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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Qui | 14.05.09

REVITALIZAÇÃO do CÉREBRO

Dr. Luís Romariz

Até há pouco tempo pensava-se que as células cerebrais com que morríamos eram a diferença entre as que obtinhamos ao nascer e as que iamos perdendo ao longo da vida.

Em determinada altura percebemos que poderia haver uma melhoria cerebral por aumento das ligações entre os neurónios, mas sempre duvidamos que houvesse REGENERAÇÃO cerebral.

Pois como é usual, teremos de deitar por terra os nossos conceitos e acreditar que afinal as células cerebrais podem ser regeneradas sob os estímulos apropriados. Imaginem, ficar mais novo da "cuca". Até parece brincadeira, mas não é. Estudos recentes apontam para o facto de que sob estímulos apropriados há um crescimento e rejuvenescimento cerebral a partir das células estaminais que o cérebro contém. E quais são esses estímulos?

Ácido docosahexanoico (um tipo de óleo ómega-3 que constitui a maior parte da nossa massa cerebral) e exercício de aeróbica. Tão só? Sem "ses". 

Claro que tem de ser na dose certa (para mais do que para menos) e o exercício tem de ser cientificamente prescrito (este sim, nem de mais nem de menos) e hormonalmente validado.

Há mais? Sim, temos de ter disponíveis os antioxidantes cerebrais (ácido lipoico, benfotiamina, astaxantina, betacaroteno, etc.) e temos de manter a glicémia (valor do açúcar no sangue) em valores óptimos. É que o aumento do açúcar, tal como o do cortisol, mata-nos os neurónios!

Então o que fazer dos medicamentos para aumentar a memória, os vasodilatadores cerebrais, etc? É entregalos na farmácia e procurar um novo estilo de vida.

Qua | 13.05.09

Cara Filomena

Dr. Luís Romariz

Em relação à questão que me coloca sobre os suplementos para a neuropatia diabética, quero dizer-lhe que o ácido lipoico, a vitamina B12, a vitamina D e em especial uma forma modificada de vitamina B1 - a Benfotiamina - podem ajudar.

Mas o controlo da glicémia é essencial.

 

Qua | 13.05.09

TERAPÊUTICA SUBSTITUIÇÃO HORMONAL

Dr. Luís Romariz

Pouco a pouco surgem notícias e sobre os problemas de uma estratégia terapêutica, eufemísticamente chamada de terapia de reposição hormonal. Agora surge a triste perspectiva de haver um incrível incremento de transtornos circulatórios cerebrais (triplica o risco de derrame, entre outros problemas). Já há estudos suficientes que demonstram o aumento no risco de cancro de mama, e uma série de outras enfermidades.

Bem, cabe no mínimo perguntar, o que deu errado? Talvez seria melhor perguntar, porque deu errado. Ou quem sabe, poderia dar certo?  Quando falamos de reposição hormonal, estamos a falar de um procedimento médico criado, ou pelo menos difundido por um médico nova-iorquino chamado Robert Wilson. Ele entendia que a mulher perderia seus principais atributos de feminilidade com a perda da menstruação. Mas isto não seria o fim. As mulheres não perderiam os seus atractivos para os homens. Já havia pelo menos um remédio para isto. O laboratório Wyeth já havia lançado o Premarin, que rapidamente se transformou num dos medicamentos mais vendidos nos EUA e no mundo. O seu rótulo é apelativo: estrogénios conjugados naturais. Só a palavra “naturais” já sossega as pessoas!

Nestes quase 40 anos ocorreu algo muito interessante. Faltou curiosidade. Faltou fazer algumas perguntas tão óbvias, que talvez por isso nem foram feitas.

O Dr. Wilson afirmou que a menopausa é um problema, e é um problema causado pela baixa de estrogénios na mulher – ponto! "Feminine forever" (1966) foi um livro de incrível sucesso e prometia a juventude eterna para o público feminino, garantindo assim a atractividade para os homens. Nada mais machista.

No início reposição hormonal era apenas a reposição de estrogénios. Mas um significativo aumento no cancro do útero quase levou a primeira fase desta terapia a um fracasso mórbido. Isso foi contornado com o uso de progestinas (substâncias artificiais que imitam as funções da progesterona), e que têm como ícone a medroxiprogesterona (Proveral) o que levou tal tratamento ao ápice nos anos 90, quando até o coração poderia ser protegido.


