FDA CONTINUA POUCO MOTIVADA PARA A PROBLEMÁTICA DO BISFENOL A
Em Janeiro último, a FDA emitiu um relatório em que se mostrava preocupada com o que concerne ao Bisfenol A, um insidioso aditivo tóxico usado no fabrico de plástico e que se encontra em 90% das amostras de urina. A FDA está preocupada com os efeitos nocivos sobre o cérebro, sobre o comportamento, sobre a próstata fetal e dos jovens. As agências governamentais têm estado à espera que os fabricantes de plástico retirem espontaneamente este tóxico.
Como já escrevi noutros artigos este tóxico está implicado também em doenças cardiovasculares, e este assunto deve ser motivo de debate alargado, pois para além do atingimento cerebral ele é um perturbador endócrino comportando-se como um estrogénio alienígena, estando presente em concentrações tóxicas em toda a água do Planeta – mesmo nos lugares mais paradisíacos e recônditos. Por muito incrível que pareça as vulgares garrafas plásticas vendidas com água libertam bisfenol A.
O grande problema em relação aos tóxicos alimentares e ambientais está na dificuldade de estabelecer uma relação de causa/efeito pois os seus sintomas aparecem muito tempo após o seu contacto ou ingestão