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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Sex | 22.05.09

MORTALIDADE ASSOCIADA AO SOBREPESO E À MAGREZA

Dr. Luís Romariz

A mortalidade de forma geral é menor nas pessoas com um índice de massa corporal – BMI – entre os 22.5 e os 25 kg/m2, independentemente do sexo e da idade. Quer nos baixos BMI, quer nos elevados há uma associação com alto risco de mortalidade a curto e a longo prazo. Estes dados foram extraídos de estudos em que participaram no total cerca de 9000 000 pessoas – o que é muitíssimo – com uma média de idades de 46 anos, e seguidas durante 8 anos.

A mortalidade subia cerca de 30% por cada aumento de 5 unidades na BMI, e concomitantemente aumentava cerca de 25% por cada diminuição de 5 unidades abaixo dos 22.5%.

Como comentário posso dizer que a BMI correlaciona-se com a tensão arterial, as “gorduras” no sangue, e a diabetes o que explica muitos dos seus efeitos na mortalidade cardiovascular. Como sempre tenho chamado a atenção o fulcro da nossa saúde está no equilíbrio dos sistemas que a evolução aperfeiçoou para nós. Os valores de gordura corporal baixos expõem-nos a um risco acrescido. Tal como para o colesterol total, aqui parece haver um fenómeno chamado de curva em J, em que a mortalidade vai decrescendo à medida que decrescem os valores da gordura corporal, mas volta a aumentar a partir de um ponto mínimo em relação à gordura corporal. Tal como gordura não é formosura, magreza não é sinónimo de saúde. 

Qui | 21.05.09

REGRESSO AO FUTURO ATRAVÉS DO PASSADO

Dr. Luís Romariz

O Dr. Weston Price foi um dentista  e cientista que encetou uma pesquisa mundial para saber porque é que as populações nativas que comiam alimentos tradicionais exibiam uma saúde óptima, mesmo em idades avançadas. A sua pesquisa levou-o a remotas comunidades tribais – Suíços, Esquimós, Polinésios, africanos, Neo-Zelandeses, e outros -  e o que descobriu tornou-o numa das maiores autoridades em nutrição natural, e no desenvolvimento de doenças degenerativas por dietas ricas em alimentos processados. Ele associou a introdução dos alimentos processados ao declínio na saúde da população mundial.

Especificamente, o Dr. Price notou um aumento incrível na cárie dentária quando as populações começavam a comer alimentos processados. É espantosa a capacidade preditiva dos dentes em relação à saúde geral.
O que torna tão fantástica a pesquisa do Dr. Price é o facto de ter sido publicada em 1920, e os seus resultados manterem-se actualizados. O que era verdade em 1907 é verdade em 2009.
O Dr. Price notou alguma semelhança entre a alimentação desses nativos e a capacidade de serem pujantes, nomeadamente:

  • Os alimentos eram naturais, não processados, e orgânicos (não continham açúcar excepto uma ocasional ingestão de mel).
  • As pessoas comiam alimentos que cresciam no seu ambiente natural. Isto é, comiam os alimentos de forma sazonal.
  • A maioria das pessoas comia alimentos não pasteurizados, e em todos havia o hábito de consumir alimentos fermentados.
  • As populações ingeriam uma parte muito significativa dos alimentos sob a forma crua.
  • Todas as culturas ingeriam produtos derivados de animais, incluindo gordura animal, e frequentemente manteiga e órgãos.

Quando o Dr. Price analisou os seus dados percebeu que estas pessoas ingeriam dez vezes mais vitaminas e sais minerais do que os ditos civilizados. As suas dietas também eram ricas em enzimas por causa do consumo de alimentos fermentados e crus.
Outro facto que tornava estas dietas tão saudáveis era o elevado consumo de óleos omega-3 – no mínimo era maior do que actualmente em cerca de dez vezes.

Está nas nossas mãos o regresso ao futuro da saúde!

Qua | 20.05.09

SERÁ ESQUECIMENTO OU DEMÊNCIA?