O Dr. John Lee, mais curioso que os seus colegas, lembrou-se de fazer perguntas e obteve as respostas. Em primeiro lugar,  a menopausa em si não é um problema médico a ser tratado. Em segundo lugar,  a menopausa sintomática não é devida só à baixa hormonal. É devido a uma baixa desequilibrada de taxas hormonais, uma vez que a progesterona baixa em demasia (quase a zero), fazendo que o estrogénio, mesmo baixando, fique sempre activo (predominância estrogénica). Em terceiro lugar, devido à precisão nos receptores hormonais, é imperativo que se use hormonas bio-idênticas, o que não ocorre com as progestinas sintéticas, nem mesmo com os estrogênios conjugados (são naturais e idênticos para os equinos, não para o ser humano).

Logo, a terapêutica de reposição hormonal (com hormonas não naturais) nunca passou de um título atractivo, mas grosseiramente equivocado: o que mais falta, é a progesterona (o protocolo previa o uso de estrogénios e progesterona como coadjuvante), e o que se adiciona são substâncias distintas das necessárias (falta bio-identidade), além de usarem como via de administração a via oral, o que provoca uma fractura metabólica, pela primeira passagem no fígado. Além do mais, reduziu esta questão ao aspecto biológico, esquecendo de integrar aos transtornos da menopausa as questões psicológicas, alimentares, sócio-culturais, entre outras, dentro do universo de contextos que o drama da mulher pode estar inserido.

Com tantos vícios de origem, e um grande desrespeito com a condição feminina, o inusitado é a surpresa que a opinião pública demonstra com a divulgação de tantos estudos que incriminam este tipo de tratamento.

Quando o ser humano foge demais da natureza, o preço a ser pago costuma ser muito alto.  Talvez mais alto em sofrimento do que os bilhões de dólares que a venda destes medicamentos já gerou nestas últimas décadas.


(Premarin (PREgnant MARes' urINe) é um composto de estrogénios extraídos da urina da égua prenha, que tem elementos diversos daqueles encontrados no ser humano, e em proporções bem distintas. Sobre isto ver o site: http://www.npr.org/news/specials/hrt.

Qua | 13.05.09

NOZES E CANCRO

Dr. Luís Romariz

Usando ratos de laboratório especialmente desenvolvidos para terem cancro da mama, os cientistas de Huntington, West Virginia levaram a cabo um estudo no qual alimentaram um grupo de ratinhos com o equivalente humano de 60 gramas de nozes diariamente, enquanto um Segundo grupo servia de controlo. Através de análise molecular, os pesquisadores descobriram que o aumento do consumo de omega-3 contribuiu para o declínio na incidência tumoral, mas que outras partes das nozes contribuíram igualmente.

Adicionalmente ao facto destes ratinhos terem menos e menores tumores em comparação com os que não obtiveram nozes na sua alimentação. Tal como o Dr. Hardman director do estudo notou” estes ratos tinham tipicamente uma incidência tumoral de 100% aos cinco meses; as nozes atrasaram essa evolução cerca de três semanas.”

As nozes têm múltiplos elementos que, individualmente, demonstraram abrandar o crescimento tumoral incluindo as gorduras ómega-3, os antioxidantes e os fitoesterois. Para alem disso, estudos anteriores que as nozes são ricas em compostos que reduzem o endurecimento das artérias mantendo-as flexíveis. As nozes são o ideal para um snack, recomenda Hardman.

O estudo que foi apresentado à Associação Americana da Pesquisa sobre o Cancro, relata o crescente evidência de que os omega-3 têm uma larga banda de benefícios para a saúde, desde prevenir as doenças cardíacas até baixar o risco de cancro.

Obviamente que tenho chamado a atenção, nos últimos dois anos, para os benefícios dos ómega-3 na saúde humana, especialmente a sua capacidade anti-inflamatória. As nozes e as amêndoas são ricas nestes compostos, bem como em complexo vitamínico E, o qual tem potentes propriedades antioxidantes. Convém não confundir vitamina E sob a forma de alfa-tocoferol (o que se vende nas espaços saúde, farmácias, etc.) com os tocoferois e tocotrienois naturais contidos nestes alimentos.

