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Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Dr. Luís Romariz

Aumento da longevidade e rejuvenescimento

Seg | 24.11.08

PODEREMOS VIVER ATÉ AOS MIL ANOS DE IDADE?

Dr. Luís Romariz

A demanda por uma “cura para o envelhecimento”, está viva e é global. As opiniões dividem-se no que concerne a saber se viver imenso será ou não uma coisa boa.

De acordo com o geneticista da Universidade de Cambridge Aubrey de Grey:

“A primeira pessoa a viver até aos mil anos de idade já está certamente entre nós …quer tenha ou não consciência desse facto, à parte os acidentes e os suicideos, a maioria dos quarentões poderá esperar viver durante séculos.”


Entre os muitos avanços científicos que serão capazes de nos fazer viver quase que indefinidamente, num futuro próximo,  estão as experiencias com moscas da fruta e outros seres incluindo mamíferos.
Os pesquisadores na área do antiaging estão muito optimistas no que toca ao abrandamento do envelhecimento, e mesmo à sua completa prevenção.
“ … Num futuro próximo, digamos nas duas próximas décadas, a doença “envelhecimento” será curada, disse Robert Freitas no Institute for Molecular Manufacturing.

Será a imortalidade uma decisão sensata?

Para alguns cientistas a questão não está em saber se o podemos fazer, mas sim se o devemos fazer. Oponentes ao movimento antiaging apontam para potenciais problemas como sobrepopulação, recursos limitados, etc. para alem das questões de ética, moral e ecológicas.

Mas uma vez aberta a caixa de Pandora, quem vai querer ficar de fora?

Entretanto podemos fazer terapias antiaging que nos permitam prolongar a vida e o nosso bem-estar até se concretizarem esses avanços. No fundo é com um balão de oxigénio até chegar a salvação…