Dr. Luís Romariz

Independentemente da idade, todos nós já tivemos esquecimentos. Muitas pessoas receiam que um número crescente destes lapsos possa significar o início da doença de Alzheimer. Uma outra condição conhecida como diminuição cognitiva média, fica a meio caminho entre a função cerebral normal e a demência. As pessoas com esta condição têm um risco aumentado de desenvolver demência.

Os surtos de esquecimento, são normais e nem são progressivos nem incapacitantes. Estes problemas de memória são mais propensos a aparecer quando estamos em stress, fatigados, doentes distraídos ou cheios de trabalho. Tipicamente acabaremos por lembrar a informação que julgávamos perdida.
Muitas pessoas adoptam técnicas para relembrarem ou não esquecerem algo importante, tais como agendas electrónicas, um sítio determinado para colocar as chaves, etc.

Algum aumento nos surtos de esquecimento parece estar associado à idade, e é fruto de alterações cerebrais que se iniciam cerca dos 50 anos. É o caso do declínio nos neurotransmissores e nos receptores celulares cerebrais. Não há acordo entre os cientistas acerca de quanto é esquecimento normal. É importante notar que  se alguma perda de memória parece ser inevitável há algumas coisas que podemos fazer para preservar um bom desempenho cerebral. Entre elas contam-se as técnicas de aumento de memória, as actividades cognitivas que constituam desafios tais como suduku, palavras-cruzadas, leitura e novas aprendizagens. Estas actividades ajudam a manter as sinapses entre os neurónios. Por outro lado o exercício físico – especialmente a marcha acelerada – a optimização hormonal e a ingestão de doses altas de DHA conseguem recuperar e rejuvenescer a massa cerebral a partir das células estaminais cerebrais.

Podemos usar alguns critérios para diferenciar a perda de memória normal em relação à perda patológica.

 

Envelhecimento

Demência

Preservada a independência nas actividades do dia-a-dia

Dependência de 3ª pessoa

A pessoa queixa-se de perda de memória mas pode fornecer detalhes sobre o esquecimento

Só se queixa da perda de memória se muito questionada e não reconhece as circunstâncias dessa perda

Maior preocupação por parte do individuo

Forte preocupação por parte dos familiares

 

Ter | 19.05.09

PODERÁ O USO DO SUTIÃ CAUSAR CANCRO?

Dr. Luís Romariz

 Não há dúvida de que o sutiã é um importante dispositivo de suporte, especialmente para as mulheres que têm seios volumosos e sofrem com isso um severo desconforto e até dor em certos casos. Contudo, usar alguns tipos de sutiã pode não ser do interesse feminino. De facto, se costuma usar os modelos mais populares, corre o risco de ter sérios problemas de saúde. O seu sutiã faz parte da solução ou do problema?

Há vários potenciais problemas em relação ao uso de sutiã. E se bem que alguns tipos de sutiã são piores que outros, o simples uso de um sutiã desajustado pode concorrer para a desgraça. Muitos médicos e outros cientistas concordam com o facto de que um sutiã desajustado pode limitar a drenagem linfática, o que pode contribuir para o desenvolvimento do cancro da mama, dado que o corpo fica limitado na excreção de toxinas a que somos diariamente expostos. É o caso do alumínio dos antitranspirantes que é uma potencial fonte de toxinas que se podem acumular se a drenagem linfática ficar acumulada.

A este propósito diz o Dr. Michael Schacter,  no seu artigo,  The Prevenção e Tratamento Complementar do Cancro da Mama:

"Mais de 85% da linfa que drena as mamas vai para os gânglios dos sovacos. Os sutiãs podem impedir esta circulação. O desenho do sutiã, a sua força de aperto, e a quantidade de tempo de utilização, influenciarão o grau de bloqueio da drenagem linfática, pelo que as toxinas ficam aprisionadas nas mamas.”