Seg | 11.05.09

ROSTO RADIOSO

Dr. Luís Romariz

Olheiras, olhos inchados e pés – de-galinha são os três maiores problemas capazes de tirar o brilho a um rosto bonito.

Olheiras:  
  • Lave a face suavemente, aplique um hidratante com escina e fenilefrina à volta dos olhos.
  • Aumente o consumo de água para um mínimo de 10 copos dia.
  • Aplique duas rodelas de pepino nos olhos durante 15 minutos.
  • Dormir um sono profundo durante 8 horas, pode eliminar as olheiras. Discuta com o seu médico a necessidade de tomar melatonina ao deitar.
Olhos inchados: 
  • Pode reduzir aplicando algodão embebido em 4 colheres de sopa de água fria com um pouco de gelo.
  • Aplicar uma saqueta de chá verde ou camomila bem fria nos olhos durante 15 minutos.
  • O pepino tem propriedades antinflamatórias capazes de reduzir os olhos inchados e a vermelhidão. Remover ao fim de 20 minutos. Aplicar hidratante de seguida.
Pés-de-galinha são aquelas rugas finas no canto dos olhos. Uma vez aparentes, torna-se difícil apagá-las. A melhor aposta ainda é a prevenção.
  • Use um filtro solar com SPF de 15.  
  • Use sempre óculos de sol no exterior.
  • Durma de barriga para cima. Se lhe for impossível, ao menos mude frequentemente de posição.
  • A pele debaixo dos olhos é fina e seca. Mexa-lhe suavemente, limpe bem a maquilhagem e aplique um hidratante próprio e biológico.
  • Use regularmente um creme de noite com tretinoína, devidamente personalizado.
Dom | 10.05.09

Cara Gina Silva

Dr. Luís Romariz

A sua questão é extramamente pertinente, no entanto há duas situações em relação ao oxigénio.

Sem oxigénio morremos! Sempre que há doenças ou manifestações de doenças que implicam um deficite de oxigénio, úlceras arteriais por exemplo, é aconselhável levar O2 em alta concentração a esses tecidos. Daí as cãmaras hiperbáricas e a utilidade da sua utilização.

A outra situação que se prende com o efeito deletério dos radicais livres de oxigénio, é fruto da nossa necessidade de oxidar os alimentos para assim produzir energia. Sempre que aumentamos o nosso metabolismo - seja por exercício, seja por ingerir alimentos - estamos a produzir estes compostos nocivos para a nossa saúde.

Imagine  a situação como a necessidade de ter uma lareira acesa no Inverno, mas temos as faúlhas que podem queimar os tapetes.

Daí a necessidade de não comer mais do que é o necessário e não efectuar exercício violento por demasiado tempo, e de ingerirmos suplementos de antioxidantes.

 

Imaginemos um automóvel que se dirige em velocidade de cruzeiro, nem de mais nem de menos. Com a adequada manutenção durará uma vida, sempre como novo...

Quantoà ingestão de água oxigenada, não há qualquer suporte científico. Quando muito poderemos arriscar queimar os tecidos do esófago ou estõmago.

 

 

Dom | 10.05.09

EXERCÍCIO, GLICOSE E SAUDE MENTAL

Dr. Luís Romariz

Diabetico ou não, a manutenção da glicemia em níveis normais é essencial para um pensamento claro. Este – o declinio cognitivo - é um assunto crucial para os cinquentões, segundo o estudo efectuado pela Universidadede de Columbia, que correlacionou os níveis de açucar no sangue com a capacidadede de envelhecer saudavelmente. Mais uma vez, o exercício fisico apropriado emerge como fundamental..
Fundado pelo Instituto Nacinal para o Envelhecimento, a Associação Americana de Diabetes e a Fundação McKnight , este estudo – Relações entre o controlo da glicemia em jejum e a função cognitiva e outros factores de risco cardiovascular - foi publicado na edição de Dezembro de 2008 dos Anais de Neurologia, e investigou a maneira como doenças para lá da meia-idade tais como diabetes e AVC afectam o declinio cognitivo. Os cientistas levaram a cabo exames abrangentes que incluiram uma ressonancia magnética cerebral para documentar enfartes cerebrais. O estudo mostrou que quanto mai elevados eram os níveis da HbA1c mais baixos eram os desempenhos cognitivos cerebrais. Os pesquisadores referiram que “quanto menor fosse a HbA1c, mesmo nos não diabéticos, melhor seria a resposta cognitiva cerebral.”
Os factores que capazes de reverter o declinio cerbral são:

Exercicio (quer aeróbico, quer de resistência)

Nutrição

Medicação

De acordo com a nossa (NewAge) experiência, a sinergia entre o exercicio aeróbico – 20 minutos por dia - e 3 sessoes semanais de exercicio de resistencia - a nutrição com baixa carga glicémica, a manutenção da HbA1c 5% e a suplementação antioxidante, têm um efeito muito positivo na capacidade cognitiva cerebral.

Como diz a sabedoria popular “o que é doce nunca amargou”, isso remete-nos para o apelo irrecusável dos doces, mas há sempre uma maneira científica de minimizar os estragos dos doces, mesmo que só se peque uma vez por semana.

Sab | 09.05.09

NOVAS ESPERANÇAS PARA COMBATER A GORDURA CORPORAL

Dr. Luís Romariz

Os cientistas descobriram que os ratos que tiveram açafrão na sua alimentação experimentaram uma redução na formação de tecido adipose e nos vasos sanguíneos que o alimentam. A curcumina é o polifenol major na especiaria a que chamamos açafrão. 

O crescimento e a expansão do tecido adiposo requerem novos vasos sanguíneos, um processo conhecido como angiogénese. No tecido adiposo, este processo é mediado pelas adipocinas nomeadamente a leptina, adiponectina, resistina, interleucina-6 e o factor vascular de crescimento endotelial (VEGF).

Para além disso, o colesterol total, os triglicéridos e os ácidos gordos livres baixaram muito nos que foram suplementados com curcumina.

Por outro lado comer mirtilos pode ajudar a livrar da gordura abdominal, e uma alimentação enriquecida com mirtilos pode alterar as condições que conduzem à diabetes. Estes efeitos são devidos aos níveis de antioxidantes contidos nos mirtilos.

Sex | 08.05.09

GRIPE SUÍNA - AINDA VIRÁ?

Dr. Luís Romariz

Até agora, muitas mortes devidas à gripe suína ocorreram no México, atacando indiscriminadamente quer jovens quer idosos. O que está a alarmar as autoridades de saúde é o facto desta gripe matar adultos jovens aparentemente saudáveis, o que é um pré-requisito para uma pandemia. Tenho sido questionado por indivíduos preocupados com a sua saúde e interessados em saber se podem estimular a sua imunidade e se isso os pode favorecer em relação à gripe.

Primeiro, ponhamos em perspectiva o que já sabemos acerca desta gripe. Muitos dos Mexicanos que morreram eram pessoas de baixo nível socioeconómico vivendo sob más condições sanitárias e em ambientes superlotados, circunstancias estas favoráveis à replicação dos vírus.   Muitos deles disseram não ter possibilidades de descansar e procurar apoio médico. A sua alimentação era empobrecida sendo deficitárias em nutrientes-chave que ajudariam o seu sistema imune a tornar-se mais eficaz. Todavia, ainda há uma preocupação séria e legitima que adultos jovens possam ser mortos por esta gripe.

A primeira morte nos EUA ocorreu numa criança mexicana de 23 meses de idade. A preocupação médica é que apesar dos meios ao seu dispor – incluindo medicação antivírus – não foi possível evitar esta fatalidade. A pandemia de 1918, também uma gripe suína, matou demasiados adultos jovens. Só recentemente é que os virulogistas verificaram que este tipo de vírus é capaz de “sequestrar” a imunidade do hospedeiro atacando assim mais fortemente.

