a deposição de trigliceridos na cavidade abdominal. A diminuição dos estrogénios promove o aumento de peso na mulher.
  • Implementar um programa acessível de exercício físico.