Os sutiãs constritores têm sido implicados no aumento da incidência de lesões mamárias benignas como os quistos e os nódulos, segundo o Dr. John McDougall, no seu livro The McDougall Program for a Healthy Heart:

"Após repetidos surtos de micro inflamação as mamas ficam com cicatrizes que obstruem os ductos, formando quistos.” A doença fibroquística mamária, está associada a um risco acrescido de cancro da mama – claro que também é dependente de uma insuficiência de progesterona, mais conhecida por dominância estrogénica.

Mas são os sutiãs com armação que provocam os maiores problemas. Esta armação é feita por metal revestido a plástico, e é este metal que lhe pode arruinar a saúde a longo prazo. Estas varetas metálicas criam débeis campos magnéticos capazes de induzirem alterações nos tecidos. Os antropologistas médicos Sydney Singer e Soma Grismaijer  – autores de Dressed to Kill: O elo emtre o cancro da mama e o sutiã  -- conduziu um estudo com 4 000 mulheres, e descobriu que as que não usam sutiã tinham um menor risco de contrair cancro da mama.

Há nos EUA um meio de diagnóstico de alterações da mama baseado na termografia, e que se for bem interpretado por técnicos altamente treinados, pode fornecer diagnósticos muito precoces das alterações de temperatura das mamas e sua predisposição para o cancro.

Ter | 19.05.09

Menopausa

Dr. Luís Romariz

Olá sou aTila, tenho 60 anos, sempre fui saudavel, a menopausa chegou quando fiz 44 anos não tive calores ou nervoso, apenas a pele cada vez mais seca e os peitos a ficarem mais pequenos. Aos 52 anos comecei a tomar climen durante 8 anos. já não tomo porque senti vergonha de estar com o "periodo" aos 60 anos. Passados 5 meses o peito voltou a murchar e a auto-estima tambem. Tomei da solgar pm phytogen complex, passado um mês senti o peito novamente rijo, mas alguns caroços que já existiam cresceram, deixei de tomar este produto não estou tomando nada, fiz análises ao sangue e úrina, tudo normal, radiografia e eco mamaria acusou nódulo sólido quístico, estou assustada até com medo de fazer a biópsia. Que devo tomar que possa ajudar a combater um possivel cancro? Obrigada.

Cara Tila

A sua questão é extremamente pertinente e eu quero responder de forma a poder ficar sossegada. Antes de mais, parece que teve uma menopausa precoce. Deveria ter sido imediatamente iniciada em progesteroma, pois como tenho explicado é a 1ª hormona a desaparecer por completo. Desta forma, e dado que o seu corpo ainda produz estrogénios (estrona no seu caso), estes embora em pouca quantidade ficam predominantes em relação à progesterona. É O QUE CHAMO DE DOMINÂNCIA ESTROGÉNICA. Esta situação é propícia a cancro. O que a Tila fez foi hormonas alienígenas e ainda por cima não compensadas com progesterona (não confundir com progestinas).

Então o que fazer? Fazer a biópsia, QUEM NÃO DEVE NÃO TEME, e após ter o resultado - e EU SEI QUE É BENIGNO - fazer um teste de metabolitos dos estrogénios na urina de forma a saber se a sua metabolização se faz no sentido dos 2-OH ou dos 16-OH, e assim avaliar o seu risco de cancro ginecológico/mama.

Deverá então fazer substituição hormonal com gel de progesterona a 2%,15 dias por mês combinados com hormonoterapia bioidêntica. 

Estas duas hormonas devem ser combinadas em ciclos de 21 dias. NÃO SE ESQUEÇA DE TESTAR A TIROIDE!

Qualquer dúvida, não hesite, escreva!

 

Ter | 19.05.09

CANCRO DO CÓLON

Dr. Luís Romariz

Ficou perfeitamente estabelecido por grande estudo Europeu envolvendo 452 755 pessoas, que um elevado consumo de frutos e vegetais está associado a uma diminuição de cancro do cólon. Os participantes neste estudo foram seguidos durante 8 anos. Houve menos 86% de cancro do cólon no grupo com alto consumo destes alimentos.
Sabemos há décadas que estes alimentos contêm fibra, antioxidantes e outros co-factores que melhoram significativamente a saúde protegendo a célula das agressões a que está sujeita. Os cientistas também notaram que o fumo anula estes efeitos benéficos dos frutos e vegetais.
Outro estudo complementar avaliou a relação entre o consumo de proteína e gordura animal não tendo encontrado relação com o cancro do cólon. A melhor estratégia é comer muitos frutos e vegetais com a carne.

