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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

MITOS DAS GORDURAS

A corrente médica vigente e as autoridades da saúde advogam que as gorduras saturadas, nomeadamente as de origem animal, são prejudiciais para a nossa saúde e causam doença cardiovascular. De acordo com a hipótese lipídica – o termo usado para a ideia de que gordura e colesterol são a causa da actual epidemia doença cardiovascular – as gorduras saturadas fazem subir o colesterol, e este deposita-se nas artérias obstruindo-as, ao que se chama aterosclerose arterial. Os animais e as plantas tropicais – óleo de palma e de coco - são ricos em gorduras saturadas, enquanto as plantas dos climas frios são ricas em insaturados. A indústria alimentar fabrica margarinas, ou seja, gorduras hidrogenadas ou trans, Injectando átomos de hidrogénio nos óleos vegetais polinsaturados. Estas como são perenes servem às mil maravilhas à indústria alimentar. São bolos e outros produtos cujo prazo de validade é quase eterno, à custa da nossa saúde. Há um século menos de 2% das pessoas eram obesas e a doença cardiovascular era praticamente desconhecida. Predominavam a pneumonia, a tuberculose, e a enterite como causas major de morte. Para uma população que mal é o dobro, o número de cardiologistas aumentou sessenta vezes desde a década de 50! Em 1911 com a comercialização de Crisco – derivado do óleo de semente de algodão – iniciou-se nos EUA a era das margarinas. Foi usado para o fabrico de velas e sabões, mas com a electrificação crescente e o consequente declínio na venda de velas, foi decidido publicita-la para consumo em salsicharia e como substituto da banha e da manteiga. A companhia diabolizou estas gorduras animais e foi bem sucedida, ao ponto de pensarmos que a margarina é que era saudável, pois sustentadamente substitui as gorduras animais tradicionais. Em 1913 fisiologistas russos alimentaram coelhos com dietas ricas em colesterol e obtiveram aterosclerose e morte por doença cardiovascular, e nas décadas seguintes vários foram os estudos que verificaram estes achados. Estava instalada a hipótese lipídica para a doença cardiovascular. Em 1948 iniciou-se o Framingham Heart Study – com 5000 homens e mulheres – e que é o ex-líbris dos estudos sobre o coração. Decorridos seis anos a Associação Cardíaca Americana começou a aconselhar a “dieta prudente” na qual a margarina, os óleos vegetais e o frango deviam substituir a banha, a manteiga, o bife e os ovos. Em 1953, Ancel Keys – o pai das rações militares K americanas – publicou um estudo em que implicava as calorias oriundas das gorduras nas mortes do coração. Para encurtar a história, este estudo completamente enviesado e mal conduzido – sabemos isto já há alguns anos – ainda é o pai da actual histeria da dieta light em que predomina pouca gordura – margarina ou óleos vegetais – e muito hidrato de carbono (sim, tem de se vender qualquer coisa). Aderindo a este dogma foram publicadas, primeiro a roda e depois a pirâmide alimentar. Em ambas a base da alimentação está atribuída aos cereais. Atentemos nas evidências contra a hipótese lipídica. As plantas não contêm colesterol, sendo os animais a única fonte deste álcool. Alimentar coelhos, que são herbívoros, a colesterol é um contra-senso pois não estão “desenhados” para os ingerir e não será pois surpreendente que quando alimentados com derivados animais apresentem doença cardiovascular; Por outro lado providenciar altas doses de gordura e colesterol a animais omnívoros como os ratos, cães e humanos, não produz lesões de aterosclerose. O estudo que ainda “manda” ignorou intencionalmente os dados de 16 países (foi efectuado apenas com os dados viciados de 6 países) e ignorou que aumentando a ingestão de calorias a partir das gorduras diminuía o número de mortes por doença coronária. As populações mundiais com menor risco de doença cardiovascular – Massai, Inuit, Rendille, Toledau, ingerem calorias provenientes de gordura animal até 75%, e vivem bem sem cardiologistas! A gordura no leite materno humano – gordura animal evidentemente – é da ordem dos 54% saturada. A dieta Paleolítica, alvo de um estudo publicado na revista médica American Journal of Clinical Nutrition, é a análise – 229 populações de caçadores/recoletores em pleno século 20 – mais abrangente dos hábitos de consumo gravados nos nossos genes e um marco na compreensão daquilo para que estamos formatados a comer. Comiam virtualmente toda a gordura dos animais que caçavam, incluindo órgãos, língua, medula óssea e miolos; como não eram agricultores não comiam milho, arroz ou trigo. Como hidratos de carbono apenas ingeriam sementes, frutos secos, tubérculos e bolbos e frutos. A Era paleolítica ou idade da pedra durou 2.5 milhões de anos e acabou com os nossos ancestrais Homo sapiens há cerca de 200.000 anos; a era da agricultura iniciou-se há 10.000 anos e desde então através de 500 gerações foi aumentando o consumo de HC. No inicio da Revolução Industrial há 250 anos, o consumo de açúcar era um quinto do que é actualmente, Nos nossos dias ingerimos uma enorme quantidade de HC há custa de cereais, lacticínios, refrigerantes, açúcar refinado e doces, conjuntamente com óleos vegetais processados, nutrientes estes que não existiram durante 99.9% da nossa existência. Durante estes 99.9% o genoma humano evoluiu adaptado a uma dieta rica em gordura animal e poucos HC. O oposto (pouca gordura e muitos HC) esta matar-nos, literalmente. Mas e o tal estudo de Framingham? Ainda continua hoje em dia, e já em 1992 o director do estudo, Dr. Wiliam Castelli declarava no JAMA que em Framingham quanto mais gordura animal se ingeria mais saudável, menor era o peso corporal, mais activo, e menos doença cardiovascular. Mais, após os 50 anos não se verificava qualquer acréscimo na mortalidade associada aos níveis de colesterol, fossem eles elevados ou baixos. E pior, a cada decréscimo de 1% no colesterol correspondia um aumento de 11% na mortalidade em geral durante os 18 anos seguintes. Muitos médicos não ouviram falar disto porque organizações médicas, nomeadamente a Associação Americana do Coração, governo e outras agências de saúde, bem como a indústria farmacêutica o ignoraram. Afinal, havia as estatinas (medicamentos contra o colesterol) para vender! A gordura saturada, razão pela qual 54% do leite materno é formado por ela, é necessária à impermeabilização das membranas celulares, e o coração prefere-a como combustível; os ossos necessitam dela para assimilar o cálcio, e elas protegem o fígado dos efeitos adversos do álcool e doutros tóxicos. A surfactante pulmonar, que nos permite respirar, é composta por gordura saturada (ácido palmítico). As gorduras saturadas funcionam como sinalizadores bioquímicos na produção de hormonas. Também desempenham um papel fulcral na imunidade, nomeadamente os ácidos laurico e miristico (encontra-se na manteiga) matam fungos e bactérias. Os ácidos gordos saturados sinalizam a saciedade permitindo ficarmos magros. Aponto aoenas alguns estudos significativos e mais modernos:

Insuficiente evidência da associação entre ingestão de … ácidos gordos saturados ou polinsaturados; gordura total … carne, ovos e leite, Mente A, et al. Revisão sistemática da evidência que suporta a associação entre factores dietéticos e doença coronária. Arquivos de Medicina Interna. Arch Intern Med. 2009 Apr 13;169(7):659-69.

Não houve efeitos significativos das alterações das gorduras alimentares na mortalidade total ou cardiovascular …

·        Hooper L, et al.Dieta com alteração ou redução de gordura na prevenção da doença cardiovascular  Cochrane Database Syst Rev. 2011 Jul 6;(7):CD002137.

…sem evidência significativa para poder concluir que a a ingestão de gordura saturada está associada com um aumento do risco de doença cardiovascular.

·        Siri-Tarino PW, et al. Meta-análise de coorte de estudos prospectivos avaliando a associação entre gordura saturada e doença cardiovascular. Am J Clin Nutr. 2010 Mar;91(3):535-46.

Concluindo, vivemos numa dietocracia anti-gordura animal a qual se fundamenta em estudos falseados de há 30 anos e que só a ignorância e a sede de lucro permite que se mantenha á custa da nossa saúde.


publicado por Anti-Envelhecimento às 18:12
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1 comentário:
De Anónimo a 10 de Julho de 2012 às 19:13
ola gosto muito disso do acido laurico que tb existe no oleo de coco. gosto das suas visões mas por vezes esquece-se que na gordura de palma existe os tocotrienois que são mais potentes como antioxidantes do que o tocoferol do azeite (e o oleo de abacate que entra dentro das mitocondrias, foi provado num estudo).
existinto mesmo suplementos a base disso dos tocotrienois
eu cá consumo a margarina biológica MAGRA vitaquell que tem tb o palmiste que você mencionou, mas eu não sou de gastar uma margarina inteira cada semana como a maior parte das pessoas que vejo!
é só uma raspagem com a faca que faço religiosamente todos os dias.
eu cá nem faço refogados de azeite , tb é só um pingo de azeite que consumo todos os dias, pois está provado que é necessária gordura para potenciar o efeito insulínico dos hidratos de complexos provenientes de uma fatia de pão integral, por exemplo.
cumprimentos

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Dr. Luís Romariz

Dr. Luís Romariz licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Porto em 1979, e especializou-se em Medicina Familiar em 1988, tendo actualmente o grau de Assistente Graduado. Tem desenvolvido a medicina preventiva nos últimos 27 anos e alcançou o International Certificate of Age Management Medicine no Cenegenics Medical Institute de Las Vegas, em 2005. Tem ainda pós-graduação pela Harvard Medical School, e pela Medical School of Yale University. Tem o curso de Internacional de Mesoterapia e de Medicina Estética. membro diplomado da AMME da França. É membro da Americana A4M, da Life Extension Foundation e da Andropause Society, do Reino Unido. Speaker internacional. É o pioneiro da medicina Anti-Aging em Portugal É o fundador do Instituto Médico NewAge, no Porto.

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