É importante entender que o nosso sistema imune comporta não um, mas vários tipos de resposta. Se contrair a doença o nosso organismo deverá ter a energia e os nutrientes para fabricar anticorpos. A rapidez e a eficiência com que fizermos isto determinarão a severidade da infecção e as possibilidades de sobrevivência. Por exemplo, no caso da gripe das aves na Ásia, se fabricavam anticorpos suficientes nos primeiros 7 dias sobreviviam, caso contrário morriam por volta do 9º dia. Este padrão parece similar aos casos do México. Outro aspecto importante reside na resposta inflamatória inicial. Sendo normal, é mediada por células – glóbulos brancos – que detêm os vírus e dão instruções e tempo para outros fabricarem os anticorpos. É possível que alguns adultos jovens tenham uma primeira resposta exagerada, pelo que os nutrientes que modulam positivamente uma resposta inflamatória, como é o caso dos óleos ómega-3, e dela pereçam. O melhor nutriente isolado é a quecertina, mas não devemos olvidar a fruta fresca e os vegetais. Talvez se possa abrir uma excepção durante este tempo de pandemia e possamos beber uns sumos de fruta natural. Mas neste caso, que seja no fim de uma refeição! A gripe já está a passar? Não me parece. E devemos estar atentos e preparados para uma pandemia ou para um recrudescimento da virulência. Entretanto siga os conselhos já publicados anteriormente neste blogue.

Qui | 07.05.09

QUANDO OS ALIMENTOS SEQUESTRAM O CÉREBRO

Dr. Luís Romariz

O Dr. David Kessler ex-Director da FDA (agencia governamental que regula os alimentos e os medicamentos nos EUA) traz a publico uma conclusão perturbadora extraída de numerosos estudos sobre o cérebro – algumas pessoas passam as passas do Algarve para resistir aos malefícios de certos alimentos. 

Os neurocientistas informam repetitivamente que a combinação gordura/açúcar tem a capacidade de estimular o neurotransmissor cerebral dopamina – resultando assim uma sensação de bem-estar. É o mesmo processo que condiciona as pessoas a abusarem do álcool ou das drogas.

Os alimentos alvo destes estudos estão carregados de gordura, açúcar e sal, tendo na maioria dos casos um tão grande processamento industrial que nem precisam de ser mastigados. Isto é o que o Dr. David Kessler chama de “ hiper alimentação condicionada” – uma maneira de fazer comer compulsivamente doces, gordura e processada, nada tendo a ver com a fome. Este fenómeno pode acontecer quando passa perto de uma máquina de venda de batatas fritas, restaurante ou à porta da sua confeitaria preferida, ou mesmo quando está em casa sentada a ver TV. De repente tem uma vontade incontrolável de comer algo que sabe não ser bom para a sua saúde – bolachas, batatas fritas, gelado, etc. – e a sua força de vontade cede, submetendo-se aos seus desejos.
Este problema é epidémico, pois cada vez mais despendemos dinheiro em alimentos-lixo, os quais estão por todo o lado desde hospitais até escolas. É por demais evidente que estes alimentos viciantes têm uma força descomunal sobre nós e as nossas crianças, ao ponto de estarmos perante uma epidemia de obesidade cada vez mais precoce.

Então o que se passa? O que é que compele as pessoas a comer demasiado a expensas da sua silhueta, e ainda mais importante da sua saúde? Porque é que é tão fácil ficar viciado nestes alimentos-lixo? O Sabor criteriosamente manipulado e o preço certamente exercem o seu apelo, mas há mais. As enormes quantidades de sal, gordura e açúcar são claramente viciantes. Num estudo com ratos alimentadas com 25% em açúcar, estes ficavam ansiosos quando o açúcar era removido da alimentação – apresentando sintomas idênticos aos das pessoas que padecem de síndromes de abstinência.
Encontrou-se um elo entre os opioides libertados pelo nosso cérebro – para nos fazer sentir bem – e a ânsia de comer estes alimentos-lixo. Os nossos genes “lembram-se” quando comemos açúcar, desligando mecanismos de controlo desenhados para proteger o coração e da diabetes, mas o impacto dura cerca de 2 semanas. Ainda mais assustador será se comermos disto durante longos períodos de tempo pois o ADN pode ficar alterado permanentemente podendo os efeitos passarem para os seus filhos e netos!
Por outras palavras, nascemos com genes pré determinados, mas a sua expressão é fruto das nossas escolhas alimentares, de exercício, e de estilo de vida.

Agora faço-vos uma pergunta pertinente. Já experimentaram comer açúcar directamente do açucareiro? E uma colher de sopa de manteiga, azeite ou óleo vegetal? Só de pensar enjoa…mas umas natas batidas com açúcar, umas batatas fritas ou umas bolachas já iam! Ora os industriais do ramo alimentar sabem perfeitamente disto e acreditem que tudo farão para vos viciar. Afinal, vivem disso. Nós em contrapartida morremos disso!