Por outro lado os estudos apontam para o facto de que a quercetina reduz marcadamente a inflamação no tracto gastrointestinal prevenindo as alterações conducentes ao cancro do cólon. Esta pode ser ingerida através dos alimentos ou de suplementos alimentares, normalmente em forma de polivitamínicos.Um outro elemento importante para a prevenção deste tipo de cancro é o ácido fólico cuja insuficiência está ligada a lesão do ADN. Para além da ingestão alimentar também pode ser encontrado à venda quer isoladamente quer associado ao complexo B de onde provém. Concomitantemente, a vitamina D; os mirtilos; e os probióticos diminuem a probabilidade de cancro do cólon. 

Ter | 19.05.09

TOXINAS E DESINTOXICAÇÃO

Dr. Luís Romariz

A desintoxicação é algo que o nosso organismo efectua numa base diária. Tal com em relação às canalizações das nossas casas, nós não pensamos nelas até haver problemas. Logo que haja uma acumulação de toxinas qualquer aspecto da nossa saúde poderá ficar comprometido.

As toxinas provêm da actividade celular normal, da poluição, dos desequilíbrios digestivos, do stress, da má alimentação e exercício, da doença e dos medicamentos; do tabagismo, do abuso de álcool e do sono insuficiente.
Assim, devemos conhecer quais os mecanismos primários de desintoxicação através dos quais o nosso organismo neutraliza e remove estes tóxicos do nosso corpo.
Muitas das toxinas ambientais são liposolúveis (isto é, dissolvem-se em água). Quando o nosso corpo não as consegue remover eficazmente elas acumulam-se nos tecidos gordos promovendo entre outros malefícios um aumento de peso, como um mecanismo de defesa para salvaguardar os órgãos vitais. Isto coloca dois tipos de problemas:

 

  • A menos que os mecanismos de desintoxicação estejam a funcionar correctamente, os esforços para perder peso podem-se tornar inúteis.
  • Se perdermos peso de forma abrupta como às vezes acontece com a ingestão de medicamentos, podemos libertar para a corrente sanguínea e de forma desmesurada todas essas toxinas acumuladas.

Os sintomas típicos são a fadiga, dores de cabeça, olheiras, irritabilidade, negatividade, e alterações do trânsito intestinal: odor corporal desagradável, mucosidade excessiva, sinusite, hipersensibilidade a fumos e a químicos, retenção de líquidos e celulite. As pessoas que sofrem de fibromialgia, necessitam invariavelmente de desintoxicar o organismo.

Uma combinação de complexo B, magnésio, N-acetilcisteina e glucoronato; bem como o cardo mariano e os antioxidantes com relevo para o ácido lipoico, será o indicado para restabelecer os mecanismos de desintoxicação.

Claro que a isto devemos associar o exercício físico e os probióticos. 

Dom | 17.05.09

Cara leitora Céu Menezes

Dr. Luís Romariz

Em relação à sua questão sobre o facto de estar a tomar Osseor e querer saber se os suplementos de cálcio fazem engordar, apraz-me responder que o Osseor é um fármaco que tem por finalidade aumentar a massa óssea e a qualidade do osso. Claro que tendo na sua fórmula o estrôncio e sendo este um metal pesado há que ficar atento aos estudos que sobre isto possam vir a aparecer - não se preocupe no entanto. Quanto ao cálcio, sabemos que este mineral em doses acima dos 3 gramas interfere num circuito do apetite chamado Agutti pelo que ficamos com menos fome - mais um mito que acaba!

Mas acima de tudo não se esqueça que o que é mais necessário para o combate à osteoporose é a vitamina D -15 minutos ao sol - e o exercício com pesos. 

