02.12.09
BETAGLICANOS
Dr. Luís Romariz
No que toca a aumentar naturalmente a imunidade optimizando a resposta à doença e às infecções, os betaglicanos (polissacáridos de D-glicose) são armas cruciais. Mas dado que o nosso corpo não produz estes compostos, a única maneira de os obter é através da alimentação — nomeadamente o fermento de padeiro, os cogumelos, a aveia e o arroz.
Após 150 anos de pesquisa, os estudos mostram que os betaglicanos actuam como agentes imuno-moduladores, significando que despoletam uma cascata de eventos que ajudam a regular o sistema imune, tornando-o mais eficiente. Especificamente, os betaglicanos estimulam a actividade dos macrófagos, que são células imunes muito versáteis capazes de ingerir e destruir os microrganismos invasores e de estimular outras células imunes a fazer o mesmo. Os macrófagos também libertam citoquinas, químicos que emitem a comunicação entre as células imunes. Adicionalmente, eles estimulam as células sanguíneas letais (linfócitos) que atacam tumores ou vírus, libertando químicos para os destruir.
Sem dúvida que já ouvimos falar dos benefícios cardíacos associados a uma dieta que inclua aveia. Isto deve-se em parte ao facto da aveia ser uma óptima fonte de betaglicanos os quais ajudam imenso a baixar o colesterol LDL, o “mau” colesterol. Por sua vez, os betaglicanos dos cogumelos – lentinanos – restabelecem o equilíbrio imune capaz de atacar os tumores sólidos. É sabido que estes compostos ajudam a combater a diarreia por E. Coli e Estafilococos Aureus.
Em resumo, embora não haja uma arma mágica para eliminar as doenças, a pesquisa mostra que adicionar betaglicanos á nossa alimentação pode significar uma tremenda ajuda para a nossa saúde, nomeadamente no combate ao cancro. “Os Betaglicanos têm sido usados como terapia imuno-adjuvante no combate ao cancro desde 1980, especialmente no Japão.”