Sex | 14.11.08

PERDER GORDURA

Dr. Luís Romariz

Objectivo: perder gordura
As dietas proteicas sã mais avançadas do que a moda das dietas de baixos hidtratos de carbono. O objectivo é perder gordura ingerindo alimentos mais densos em proteína, o que nalguns casos significa comer menos hidratos de carbono. A quantidade do total de calorias oriunda das proteínas é o que define uma dieta proteica. Numa dieta típica 10%-30% das calorias diárias são provenientes das proteínas. Numa dieta proteica, este número pode chegar aos 30%-50%.
Diminuição do apetite:
Para além de diminuir o apetite, as dietas proteicas podem alterar o metabolismo dos indivíduos. Quando há uma restrição severa dos hidratos de carbono, o organismo começa a queimar a sua própria gordura como combustível – uma condição conhecida como cetose. A cetose pode fazer perder peso, mas está muitas vezes associada a dores de cabeça, irritabilidade, naúseas, problemas renais e palpitações.
Iniciando uma dieta proteica:
As dietas proteicas podem apresentar-se de várias formas, pois não são todas iguais. Os planos proteicos mais nutritivos são parcos em gordura e moderados nos hidratos de carbono, ao invés de terem pouca carga de hidratos de carbono. Aqui, o que interessa é a carga glicémica total, ou seja, a qualidade dos hidratos de carbono. A seguir apresenta-se uma variedade de alimentos que são ricos em proteínas, e portanto quando devidamente combinados são capazes de fornecer uma boa carga de proteínas.
Olá “bife-rolha”
Nada como um suculento naco de bife para publicitar quantidade e qualidade em proteína. E se tivermos o cuidado de escolher um corte magro, podemos obter toda a proteína de que necessitamos mas com pouca gordura. De facto, um corte magro de carne de vaca tem sensivelmente a mesma quantidade de gordura saturada que uma quantidade similar de peito de frango. No entanto devemos ressalvar que a carne deve ser de animais alimentados exclusivamente a pasto.
Considere comer carne branca
Frango e peru são carnes repletas de proteína, e se gosta de carne branca estará a ingerir muito menos gordura do que se gostar de carne vermelha. Para restringir ainda mais a gordura da sua dieta, retire a pele, a qual está cheia de gordura saturada.
Coma bifana de porco
Poderá ficar surpreso ao saber que a bifana de porco é uma carne branca. Mais, os cortes actuais são 31% mais magros do que o eram há 20 anos atrás. Se lhe interessa uma dieta proteica, deverá incluir a carne de porco nos seus planos. De qualquer forma, estamos a falar de carne de porco de criação biológica ou de carne de porco-bravo preto, ou de javali.
Muita proteína, e gorduras saudáveis
O pescado está repleto de proteína de alto valor biológico e geralmente é parco em gordura. Mesmo as variedades que têm mais gordura, tais como o salmão, são uma óptima escolha. Isto é assim porque a gordura contida nos peixes é uma gordura saudável rica em ácidos gordos polinsaturados ómega-3 – e muitos regimes alimentares não contêm ómega-3 em quantidade suficiente.
Ovos: baratos, práticos, e saborosos
Os ovos talvez sejam a forma mais prática e menos dispendiosa de ingerir proteína. A associação médica americana diz que um ovo por dia é bom para o adulto saudável, pelo que os devemos incluir numa dieta proteica. Embora seja nossa convicção científica que as gemas não causam um aumento do chamado “mau colesterol”, pode-se sempre recorrer às claras para aumentar a ingestão proteica sem esse receio infundado. Estas podem ser confeccionadas sob várias receitas saborosas, incluindo os suspiros ou merengues.
Leguminosas – feijão e grão: proteína empacotada em fibra
Estes alimentos cumprem um óptimo dois-em-um – estão repletos de proteína e também de fibra. Conjuntamente com a proteína, a fibra ajuda a saciar durante mais tempo, ajuda a diminuir o “mau colesterol” e a reduzir o risco de cancro do cólon. Quanto ao conteúdo em proteína, meia chávena de feijão é equivalente a 100 gramas de carne.
Lacticínios
Se quiser dar um impulso à dieta proteica, não descure os produtos lácteos e considere-os como uma boa fonte de proteínas. O leite, o queijo – especialmente o queijo fresco – e o iogurte não só são uma óptima fonte proteica como também providenciam cálcio que combate a osteoporose e ajuda a ter um coração saudável. Esforce-se por ingerir 2 a 4 doses de lacticínios diariamente.
Cereais e barras energéticas
Pouco tempo disponível? Pode usar cereais altamente proteicos ou batidos de proteína de soro de leite para dar um impulso à sua dieta proteica. Assegure-se de que as barras de cereais têm pelo menos 6 gramas de proteína, e pouco açúcar. Quanto ao pão deve ser de cereais integrais e no máximo um por dia, e de preferência com manteiga. Como em tudo na vida, nem sempre nem nunca.
Frutos e vegetais 4 a 5 doses diariamente
Embora se ponha o ênfase na proteína, não se descure nos frutos e nos vegetais. Estes alimentos contêm doses altas de antioxidantes os quais não se encontram facilmente noutros nutrientes, e a pesquisa cientifica sugere que as pessoas que ingerem muitos frutos e vegetais poderão baixar o seu risco de contrair cancro.
Uma dieta para combater a obesidade
Uma dieta proteica pode ajudar as pessoas a perder peso -- pelo menos a curto prazo -- porque as pessoas tendem a sentir-se saciadas durante mais tempo quando comem mais proteína. Isto pode levar a evitar as merendas e conduzir a uma maior perda de peso. Combinando a perda de peso com a satisfação e a saciedade, é facil entender porque é que as dietas proteicas são populares. Infelizmente, muitas pessoas voltam a ganhar o peso que perderam. É aqui que deve entrar um plano de exercício apropriado.
Mais proteína, mais riscos?
A comunidade médica levantou muitos receios acerca das dietas proteicas. Estas dietas quando desequilibradas aumentam a ingestão proteica à custa de frutos e vegetais, pelo que as pessoas se esquecem destes alimentos ricos em antioxidantes. Quanto à doença renal, ela nunca foi provada como de causa proteica.
Proteína e função renal:
As pessoas com doença renal devem consultar um médico antes de iniciar uma dieta proteica. A pesquisa sugere que as pessoas com diminuição na função renal podem piorar com uma dieta altamente proteica. No entanto, testes em pessoas com rins saudáveis provaram que uma ingestão proteica de cerca de dois gramas de proteína por quilograma de peso corporal não terá impacto negativo sobre a sua função renal. Esta ingestão propicia uma estimulação no sentido da criação de músculo.
Enquanto não há estudos mais conclusivos acerca da alta ingestão de proteína, uma certeza temos: a fórmula para a perda de peso permanente reside num estilo de vida saudável, o qual inclui a ingestão de gorduras saudáveis, proteína de alto valor biológico e hidratos de carbono de médio e baixo índice glicémico. Isto deverá ser complementado com uma actividade física regular.

Qui | 13.11.08

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Dr. Luís Romariz

Cara Maria Madalena

Em relação ao DMAE, não o aconselho por via oral.

Em aplicação tópica está descrito o factor cinderela, ou seja, elimina as rugas por efeito de esticar a pele, efeito esse que desaparece quando é retirado.

Coma acontinuação acaba por ficar um efeito residual benéfico em termos cosméticos, mas não necessariamente em efeito de rejuvenescimento.

Qui | 13.11.08

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Dr. Luís Romariz

Cara leitora Cidália

Em relação ao exercício com duração de 10 minutos, refiro-me a exercício de carga ou musculação.

Nós defendemos o treino de alta intensidade, ou seja, poucas repetições mas com carga máxima. Imagine que consegue fazer um exercício de bicipite com a carga máxima de 5 kg.