Dom | 17.05.09

OS GRELHADOS ESTIVAIS PODEM SER PREJUDICIAIS

Dr. Luís Romariz

A carne cozinhada a altas temperaturas ao ponto de queimar e tostar pode aumentar o risco de cancro do pâncreas. Isto também é verdade para os fritos e para os assados. Estas formas de cozinhar podem formar carcinogénios o que não acontece quando os alimentos são cozidos ou guisados.

Os cientistas pesquisaram informação de estudos que eram parte do PLCO (Próstata, Pulmão, Colo rectal e Ovário) do Centro de Rastreio de Cancro. Os participantes forneceram informação acerca dos seus hábitos de cozinhar carne. As preferências pela preparação a altas temperaturas estão ligadas a um aumento do risco de cancro do pâncreas. As pessoas cuja preferência vai para a carne bem passada têm 60% mais risco de cancro quando comparadas com as que comem a carne muito mal passada. Para além disto, a maneira mais agressiva de cozinhar a carne faz produzir os AGE`s (produtos avançados da glicação) que são em última instancia o que mais nos envelhece.

Não faz sentido gastarmos dinheiro em carne biológica e depois transformá-la em produtos cancerígenos. Isto para além do facto de destruirmos a vitamina B12 que nos é tão preciosa.
As carnes chamuscadas fazem aumentar o risco de contrair várias formas de cancro incluindo cancro da mama e da próstata.
Isto significa que teremos de prescindir dos grelhados? Não, mas podemos minimizar o prejuízo comendo grelhados apenas uma vez por semana e pré cozinhando a carne no microondas durante um ou dois minutos. E ainda:

·       Marinar a carne em vinho tinto – diminui a formação de HCA (aminas heterocíclicas) em 90%. Isto também é válido para o frango.

·       Coma as carnes o mais cruas possível.

·       Limpar o mais possível as gorduras da carne.

·       Não coma as partes queimadas.

·       Corte a carne em pedaços mais pequenos, pois são mais rápidos a cozinhar.

·       Vá mudando a posição da carne, frequentemente.

·       Adicione mirtilos ou cerejas aos grelhados pois corta na formação dos HCA.

·       EVITE GRELHAR alimentos processados como as salsichas, pois estes estão entre os que mais substâncias cancerígenas produzem.

Sex | 15.05.09

PRODUTOS DE BELEZA, PARABENOS E COSMÉTICOS BIOLÓGICOS

Dr. Luís Romariz

Porquê insistir neste tema?

Porque os fabricantes de cosméticos gastam mais dinheiro nas embalagens e na publicidade enganosa do que nos principios activos. Já disse por diversas vezes que apenas uma meia-dúzia de substâncias estão cientificamente comprovadas para fins de rejuvenescimento da pele. E mesmo essas têm de estar presentes em determinadas concentrações - o que raramente acontece.

Mas para piorar as coisas e numa absoluta falta de respeito pelo consumidor, usam substâncias químicas nocivas como os parabenos - apenas porque são mais baratas.

É assim como se na construção de um bloco de apartamentos, e para poupar uns míseros cobres se colocasse tijolo de 8 em vez de 15. Pouca diferença faz no preço final mas o consumidor fica seriamente prejudicado.

No caso dos cremes de beleza os prejuizos são piores pois estes parabenos, entre outros malefícios, comportam-se como estrogénios alienígenas de que não temos a mínima ideia de todos as alterações que podem ser induzidas na pele. Já não basta vivermos num mundo de plásticos que libertam para a nossa água e comida o bisfenol A, o qual tem forte actividade estrogénica, e ainda temos que acarretar com mais produtos tóxicos nos nossos cosméticos pagos a peso de ouro.

Daí a minha insistência e persistência para que as leitoras exigam produtos biológicos/orgânicos, que tenham as concentraçõews adequadas e que dêm uma perspectiva realista de tempo de actuação. É que não convence a publicidade do tipo - em 3 semanas há melhoria visivel de 84% de ...blá, blá, blá.

Não parece lógico que aquilo que levou anos a estragar possa ser recuperado em 3 meses, muito menos em 3 semanas!