DHA NA GUERRA CONTRA A OBESIDADE
A ingestão dietética de DHA (um ómega-3 essencial) está a disseminar-se mundialmente. Em populações com adequado acesso a outros nutrientes este correlaciona-se fortemente à epidemia da obesidade. Um estudo recente reviu a multiplicidade de mecanismos pelos quais os ómega-3, especialmente o DHA, podem combater a obesidade.
Reconhece-se actualmente que a saúde do tecido adipose combinada com a saúde hepática são de importância vital para a eficiência metabólica que permita metabolizar calorias e não ganhar peso. Em que é que a “elegância nutricional” dos omega-3 é vital para os múltiplos aspectos do metabolismo das gorduras e a sua falta tem um profundo e negativo impacto no fígado e tecido adipose branco impedindo-os de funcionar apropriadamente? Não só os ómega-3 reduzem a inflamação tecidular e hepática, como coordena os sinais genéticos que instruem o nosso corpo a queimar gordura e a não armazenar calorias sob a forma gorda.
Com relevante importância para a obesidade, tipos especiais de favonoides derivados dos citrinos, conhecidos como polimetoxiflavonoides, especialmente a nobiletina e a tangerinina, estão inversamente associados à doença cardiovascular. Estudos preliminares mostraram a sua capacidade de prevenir a acumulação de colesterol LDL (o “mau” colesterol) nas artérias. Mesmo pequenas quantidades podem activar sinais que implementam a adiponectina, reduzindo a inflamação no tecido adiposo, ao mesmo tempo que reduz a resistência à insulina e baixa o açúcar no sangue. Adicionalmente, sabemos que estes nutrientes têm elevada capacidade de combate ao cancro.