Deverá fazê-lo com 8 repetições de 2,5 kg, seguidas de outras tantas com os 5 kg  mais 8 com 3,5 kg.

A 1ª e a última são efectuadas muito lentamente. Este princípio é válido para todos os grupos musculares. Deverá descansar o grupo treinado durante 3 dias, pois o músculo só cresce em repouso. Dez minutos dia dá para treinar 3 grupos musculares, variando diariamente de zonas corporais.

Ao Domingo descansa...

Qui | 13.11.08

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Dr. Luís Romariz

Caro Tiago Pires

Em resposta à sua questão sobre os antioxidantes, é minha convicção científica que é preferível investir na diversidade em detrimento da quantidade.

Mas como para ter um antioxidante "pleno" será necessário mandar fazê-lo.

Na falta do respectivo know-how, o ácido alfa-lipoico e o glutatião a que se refere no seu mail são boas alternativas.

O ácido lipoico porque é um antioxidante quer em meio aquoso quer em meio lipidico, é barato e isento de problemas. Deverá ser tomado na dose média de 300 mg dia. Nos diabéticos ou nas intoxicações por metais pesados as doses têm de ser bem maiores.

O glutatião, nosso antioxidante mor, pode ser formado com a ajuda de dois suplementos: N-acetilcisteina e proteína de soro de leite.

Não hesite em questionar. Estarei sempre à disosição para responder.

 

Qui | 13.11.08

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Dr. Luís Romariz

Cara leitora M. Borges

Em relação à dúvida que coloca acerca das consequências de estar com as mãos expostas a luz ultravioleta durante cerca de 2 horas, ocorre-me referir-lhe que isso pode levar ao aparecimento de um melanoma maligno.

Mas o que com toda a certeza acontecerá é que a pele das suas mãos vai envelhecer mais rapidamente.

Se não houver outra maneira de arranjar unhas, proteja-se com factor p. solar de 30.

Sab | 08.11.08

DOENÇA CRÓNICA

Dr. Luís Romariz

Nós humanos temos dois tipos de sistema imune:

  • inato
  • adaptativo

O sistema imune adaptativo é o mais sofisticado dos dois, e é o que mais inspira a pesquisa científica. É ele que está envolvido quando temos febre, uma reacção alérgica ou obtemos uma imunização. É o sistema que nos dá imunidade após termos a varicela. É a parte responsável pela memória imunológica e é programável, pelo que ao contactar com um invasor conhecido mobiliza forças especiais para o combater. Ou seja, não actua em face de uma ameaça desconhecida.

O sistema imune inato é algo de primitivo, que reage a qualquer ameaça de uma forma sempre igual. Ao invés do sistema adaptativo que necessita de tempo para identificar o invasor e lançar uma resposta, o sistema inato está sempre disponível e age imediatamente.  

Se estamos fora de uma sociedade medicalizada e queremos sobreviver, devemos preocupar-nos com duas coisas: infecção e trauma. Podemos apanhar um microrganismo agressivo ou ficarmos feridos. Ambos são capazes de nos matar. O sistema inato foi desenvolvido para dar resposta a ambos. A sua resposta é bem patente através dos sinais clássicos da inflamação: rubor, calor, tumor e dor. À medida que a situação se resolve o sistema apaga-se lentamente aguardando por nova ameaça.

O sistema inato é algo que precisamos para sobreviver, mas que não queremos que esteja permanentemente activado. O problema é que ele pode ser activado de forma crónica e quando o é, está montado o cenário da doença: aumento da coagulação do sangue, células inflamatórias e os seus mediadores a atacar as paredes das artérias, o fígado a tomar parte na resposta de fase aguda, etc. Por outras palavras, o retrato de alguém pronto para um ataque cardíaco.

Mas porque é que o sistema imune inato fica activado cronicamente em vez de entrar em acção apenas quando necessário. Porque temos uma ameaça que nunca tivemos, o excesso de alimentos. Comemos alimentos com que nunca contactamos no passado, óleos ómega-6 e hidratos de carbono baratos, e comemos de mais. Estes alimentos são capazes de através das hormonas que despoletam (insulina e eicosanoides pró-inflamatórios) e dos seus produtos finais de metabolização (AGE’s e ALE’s) alertar permanentemente o sistema imune inato. Este, ao contrário do normal persiste no tempo, pois a ameaça também persiste.

Desta forma o sistema permanece cronicamente activado. Quando comemos permanentemente e em excesso criamos gordura. Quando esta está a mais deposita-se nos órgãos internos e despoleta uma reacção imune através de substancias pró-inflamatórias que esta própria gordura fabrica. Está lançado o cenário para a inflamação crónica de baixo nível. Nas últimas décadas houve duas mudanças radicais na nossa alimentação – comemos mais e fazemo-lo mais vezes— abrindo o caminho à inflamação crónica.