Consultas de Saúde da Mulher (hormonas bioidênticas) e Saúde do Homem:
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Com o aparecimento do tempo quente também aparecem as sandálias … e os pés negligenciados. As bolhas nos calcanhares, as unhas grossas e amareladas por fungos, e as calosidades, são fruto da pouca consideração que temos pelos nossos pés e que nos causam problemas de saúde e má qualidade de vida. Quem tem fungos nas unhas dos pés deve fazer um despiste de diabetes o mais rapidamente possível, pois nesta doença a imunidade está comprometida abrindo as portas ao desenvolvimento dos fungos. Devemos dar uma especial atenção aos calcanhares e a todas as lesões dos pés – desde calosidades até às alterações das unhas – pois o normal é não haver qualquer tipo de alteração. O calçado desajustado causa fasceite – inflamação das estruturas moles dos pés o que perpetua os problemas. Alterne os saltos altos com calçado de conforto ou desportivo, tendo sempre o cuidado de arejar os pés para não criar um ambiente apropriado ao desenvolvimento de fungos. Pulverize os sapatos com um spray antigúngico. Os calos, as bolhas, e as alterações nas unhas são sinal de calçado desajustado ou de doença sistémica. Não hesite em consultar um podologista.
Massaje os seus pés para reduzir as dores e o stress!
Está a decorrer um estudo conduzido pelo Instituto Britânico do Cancro o qual procura avaliar o impacto positivo da curcumina, um dos compostos do açafrão, como adjuvante da quimiuoterapia no tratamento do cancro metastático do cólon. Este composto mostrou ser capaz de amplificar a capacidade que a quimioterapia tem para exterminar as células cancerosas. Este tipo de canmcro é classicamente tratado com três tipos de medicamentos, embora cerca de metade dos doentes não responda ao tratamento que por sua vez provoca severos efeitos secundários como atingimento dos nervos. A capacidade que a curcumina tem para aumentar a sensibilidade das células tumorais à quimioterapia abre novas portas ao tratamento deste tipo de tumor.
Até há pouco tempo questionava-se qual o efeito do álcool na protecção cardiovascular do vinho. Os países não vitivinicultores puxavam a brasa à sua sardinha afirmando que o efeito cardioprotector do vinho era devido ao álcool. E eles produziam cerveja... Um relatório publicado no American Journal of Clinical Nutrition revela que o conteúdo em álcool e em polifenois apresentado pelo vinho é o responsável pelo benefício cardiovascular, embora de maneiras diferentes. Os investigadores descobriram que o álcool faz aumentar a citoquina anti-inflamatória interleucina-10, bem como reduz as moléculas inflamatórias derivadas dos macrófagos (uma das estirpes de glóbulos brancos). O efeito anti-inflamatório dos polifenois do vinho é muito marcado, à semelhança do que acontece com os frutos e vegetais. O efeito do álcool, por outro lado, deriva de um mecanismo de acção hermético, no qual doses pequenas e repetidas são protectoras enquanto uma dose maior é lesiva para a saúde. Por outro lado, o resveratrol (na dose de 8 mg dia) contido no vinho – especialmente no tinto – apresenta um efeito cardioprotector em ambos os sexos, diminuindo os factores de coagulação e os mediadores da inflamação. Em conclusão: a escolha acertada recai no vinho tinto.
Por definição, uma caloria é a quantidade de energia necessária para fazer subir em um grau a temperatura de um grama de água. Isto faz-se em laboratório num aparelho chamado calorímetro. Ora a maneira como se queima os nutrientes é completamente distinta consoante é efectuada num calorímetro ou no nosso corpo. Na realidade as calorias não são todas iguais. Vejamos alguns exemplos: a ingestão de 100 calorias de proteína obriga a um gasto energético de 30 calorias para as transformar dentro do nosso organismo. Restam então 70 calorias, e estas não têm a capacidade de libertar insulina – a hormona do armazenamento. Já se as calorias forem provenientes de gordura, para além de também não interferirem nos processos de armazenamento, são altamente saciantes. Todos sabemos que uma refeição gorda nos faz ficar sem fome durante muito tempo. O caso dos hidratos de carbono é completamente inverso. A ingestão dos HC faz libertar insulina, e o excesso de glicose oriundo da sua transformação é convertido a triglicéridos que se depositam nas artérias, nas vísceras e nos inestéticos “pneus”. O pior de todos os HC é a frutose pois quase toda é convertida pelo fígado em gordura, lesando o fígado – fígado gordo – com a continuação do processo. Daí devermos evitar os sumos (mesmo os caseiros feitos com fruta) e os refrigerantes. O álcool enferma de um processo similar. Segundo a investigação cientifica de ponta nós estamos preparados para consumir um máximo de15 gramasde frutose por dia, o que se encontra em média em duas peças de fruta. Assim, parece acertado ingerir uma peça de fruta – é conveniente variar – às refeições. Raramente temos o hábito de comer frutos secos, e no entanto são extraordinariamente saudáveis. Agora que se avizinha o tempo de por o corpo em evidência, devemos ter muito cuidado com o que comemos de maneira a estarmos em boa forma e livres de doenças como a obesidade, diabetes, cardiovascular, etc. É que as calorias não são todas iguais ...
Um artigo cientifico publicado na revista médica Annals of Neurology relata o efeito protetor das dietas que contêm elevado consumo de bagas, nomeadamente mirtilos e morangos, em relação ao declínio cognitivo cerebral. As bagas são extremamente ricas em compostos antioxidantes favonoides, os quais reduzem o impacto negativo da inflamação e stress sobre a função cerebral. Foram avaliadas mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 55 anos as quais faziam parte do Nurses' Health Study. A função cognitiva foi avaliada nas 16010 participantes, que agora tinham idades acima dos 70 anos, a cada dois anos. O consumo de elevadas quantidades de mirtilos e morangos estava associado a um menor declínio da função cerebral, resultando num abrandamento do envelhecimento cerebral de 2.5 anos. Um reforço da ingestão de outras classes de flavonoides estava associado a um abrandamento do declínio ainda maior. O consumo destas bagas também mostrou ter impacto positivo na memória, pois os flavonoides são capazes de atravessar a barreira hemato-encefálica (tipo de firewall que protege o cérebro de substancias estranhas). Aproveitem esta informação e a época fértil em morangos – os mirtilos são bem maias caros – para consumir o máximo possível ao menor preço. Também podem congelar os morangos ou até desidrata-los. Uma boa sobremesa consiste num gelado de morango de simples confeção: bate-se os morangos num liquidificador juntamente com whey de morango e natas. Vai ao congelador. Também podem prescindir do whey substituindo-o por folhas de gelatina.